Por Voce eu Pegaria mil vezes
Eu me sentia invisível ao teu lado,
doía admitir — ausência não se apaga,
o tempo apenas cala o que é calado
e ensina a dor a descansar na vaga.
Segui meu rumo, outra mão tenho amado,
te contei, e o teu “feliz” soou vago:
era verdade ou gesto educado
pra esconder o indizível, sufocado?
Nunca soube se era defesa ou medo,
a tua condição, teu silêncio espesso;
fiquei — porque isso, ao menos, era afeto.
Hoje amo, e mesmo assim penso no avesso:
se um dia me amaste, guardo o segredo
e peço perdão por culpas que não peço.
Tudo Por Um Pintinho
Demétrio Sena - Magé
Lá vou eu, mundo afora, em busca de um pintinho para fotografar. A solicitação estranha foi do Isac Machado de Moura, para mais uma capa de um livro seu. De pronto, parecia um pedido muito simples, mas aí percebi que no meu arquivo de milhares de fotos havia só uma, de um pintinho. Estava nas costas da mãe, quando cliquei. Então fui às ruas, e logo dei por mim que os aviários não vendem mais galinhas, frangos, pintos, patos nem outras aves de consumo alimentar vivas.
Para resumir, acabei conseguindo, mas muito às escondidas. Quem vende bichos nas ruas e nas feiras-livres está sempre muito desconfiado. Não usei minha máquina fotográfica, por atrair atenção, e o meu aparelho de celular não é dos bons. Tive que fotografar sem qualidade, para depois editar manualmente (jamais utilizo inteligência artificial). Foram várias fotos, diversificadas de seis originais. O Isac teve a sua encomenda e eu sobrevivi.
Na verdade, quase não sobrevivo, em razão de uma imprudência imperdoável, no meio do processo: Em dado momento, eu já bem cansado e desiludido, vi uma "Kombi de ovos". Daquelas onde vendem trinta ovos quase pelo mesmo preço de uma dúzia, no aviário, sendo que, tirados os ovos podres, resta realmente uma dúzia ou pouco mais. Pois bem; meio sem graça chego mais perto e, com um fio de voz pergunto, inadvertidamente: "Por favor; o senhor tem também pinto, ou só tem os ovos?".
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Senhor, eis que as portas se abrem, e eu lhe convido a entrar! O convite foi aceito, o senhor me perguntou onde eu vou morar? Eu respondo sem dúvidas.
Faça a sua morada em meu coração. ❤️
Hoje eu acordei e me deparei com esse lindo dia! E vi quão maravilhosas bençãos Deus nos deu. Um dia dedicado ao seu nascimento! Aonde todos os anos na sua vida a uma mudança de ciclos, novas coisas vão acontecer. Que nesse novo ano as bençãos do senhor possam continuar sobre vc que seja cheio de felicidades, prosperidade, amor e muita saúde, paz e fé! Te amo minha irmã que Deus sempre ilumine seu caminho!!
Vê se entende...
- Foram momentos felizes com pessoas diferentes!
Nada importante!
Eu acho...
Haredita Angel
04.02.21
Metamorfose
Uma vez, eu li uma historinha que dizia assim;
Era uma vez, uma florzinha branca muito linda e meiga na beira de uma estrada movimentada, por ali passavam pessoas, carros, animais, vento, chuva, poeira, e muitas vezes lixos deixados por pessoas ou levado pelo vento ou correntezas de água da chuva, porém, essa flor se mantinha firme e florindo a cada tempestade.
Certa vez, uma jovem moça, passou por ela, e se deslumbrou com tamanha beleza a beira de uma estrada, então pensou em leva-la para casa e enfeitar sua janela, mas desistiu e disse para a florzinha, -Se é aqui onde você nasceu e cresceu tão linda, deve ser porque gostou desse lugar. Então a moça se despediu e seguiu seu caminho.
No outro dia passou por ali um senhor religioso, que ao ver a florzinha, elogiou as criações de Deus, -Como Deus é maravilhoso em tudo o que faz! Essa florzinha tão linda aqui sozinha nessa estrada se mantendo com tamanha beleza, em meio ao caos do homem, mesmo assim é protegida pelo criador. O senhor se despediu e seguiu em frente.
No mesmo dia ao cair da tarde, um homem amargurado e descontente com sua própria vida, passou por ali e resmungou, -Que flor estupida! Como escolheu o pior lugar para crescer, em meio a poeira, os carros, estrada feia e suja, não vai sobreviver, sua flor burra, seu lugar não é aqui. Ele chutou a flor e seguiu resmungando.
A florzinha depois de algumas horas se ergueu novamente, e voltou a ficar linda e feliz naquela beira de estrada.
Moral da história, não podemos agradar a todos, mudanças só são necessárias, se for para seu bem e o bem de quem está a sua volta, você não precisa mudar para agradar ninguém. Quem se incomoda com a sua beleza, sua vida, seu jeito de ser, saiba que o problema, não está em você, e sim na pessoa que não enxerga o porque de cada coisa em seu lugar, o motivo de você mudar não deve ser para agradar ninguém, pois quem você deve agradar é a Deus e fazer o bem sempre. Consequentemente, todos a sua volta se beneficiarão da sua alegria, bondade, generosidade, e a felicidade erradia para quem vive com sabedoria, simplicidade e devoção. Sua metamorfose deve vir para sua edificação e não para o orgulho.
Texto: Gleiciele Oliveira.
Será que é verdade?
Por que você diz que me ama e eu não consigo acreditar?
Você diz ser genuíno o seu amor por mim, mas algo me diz que não devo acreditar, que irei me machucar.
Amazônia oriental...
"Eu sou a casa dos elementos orgânicos
Um templo de vida, onde a natureza se manifesta
As árvores da Amazônia, são minhas vigas e pilares
E as flores silvestres, são minhas cores e texturas
Meu coração é a floresta, onde a vida pulsa
E minha alma, é o rio que flui, sem pausa
A Amazônia Oriental, é minha musa e inspiração
E as 100 obras, são o meu destino, minha missão
Eu sou a casa dos elementos orgânicos
Um espaço sagrado, onde a criatividade se expressa
Meu pincel são as sementes coletadas é a chuva, que rega a terra são minhas telas retratando as manifestações.
E minhas cores, são as cores da floresta, vivas e intensas
Eu sou a casa dos elementos orgânicos
E as 100 obras, são o meu legado, minha herança
Um testemunho da beleza, da natureza que me inspira
E da paixão que me move, sem parar, sem pausa" Leila Boás 05/12/2025
A Fronteira Invisível da Minha Paz
Eu traço linhas no ar,
fios de seda tecidos com "não",
invisíveis ao olho faminto,
mas firmes como raiz na terra seca.
Antes, o mundo invadia,
tsunami de pedidos e dramas alheios,
meu peito um porto sem âncora,
ondas que levavam o silêncio embora.
Agora, ergo muralhas de silêncio,
portais guardados por voz serena:
"Não hoje", "Não mais",
ecoando como sino em névoa.
Não é egoísmo, é jardim fechado,
onde florescem rosas sem espinhos,
e o vento sopra leve, sem pressa,
acariciando o que resta de mim.
Aqui, na fronteira invisível,
encontro o espelho sem rachaduras,
a paz que brota quieta,
como rio que escolhe seu leito.
E quem ousar cruzar sem convite,
encontrará apenas o reflexo da própria fome –
pois minha paz é soberana,
inabalável, eternamente minha. Leila Boás /01 /2026
✍🏻Somente o "eu" e o "EU" são as forças capazes de mudar a direção e o destino de cada ser humano, é impossível QUERER para o outro, tudo que quereis é para si mesmos.
🕉️♾️☯️🌹❤️🩵🩵🩵🩵🌻👁️👁️
Ocitocina (Carta a Cura)
Eu sinto a sua falta todos os dias. A cada segundo, desejo que estivesse aqui. Queria olhar nos seus olhos e dizer toda a verdade, me colocar por inteira, nua, crua, com a alma exposta, mas a vida não é tão gentil, e a complexidade do invisível escaneia o presente.
Naqueles textos, cartas como biblias, me lancei em tuas mãos, mas nunca sequer as enviei. Queria poder falar daquilo que não posso, da dor, da cura, do passado e do antes. Revelar de uma vez por todas, olhando nos seus olhos, absolutamente tudo, fingindo não tremer e gaguejar pelo medo de estar em frente a alguém que tem o poder de me curar e destruir, partindo em trilhões de cacos com uma única palavra. Totalmente vulnerável, sem poder prever o futuro, vou ao abismo perguntar se na escuridão poderemos nos reencontrar.
Se houvesse só um pedido a realizar, pediria para ser, ao menos, como antes. Pra ser novamente um ombro seguro para o seu pranto. Ser capaz de tirar a sua dor, e me curar na tua presença. Deixar o inverno para trás e te levar ao nascer do Sol, ainda que ele me queime em sua radiação. Queria te dar aquilo que nunca tive, mas sempre busquei, e sei que busca também. Te segurar firme nos dias mais difíceis, secar seus olhos e dividir contigo seja qual for preço. Te levar a paz e risadas das minhas besteiras e pensamentos excessivos tão exclusivos. Te daria o mundo inteiro, junto ao sol, à lua e às estrelas, se pudesse.
Por fim, esses textos ridículos, infinitos textos ridículos, são apenas para dizer o quanto sinto e não posso conter. O quanto dói não te ter. O quanto destrói não poder te ajudar. O quanto cada segundo longe de você é como uma faca cravada no coração da minha alma.
Realmente, eles têm razão ao dizer. Cartas de amor são ridículas, e o ridículo foi muito do que te dei, mas mesmo na dor, não me arrependo de um segundo disso. Se pudesse voltar, não digo que faria o mesmo, porque buscaria consertar os meus erros, então, se só pudesse mudar o quanto senti, novamente viveria toda essa dor, só para reviver cada segundo com você, e se houvesse uma lembrança onde, ao escolher, viveria para sempre, por toda a eternidade em um único momento, seria a noite onde descobri como é sentir algo para o que ainda não inventaram uma palavra, e seria a mais feliz vivendo nesse looping, como se fosse um paraíso.
Quando foi que nos perdemos? O que eu fiz? O que fizemos? Sua beleza é a visão que procuro quando mais preciso de algo bonito para ver. Sua presença é overdose de ocitocina, cura emocional, espiritual e física. Sua voz é a melodia mais bonita em minha mente e ouvidos. Sua distância é o veneno que mata gradativamente a minha luz, levando o brilho que já não existia mais, até que apareceu dez anos atrás.
Você é a cura, a ocitocina. A musa de centenas de músicas. Nunca esqueça do quanto é. Sua luz e sombra nunca me assustaram, mas o quanto sinto e o poder disso, sempre me faz tremer ao seu lado, por me tornar tão frágil. Por saber que o meu ponto fraco sempre foi e será você.
Não quero mais fingir. Não quero meias verdades, e definitivamente não quero mentiras. Tudo o que eu queria era você, do jeito que fosse, contanto que fosse o que realmente quer também. Eu não quero e nunca quis ser uma nova prisão pra você.
Eu preciso de você, e se for um crime dizer isso nos dias modernos, não ligo, e o mundo pode até me condenar, mas eu realmente preciso de você. Você é tudo pra mim.
Com você descobri que a minha Verdadeira Vontade, acima de tudo, sempre foi você. É o meu amor ágape, e desejo que seja feliz, mesmo que longe de mim, enquanto rogo aos deuses que queira seguir ao meu lado. Pior do que estar sem você, seria ser um fardo que carregasse.
Jamais quis te obrigar a nada. Nunca quis ser uma obrigação, apenas estar mais perto. Ser um porto seguro, como antes. Sentir aquela alegria que não deixava nenhuma dor me derrubar, e te ajudar, nem fosse ficando sozinhas juntas no silêncio, caso não soubesse como explicar, ou não quisesse, e poder, ao menos, amenizar a tua dor, ser um conforto, e provar que jamais estará sozinha, porque de um jeito ou de outro, nunca iria te deixar. Jamais poderia te abandonar. Jamais te deixaria sozinha! Você é a minha melodia, a inspiração de tudo o que já fiz, e o amor de todas as minhas vidas.
A vida é tão incerta, há tanto horror lá fora, e sempre tenho medo e peço aos deuses que cuidem de você, já que agora, só assim posso fazer isso. E eu te prometo, um dia tudo isso fará algum sentido.
Obrigada pela luz e pela cura. Obrigada por me fazer sentir algo tão inominável e incrível. Me ensinar a dualidade em sua máxima potência. Por me transformar em alguém melhor, mesmo com meus inúmeros defeitos e estranheza, ainda que tenha me perdido por um tempo. Te agradeço por ter me dado a vida, quando a luz em mim havia se apagado, e me manter nessa prisão, chamada vida, se tornava impossível.
Obrigada por me ensinar sobre o amor mais profundo e perigoso, tão capaz de curar quanto de destruir, assim como o fogo que aquece, mas também queima, e que me fez, pela primeira vez, querer que houvesse mais dias e noites. Talvez nunca saiba, porque palavras são insuficientes, mas você sempre foi o motivo. A cura.
Te quero livre, e queria voar ao seu lado. Que me chamasse para ir contigo, e te mostrar as maravilhas e loucuras do meu pequeno e insano mundo. Que aqui tivéssemos o final pelo qual lutamos tanto, e pelo qual viemos a esse mundo. Você é a minha luz e sombra. O remédio que a medicina nunca encontrou, e o fel ao partir meu coração em mil pedacinhos.
Eu te amo há milênios, e seguirei amando com ou sem você. Queria que conhecesse quem sou agora. Quem me tornei. Que, talvez assim, pudesse finalmente me entender, e a verdade é que, para te ver, se eu soubesse que também quer, largaria tudo só para ficar com você, nem que fossem somente cinco minutos.
Por você, moraria dentro dos meus sonhos, só para poder te encontrar todas as vezes que fosse dormir. E ao acordar, te vejo sempre, ao fechar os olhos, ao sair de casa, ao deitar na cama, respirar, ouvir uma canção de amor... ao viver bons ou terríveis momentos, só penso em te encontrar. Queria viver nos meus sonhos, se essa for a única forma de vê-la, estar contigo, e te ouvir falando sobre o seu dia, os problemas, enquanto aprecio a beleza do seu rosto, da sua alma e do seu sorriso, me tirando e entregando toda a paz de que preciso.
- Marcela Lobato
Entregar-se ao acaso
Eu, jovem, preso numa monotonia velha,
canso de sorrir
para esconder as lágrimas.
Canso de nadar contra a correnteza
e sempre me ver longe da borda,
muito longe da borda —
que triste.
Não quero morrer assim.
Não quero que esse seja meu fim.
Entrego-me, de corpo e alma, ao acaso.
Não faço mais planos,
nem tento controlar meus dias.
De hoje em diante, apenas viverei:
serei, amarei, gozarei.
Chega. Já me enchi demais.
Comecei a me esvaziar.
A morte não me assusta,
e a vida é uma velha amiga.
Desisto de Entender
Grito na letra e choro na voz
A tristeza e eu
Uma casa que cabe só nós
Peito pequeno que sente muito
Garganta forte que engole o mundo
Meu estômago nem sabe o que é sabor
Mastigo a realidade e engulo o horror
Ah, mundo triste, mundo estranho
Quanto mais eu corro de ti
Em ti, mais e mais eu me entranho
E é real o sentir e o ver
E é o que me dá medo o saber
Quando sei que sei, entendo o nada
Quando o nada me toma, eu sei de tudo
Vivendo sem entender o motivo do passar
Passando sem entender a razão do viver
Vivo e passando sem ter o que entender
Cheio de vazio, lotado de espaço
Cuidando fielmente do meu próprio descaso
Um vento me venta e um intento eu invento.
Aqui e ali sou apenas um momento.
Se vier, vai me levar pra lá, longe me prender.
Lá onde me calam e não podem me socorrer.
Se for assim, então que minha voz logo se espalhe,
antes que venham e tinjam de preto a mortalha
que cobre minha nobre elegância, que mataram quando ainda era criança.
Antropometria, uma baixaria esculpida e despida, a pobre Luzia.
Preço bem baixo, essa mercadoria.
Quem olhou decidiu que não mais pagaria.
Sem valor, a obra sofre calada, desnuda.
Feita para alegrar os olhos, porém tudo muda
quando aquele que vê já desvaloriza a alma da arte que fora esculpida.
Um andar pela rua que não é segura faz "té" fraquejar,
coração confinado num peito sem espaço quer bombear.
Oprimido de vício, chorar é preciso para se salvar.
Mas se for bem de noite, só pede socorro se alguém quiser te ajudar.
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