Por Voce eu Pegaria mil vezes
MILHÕES DE VEZES
Demétrio Sena - Magé
Mais um ano, mais outro, até jamais,
quando menos minh'alma der por si,
quanto mais demorares mais terei
meu aqui, meu agora em tua espera...
Submisso a teu tempo, teus instantes
de saudades, lembranças, nostalgias,
conterei meus rompantes e chamados;
contarei os meus dias como gotas...
O que faço do sonho nem eu sei,
mas me guardo na lei do meu silêncio
aos caprichos da própria eternidade...
Minha espera por ti é vida inteira;
uma beira de abismo sob os pés;
um contar até dez milhões de vezes...
DE CONFIANÇA E RISCO MORAL
Demétrio Sena - Magé
Muitas vezes veladamente, mas a sociedade considera os ofícios de ator, tatuador, fotógrafo, até bailarino e tantos outros/outras ligados às artes interativas ou de contato, como de risco moral. Esse pensamento engessado leva em consideração as supostas chances de abusos cometidos por profissionais ou de seguidos relacionamentos eróticos consensuais e relâmpagos.Tal preconceito quase não considera esses trabalhos como trabalhos. É como se as pessoas tivessem desde bem novas, determinadas taras que um dia precisarão disfarçar de profissões.
Em todos os setores da sociedade existem os profissionais e clientes abusivos. Quase todos os contratados por pessoas ou empresas lidam, em algum momento, mais reservadamente com determinados contratantes ou colegas de trabalho. É neste momento que a confiança mútua tem que se fazer valer, observadas as atitudes, os olhares, ambientes e possibilidades de concretização de uma possivel intenção distorcida ou perigosa. Seres humanos devem ser pensantes, observadores, criteriosos e procurar saber profundamente com quem lidam tanto no dia a dia quanto em determinadas ocasiões. Contratar um profissional, não importa para qual trabalho, exige cuidados e critérios, de ambas as partes, que podem reduzir drasticamente as muitas possibilidades de abusos.
Qualquer profissional que não tenha boa indole poderá tentar se aproveitar de alguma situação. O entregador, da confiança da dona de casa... o professor e a professora, do fetiche de alguns alunos e alunas... o médico, da inocência da paciente que não se importa com a falta da enfermeira em determinados procedimentos... o pastor, padre, guru (...) da fiel que lhe faz confidências, confissões ou pede conselhos e nem percebe seus olhares compridos que levam a gestos inadequados visando mais e mais... o pediatra, da negligência de pai ou mãe que não atenta para o quanto é importante a sua presença, mesmo que a criança ou adolescente seja pura esperteza. Motorista particular, atleta, cantor(a), enfermeiro (a), militar, normalista, encanador... todos podem ser vítimas, algozes ou simplesmente se valer do fetiche alheio.
Na hora certa, o que vai determinar atitudes é o conjunto caráter/cuidados/observação/critério/bom senso. Esse conjunto pode afastar abusos ou atos consensuais que ferem o profissionalismo. O que jamais pode haver é a generalização de um preconceito enraizado que sempre se impôs a determinados profissionais, quase todos das artes. Não é a profissão que é de risco moral... é o ser humano como profissional, colega e cliente. "Se um não quer, dois não brigam" e se ambos fazem valer seus critérios, exigências e cuidados, a confiança não será traída.
SOBREVIVÊNCIA
Demétrio Sena - Magé
Algumas vezes
a humanidade reza
que vale menos a reza
do que a palavra chula...
Ou que de fato
a escuridão total
nos anestesia, inocula
o desejo do gato...
E a fome é branca,
pois tira o sangue da veia
e põe no branco dos olhos
de nossa carranca...
Um genocida
nos faz amar de pirraça,
o banco sujo da praça
que já não tem vida...
Este poema
vai muito além de conceitos,
de virtudes, defeitos
e do próprio tema...
Pois vezes tantas,
o ser humano é maior
do que ser honesto...
Isso que não quer dizer
o que você quer pensar
que quero dizer...
pra dizer que não presto...
A MÃO AMARELA
Demétrio Sena - Magé
Algumas vezes, nos ambientes mais improváveis, por serem nossos ambientes, mesmo depois de maduros temos aquela sensação da "mão amarela". Lembram? "Quem peidou é quem está com a mão amarela". Aí, um menino como eu, cheio de complexos de culpa por indução externa, mesmo não tendo sido quem peidou se apressava em conferir a palma da mão. Discretamente, porém o fazia. Quem sabe não tinha sido eu, ainda que sem saber? Ou quem sabe não fui eu, sem ter sido?
Em inúmeras situações, isolada ou continuamente - o mais comum -, a sociedade, como um todo ou por setor, faz assim com os menos favorecidos de grana, força física, status, destaque ou aparência, conforme a ocasião, levando-os a sentir uma culpa inexplicável, pelo que não fizeram. Também os levando a se auto punir como se o Possível Deus condenasse neles o pecado original. Não por terem cometido, ao pé-da-letra, mas por supostamente serem das classes que têm sempre as mãos amarelas, independente de quem peide no momento. O que sempre pareceu uma brincadeira entre família ou coleguinhas, é uma vasta realidade nos meios sociais onde após criados acreditamos serem onde mais nos discriminam, desconfiam, se precaveem ou se preservam de nós.
Confesso que muitas vezes me sinto, entre as pessoas mais queridas, como aquele menino que provavelmente peidou, quem sabe até sem saber. Ou peidou mesmo sem ter peidado. Pois "meu passado me condena". E condenaria, mesmo não condenável. E os ambientes que deveriam ser os mais improváveis, por serem meus ambientes, já se tornaram para mim os mais previsíveis. Os mais prováveis. Onde a palma de minha mão nunca deixará de ser amarela.
... ... ...
Respeite autorias. Isso é lei
ESSES "VELHOS"
Demétrio Sena - Magé
Às vezes penso em alertar os mais jovens sobre a grande soberba que marcou minha juventude, para que seus anos tardios não tenham buracos iguais aos meus... tantas perdas irrecuperáveis... tanta sensação de que tudo podia ter sido diferente.
Mas o meu desejo ainda é soberbo e mostra que não aprendi tanto quanto penso. Cada um tem seu tempo, sua história, seu processo de maturidade... sua forma de absorver aprendizados. Também tive "mais velhos" que tentaram me alertar sobre minha soberba, tão em vão quanto hoje tento fazer, da mesma forma, em vão.
Esses "mais velhos"... pobres "mais velhos" como eu... ah, se eles soubessem o que não podem fazer, como pensam que podem (com licença, Gil), por "esses moços... pobres moços" e suas releituras das nossas trajetórias!
... ... ...
#respeiteautorias É lei
"EMBORA O NÃO OBSTANTE"
Demétrio Sena - Magé
Às vezes faço de às vezes,
o que no fundo é de sempre,
no meu excesso de nunca...
Por vezes tento não crer
no que os ouvidos enxergam;
não ver a voz do silêncio
do que acontece ao redor...
Ou tento não dar ouvidos
aos próprios olhos atentos,
pelo melhor do pior...
nem dar sentido ao que sinto
que já nem sinto que sinto,
de tanto que já senti...
E tantas vezes percebo
que disse puras verdades
em tudo quanto menti...
Fecho a boca pra não ver,
pra saber que não sei nada,
embora o não obstante...
Em outras tento tentar
manter a mente calada;
o coração não pensante...
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Respeite autorias. É lei
AMOR DE ROTEIRO
Demétrio Sena - Magé
Foi amor protegido em arquivo profundo,
poucas vezes exposto somente pro alvo,
pois o mundo seria um recinto perverso,
corrosivo e capaz de nem deixar vestígio...
Um amor desses filmes que fazem chorar
com silêncio e leveza, num riso contido,
e nos fazem voar entre reinos dispersos
desenhados na aura daqueles momentos...
Foste a minha poesia de arquivo secreto,
que minh'alma nutria como eterno mito,
pra ser algo infinito nos instantes nossos...
Quando vinhas a mim entre névoa e magia,
em um dia longínquo de muita saudade,
só eu sei me dizer como eu era feliz...
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Respeite autorias. É lei
Coach ou coacher, na maioria das vezes, na esmagadora maior parte das vezes, é o sujeito que se aproxima da "profissão" para tirar vantagem, se aproxima porque fracassou na vida profissional, não foi um indivíduo que tenha tido uma carreira com brilho naquilo que escolheu fazer, não realizou nada que tenha impressionado no que concerne a alguma análise profunda de questões sérias. Na maioria das vezes é um sujeito sem preparo e fala do que ouviu.
Estive no limite dezenas de vezes, e superei como se fosse de aço...é que meu espírito custa crer que tem um corpo, e até um pouco de humanidade em minhas veias.
"faço questão as vezes de não se aproximarem de mim..porque..ser o centro das atenções, rouba a vida da gente, e eu não aprendi a viver de aparências..."
Na longa estrada da vida, por vezes, sobre áridos caminhos, precisamos remover "pedras" e confrontar "espinhos"...Mas são das pedras brutas que extraímos as mais belas "jóias" do ser, e por trás de duras e pontiagudas "excrescências", é que descobrimos a razão representada, na real beleza que nos cerca... Deixemos então, que a construção aconteça, sob os olhos do amor e da nobreza, pois todos temos uma linda representação "acesa", no espetáculo da vida, que infinitamente reina...
Sou Lápis que pinta, instrumento que rabisca...Sou papel no qual se escreve,
folha que às vezes se risca...Sou letra que não se mede, palavra que às vezes arrisca...
Sou frase que choca, verdade que intimida...
Sou texto que se move, ideia que dá Vida...
Às vezes pensamos que perdemos, mas na verdade, Deus entra no caso e nos livra de cada uma, que nem eu sei, mas ele sabe!!
o amor se destrói
amor é um sentimento que se constrói
e as vezes esse amor se destrói
tantos anos de tristeza e felicidade
para acabar num dia com velocidade..
achava que eras o amor da minha vida
e só descobri que és Dalila da minha vida
o que me fez me tornar Sansão da sua vida
se nê Dalila conheceu o altar da vida de Sansão..
pensei que estávamos juntos na garrafa
e só agora descobri que estou em três garrafas
que na verdade se divide no nome Da-li-la
mas eu ainda chamo Da-li-lá.
continua...
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