Por Voce eu Pegaria mil vezes

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Sobre a morte Jalison santos disse"
"A morte é a tempestade que eu não posso evitar e muito menos adianta lá, a única coisa que eu posso fazer é comprar um cobertor pois quando ela chegar estarei preparado."

Milton Nascimento, Bituca.
Eu tinha vinte e poucos anos e ele cantou pra mim, com essa voz de anjo militante e eu descobri que também queria tudo isso...

“Quero a utopia, quero tudo e mais
Quero a alegria muita gente feliz
Quero que a justiça reine em meu país
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão
Quero ser amizade, quero amor, prazer
Quero nossa cidade sempre ensolarada
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver...”

E ele continuou cantando e me revelando a força da Arte e do Querer.
Eu tinha sonhos imensos, queria engolir a Vida em grandes porções; nunca gostei de saborear em pequenas doses, e ele foi cantando pra mim, enquanto eu compreendia esse jogo estranho de existir sem manual, sem bussola, “sem uma câmera na mão”, mas com uma ideia na cabeça e a trilha sonora perfeita... para minha busca de sentido, ou minha caçada...

“Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu, caçador de mim”

Aí hoje eu leio que o Bituca foi diagnosticado com Corpus de Lewy, a mesma doença do meu pai.
E de repente percebo que os meus amigos estão velhos, os meus heróis e ídolos estão morrendo, ou adoecendo... e eu também.
E de repente eu também descubro, que esse é só mais um desafio do jogo da vida, significa que passei para o próximo (e último) nível – aprenda com o passado, viva o agora e continue apostando nos sonhos e paixão.
Assim como ele, existem milhões de velhos demenciados, milhões de cuidadores assustados, esgotados e doentes, uma multidão invisível que sustenta com seu trabalho gratuito e exaustivo, a dignidade e a vida de quem ama.
Quem sabe a doença do Bituca não será mais um grito de resistência e denúncia, mesmo que não seja gritando com essa voz de anjo, tomara que você seja a voz de quem envelhece e adoece escondido em algum canto da casa.

“Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você...”

Você é gigante, vai esquecer isso, mas nós não esqueceremos!

“Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada
Agora não espero mais aquela madrugada...”

A estrada continua, e nem precisa esperar aquela madrugada, porque ela virá, a estrada estará sempre ali à espera do caminhante e a gente aprende que nada disso depende de nós, tudo isso só existe para que realizemos plenamente nosso propósito, para que a vida tenha significado, mesmo que nunca saibamos qual é esse propósito, ou inventemos significados, para que o tédio e a solidão não esmaguem nossa paixão e fé.
Além disso, uma certeza eu tenho...

"Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão"

Esse ninguém tira de você.

Ao filho que vai cuidar, eu tenho um conselho...

“Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura”

Você terá apoio, amigos, respeito de uma multidão, condições de oferecer o melhor tratamento... mas cuidar de alguém amado, que vai saindo da nossa vida aos poucos, ainda que o corpo permaneça conosco é a experiência mais assustadora, solitária e visceral que você vai experimentar.
É um mergulho na fragilidade, impermanência e impotência humanas. Isso quebra todas as nossas certezas e a arrogante sensação de que temos algum controle sobre a Vida.
Você vai bater o pé no fundo do poço, sozinho... e quando voltar, será um ser humano muito melhor e mais preparado para realizar o sacro oficio de existir.

”E assim chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega é o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida...”

Obrigada Milton por continuar me inspirando.

“Mas é preciso ter força, é preciso ter raça
É preciso ter gana sempre”

Os que me ajudaram quando eu mais precisei, o meu muito obrigado!
Aos que me julgaram quando eu passei por momentos difíceis, eu agradeço também!
Pois vocês não sabem o bem que vocês me fizeram. Me tornei mais forte graças a vocês!

Sonhei que num restaurante eu estava,
Com Claudia Elisa, uma mulher bela, tão clara,
Sua pele, lisa como uma parede, reluzia,
E disse isso a ela, numa conversa íntima.

Depois, ao sair, uma bromélia encontrei,
Nas pedras do caminho, ao chão quis cair,
O céu escuro dizia que ia chover,
Uma tempestade se aproximava, a correr.

Voltei um passo, em frente ao local,
A filha de Elisa apareceu no final,
Era uma menina, com jeito infantil,
No banheiro havia aprontado, sem perceber, sutil.

Com sono, então, decidi seguir o caminho,
Andando só, sob o céu, matutino,
Encontrei duas mulheres de tom escuro,
Uma tinha uma borboleta no cabelo puro.

Ela assustou-se e saiu a correr,
Outra comandou pássaros vingar,
Grandes e assustados, voaram a deter,
E um, gato, na minha frente a tombar.

O meu teclado tem vários sons, mas só eu sei quais fazem sentido no silêncio da minha alma.

O meu teclado tem muitos sons, mas só eu sei quais falam comigo.

Entre vulgares provocações,
sarcasmos,
ironias e até desaforos…
eu escolho a classe e a elegância
do sábio silêncio....


Entre a vulgaridade
das provocações baratas,
dos sarcasmos ácidos,
das ironias afiadas
e dos desaforos rasgando o ar...
eu me ergo inteira,
vestida com a armadura
serena do silêncio....
nada fere quem tem a classe
e a elegância de não revidar...


Entre vozes que tentam ferir
com palavras sem flores,
eu escolho o silêncio,
(o jardim secreto onde repousa
a minha dignidade)...
Ali, a elegância d'alma
não precisa se explicar,
apenas floresce...


✍©️@MiriamDaCosta

Tenho liberdade total para fazer o que quero, mas nem tudo eu faço porque não é bom para mim.

Hoje eu estava correndo e tive uma percepção.
Meu cadarço estava desamarrado, e alguém me avisou:
“Seu cadarço está desamarrado.”


Porém, eu já havia percebido. Agradeci e continuei a minha corrida.
Logo mais à frente, outra pessoa me informou:
“Moça, seu cadarço está desamarrado.”
Mais uma vez, eu agradeci e continuei correndo, sem parar para amarrar.


Sabe por que eu não parei para amarrar?
Toda vez que eu paro no meio de uma corrida para amarrar o cadarço, é muito difícil voltar.
Fico com o cardio completamente exausto, meu condicionamento físico cai.
Porém, eu tinha consciência de que, com o cadarço que eu estava, ele não ia enroscar no tênis, pois era curto.
A corrida estava confortável e segura naquelas condições.


Ou seja, eu tinha percepção do porquê não queria parar, das condições do meu cadarço e, principalmente, de qual era o momento adequado para parar.


As pessoas que estão do lado de fora sempre vão dar palpite sobre a sua caminhada.
Nem sempre é por mal, mas, na visão delas, querem contribuir com a sua jornada, mesmo sem você pedir.


Se você tem um objetivo e sabe para onde vai, sabe também os momentos de fazer suas pausas.
Você passa a ter consciência de que a opinião do outro, que está de fora, não interfere.
O outro não conhece suas dificuldades, suas dores, suas limitações e muito menos a sua corrida.


A pessoa que está de fora tem uma perspectiva diferente, um ponto de vista baseado nas próprias experiências.


Assim como na corrida, na vida também precisamos definir a nossa trajetória.
Entender que, muitas vezes, há momentos e obstáculos que te convidam a parar.
Mas, se você tiver clareza sobre para onde vai, a jornada passa a ser leve e satisfatória, mesmo com tantos desafios.


Onde você deseja chegar?
Sua mente é o seu único limite.


Cuide bem dela.










16/04/2022 19h32
Karina Megiato

Recentemente eu ouvi que eu precisava de uma bolsa de grife,
porque elas davam outra realidade para o meu look,
mostravam uma aparência melhor.
Disseram que as pessoas reparam,
que você é mais valorizada por estar com uma bolsa de grife.
“Assim que puder, adquira uma pra você.”


Em um mundo de aparências,
talvez parecer ter seja melhor do que ser.
Pagar absurdos em juros de um financiamento que nem pode ter,
para parecer...






14/09/23 19h51
Karina Megiato

Tic Tac


O tempo passa,
as pessoas falam,
eu olho —
mas não enxergo.
Escuto —
mas não ouço.
Como se tudo fosse silêncio
e eu, um eco esquecido.


Estar presente ou não,
já não faz diferença.
Invisível,
me tornei sombra
de mim mesmo.


Quem sou eu?
O que sou eu?
Quem devo ser?
Quem quero ser?
As perguntas antes iam,
agora ficam.
Martelam.
Perturbam.
Enlouquecem.


No peito,
bate a falta.
Falta de algo,
de alguém,
de um gesto,
de um olhar,
de um abraço,
de um toque,
de um sorriso,
de uma palavra.


O peito está vazio.
Todos levaram o que havia.
Um amor?
Já não existe.
Uma felicidade?
Se foi.
Resta um corpo,
vazio,
com uma máscara sorridente
trincada,
empoeirada,
cansada.


E ainda assim,
ele anda.
Como se tudo não estivesse mudo.
Como se tudo estivesse bem.

Hoje, minha maior inspiração é eu saber, o meu alto valor de vencer na vida, e ser prospero em diversas áreas de minha jornada, onde eu possa ser luz de amor em qualquer lugar!

Não perdoo nem parente, quem dira os da rua. Mal se paga com mal e na primeira oportunidade eu me vingo!

O peso de ser eu.
É tão difícil ser eu…
É tão difícil ser eu,
mas, ao mesmo tempo, muitos queriam ser.
Não precisar trabalhar e somente estudar…
Mas no fundo ninguém sabe o quanto isso nos cobra.

O quanto as pessoas à nossa volta nos cobram,
o quanto é cansativo, estressante, deprimente.
Todos colocam a culpa em outra pessoa,
sendo que, na verdade, a culpada é você mesma.

Você não tem mais força pra continuar,
sempre nada, nada… e morre no seco.
É frustrante, vai passando, e tudo parece se tornar insignificante.

A dor se torna insuportável.
Nem amigos tenho mais,
a privação é tenebrosa.
O mundo à minha volta continua,
e eu me sinto parada.

Como continuar,
se sempre que consigo algo vem a desmotivação?
Se sempre que algo dá certo, ao mesmo tempo, dá errado?

É terrível…
Mas é a verdade.

— Fiuza, M

Acabei de levantar da cama! E a primeira coisa que EU fiz, foi agradecer a DEUS por minha saúde e pela família que eu tenho.

O mundo segue barulhento, e eu só queria que ele me deixasse descansar em paz, mesmo acordado.

Sorrir virou um ato de resistência, e eu já não tenho forças pra resistir.

A vida pesa, e eu já não sei onde apoiar minhas mãos pra continuar.

Nas horas escuras da vida, Jesus tá lá
Quando ninguém tem tempo pra mim
Só há alguém que eu conheço, Jesus
Nas horas amargas da minha vida, Jesus tá lá
O único que, conhecendo minhas falhas, meus defeitos, ficou
Jesus Nair Nany.

Eu não quero esgotar todo o meu tempo nesse experimento
De morrer minha vida
Até viver minha morte