Por Voce eu Pegaria mil vezes
A madrugada é irmã da solidão, e quem disse que não é bom senti-la as vezes? É o momento de realinhar as ideias, projetos e sonhos, portanto a outra irmã da solidão chama-se VITÓRIA!
MORTE
A única coisa inevitável na vida.
Sempre surpreendente da pior maneira possível.
Às vezes ela vem inesperada: debaixo de um caminhão, no céu dentro de um avião, na bola um ataque do coração.
Outras, ela é cruel: nos atravessa como uma bala perdida, queimando o corpo, afogando a alma.
E ainda, chega muito, muito cedo sem sequer nos deixar saber que havíamos vivido.
O que ela nunca faz é chegar tarde. Isso não. No máximo, excepcionalmente, marca hora.
E nunca nos acostumamos à ela. Na realidade, vivemos como se ela não existisse...
Fazemos planos, impomos condições. Quando... Se...
Mas ela não se importa.
Não espera.
Não quer saber se estávamos lendo um livro, se escrevendo a monografia, se o casamento dali a um mês, se o filho tava nascendo, se a viagem dos sonhos era agora, se tinha encontrado o amor da sua vida.
Ela nos tira tudo. Ela nos tira de todos. Deixa somente o vazio. E aquela sensação de que deveríamos ter feito, deveríamos ter falado, deveríamos ter vivido.
Deveríamos, deveríamos, deveríamos...
Mas agora é tarde. E não simplesmente tarde. Agora é TARDE DEMAIS.
Morte.
A única coisa inevitável na vida.
O que a vida tem a nos oferecer, as vezes reclamamos, as vezes aceitamos e muitas vezes perguntamos o por que.
As mulheres , maioria das vezes só pensam em sí pelo simples fato de não acreditarem que os homens teem sentimentos.
Muitas vezes,me sinto um parasita antiquado em um mundo incessantemente modernoso. Muitas vezes,vivo como se fosse um peixe que mergulha em águas carrascas,para depois voltar a terra que emana o terror. A morte muitas vezes me parece o único absurdo confortável,a saída para outra coisa, porque o coração já há muito tempo exige uma esperança, de que o que vier depois, que seja o rumo certo.
Da calúnia a virtude não se livra. Muitas vezes, o verme estraga as flores primaveris, bem antes de se abrirem. No orvalho e na manhã da mocidade o vento contagioso é mais nocivo. Sê cautelosa; o medo é amparo certo. A mocidade é imiga de si mesma.
(Hamlet)
Às vezes nos sentimos fracos. Que não fazemos diferença. Nos esquecemos que um grande protesto, se inicia com uma primeira pessoa.
Existe uma força dentro de nós que algumas vezes esquecemos de que está lá. Quando adormecida, deixamos de saber o quanto ela pode nos ajudar a mudar uma situação. E não só de mudá-la, mas de encará-la. Um grande homem um dia disse que com ela podemos mover montanhas. Se realmente acreditarmos nisso, podemos realizar grandezas.
Essa nossa força também se esconde nas memórias e em pessoas que amamos. Elas têm a capacidade de nos ajudar a buscar esse fogo em nossos corações. Lutemos para abrir um caminho para nós e prestarmos a atenção para não olharmos à outra direção. Não perder o foco. Se não acreditarmos em nós mesmos e termos a coragem de nos desafiar, faremos apenas as coisas que nos forem necessárias e não as que forem importantes.
Estamos a buscar, às vezes sem querer, o caminho de volta pra casa. Ou encontrar um novo lugar que se torne num refúgio, seja lá onde e como ela for. Porque é no lar, onde aprendemos desde pequenos, que é o lugar onde tudo ficará bem.
Acredito que, várias vezes na vida, somos empurrados a seguir uma rotina. Acordar. Ir trabalhar. Almoçar. Voltar a trabalhar. Ir pra casa. Jantar. Dormir. E assim, seguindo repetidamente durante anos. Às vezes ela muda alguma coisa, mas depois, permanece por muito tempo do mesmo jeito. De novo.
A rotina não é propriamente ruim, quando você gosta do que faz. O problema é que a vida é muito mais que isso. As fugidas que fazemos de vez em quando, essas sim, são o que ficarão na memória. Desejo todo dia a fascinação de ver algo novo. Mais que isso, desejo ver de novo o dia todo com a mesma fascinação da primeira vez.
Pensamos muito nas mudanças e esquecemos que na maioria das vezes, quem tem que mudar, somos nós. Queremos tudo novo, mas pra isso, temos que nos deixar inovar.
Às vezes, quando algumas datas passam de seu primeiro ano de aniversário, é necessário parar de contar. Precisamos abrir espaço para novas aventuras. Nosso ‘eu há um ano’ sempre será memorável se, fizermos do hoje, um ótimo dia.
Algumas vezes entram pessoas nas nossas vidas que parecem ser apenas mais uma. Mal percebemos e elas estão indo embora. Descobrimos nesse instante o quanto ela significa ou o que poderia significar em nossas vidas. E assim, se vão.
Queremos, às vezes, que as coisas voltem ao normal. Que amigos voltem a ser o que eram. Coisas diferentes. Na verdade, não percebemos que queremos que tudo seja como antes e isso não irá acontecer. Nunca. Por isso estamos a buscar, às vezes sem querer, o caminho de volta pra casa. Ou encontrar um novo lugar que se torne num refúgio, seja lá onde e como ela for. Porque é no lar, onde aprendemos desde pequenos, que é o lugar onde tudo ficará bem.
Mais importante do que ir, é saber a hora de voltar. Às vezes, retornar pra onde tudo começou é o desafio que você precisa encarar e assim redescobrir seus passos já dados, mas que foram apagados com o tempo enquanto esteve fora.
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