Por Voce eu Pegaria mil vezes

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"Mesmo que eu tivesse muito dinheiro, não deixaria de ser pobre, porque a pobreza não tem nada a ver com dinheiro."

"Deus, não me tire do poço antes que eu esteja preparado para não cair novamente."

Estou pensando.
"Pela quantidade que me pedem emprestado, devo ter cara de pobre, se eu tivesse cara de rico, me perderiam, 50, 100 mil ou 1 milhão e não 10 Reais."

Eu não sou um homem das cavernas, mas a forma como uso meu cérebro pode me levar à extinção.

⁠Só EU SEI o que VI,
o que OUVI,
o que SENTI
e o que ENGOLI

“Há quem acumule informações para parecer inteligente. Eu prefiro acumular perguntas, porque são elas que continuam me ensinando.”

“Presto muita atenção na atenção que eu presto.”

“A mente inventa o ‘eu’; o pensamento o convence; a consciência o interroga; e a alma espera, em silêncio, o dia em que o ‘eu’ descubra que nunca foi quem dizia ser.”

“A mente chama de ‘eu’ aquilo que consegue lembrar; o pensamento chama de ‘verdade’ aquilo que consegue defender; a consciência chama ambos para depor; e a alma assiste ao julgamento sem nunca ter sido ré.”

“Se não penso o pensamento que me faz pensar, não sou eu quem pensa; é o pensamento que pensa a ilusão de um ‘eu’.”

“Se penso sem pensar no pensar, meu pensamento pensa que pensa, enquanto eu apenas acredito nele.”⁠

“Se não penso no que penso, não penso; apenas aconteço dentro do pensamento de um ‘eu’ que nunca pensei.”

“No instante em que o pensamento pensa o próprio pensador, o ‘eu’ percebe que talvez nunca tenha sido mais do que o último pensamento a ser questionado.”

“A Verdade nunca esteve escondida; quem sempre esteve escondido foi o ‘eu’ que tinha medo de sobreviver sem as próprias certezas.”

“O último medo do homem não é deixar de existir; é perceber que o ‘eu’ que ele passou a vida inteira tentando proteger era justamente a prisão que o impedia de existir.”

“O homem não teme a morte da carne; teme a morte daquilo que chamou de ‘eu’. Porque, quando o personagem morre, a consciência revela que a maior mentira que ele sustentou foi acreditar que precisava ser alguém para finalmente ser.”

Enquanto o mundo procura maneiras de tornar a vida mais confortável, eu procuro maneiras de tornar a consciência mais incontornável; porque civilizações não entram em decadência quando lhes falta riqueza, mas quando lhes sobra justificativa para abandonar a verdade.

“Descartes disse: ‘Penso, logo existo’.
Eu digo: muitos pensam e apenas repetem; eu existo quando penso, questiono e resisto, pois uma mente sem autonomia não pensa — apenas ecoa.”

Se eu não sei quem sou de verdade, quem é esse “eu” que responde quando me chamam?

Talvez essa seja a pergunta que passamos a vida inteira evitando responder.

Recebemos um nome antes de descobrir uma identidade. Herdamos crenças antes de desenvolver consciência. Aprendemos a representar papéis antes mesmo de conhecer o autor da própria história.

Passamos tanto tempo tentando ser alguém que nos esquecemos de descobrir quem somos.

Chamamos isso de personalidade.

Mas, e se personalidade for apenas a máscara que a sociedade aplaudiu até você acreditar que era o seu rosto?

O espelho nunca revelou você. Apenas refletiu sua aparência. A consciência, porém, revela aquilo que nenhuma imagem suporta mostrar.

Quem é você quando não há plateia?

Quem é você quando todas as expectativas morrem?

Quem é você quando o silêncio começa a fazer perguntas?

Talvez o maior erro da humanidade tenha sido procurar identidade no mundo, quando ela sempre esteve escondida no interior. Procuramos reconhecimento sem antes nos reconhecermos. Queremos ser vistos sem nunca termos nos enxergado.

É estranho…

Passamos a vida dizendo “eu penso”, sem perceber que boa parte dos nossos pensamentos nunca nasceu em nós.

Dizemos “eu quero”, sem saber quem escolheu os desejos que chamamos de nossos.

Defendemos opiniões que nunca examinamos.

Vivemos histórias que nunca escrevemos.

Se a mente mente, quantas das suas certezas são apenas mentiras bem organizadas?

Talvez você nunca tenha perdido a si mesmo.

Talvez nunca tenha se encontrado.

Existe uma enorme diferença.

Perder pressupõe possuir.

Como perder aquilo que nunca conhecemos?

Eis o paradoxo: passamos a vida procurando o sentido da existência, enquanto ignoramos a existência de quem procura.

Queremos descobrir o propósito da vida antes de descobrir quem está vivendo.

Talvez seja por isso que tantos chegam ao fim da caminhada sem jamais terem partido.

Respiraram.

Trabalharam.

Consumiram.

Envelheceram.

Mas nunca nasceram para si mesmos.

A maior distância não separa dois lugares.

Separa a pessoa da própria consciência.

E talvez a pergunta mais importante da vida nunca tenha sido:

“Quem sou eu?”

Mas sim:

“Quem ficou em meu lugar durante todo esse tempo?”

Carlos Eduardo Balcarse

11/06/2026

“Não quero que você pense como eu. Quero que meu pensamento provoque você a investigar o seu.”