Por Voce eu Pegaria mil vezes
Uma palavra não nasce de forma simples. Às vezes nasce primeiro o sentimento e depois a palavra vem para nomeá-lo. Outras vezes a palavra surge antes, como uma forma vazia que pede um sentimento para preenchê-la. E há momentos em que ambas surgem juntas, como uma única linha de extensão, uma construção inseparável em que linguagem e emoção caminham pelo mesmo trilho. A palavra nasce na linguagem e encontra o sentimento no mesmo caminho, sem que seja possível determinar qual veio antes. Há também um tipo de silêncio que não é ausência, mas excesso. Um silêncio nascido da percepção profunda. A pessoa está calada, mas filtrando tudo o que acontece ao redor: gestos, microexpressões, contextos, tensões invisíveis. Esse silêncio é denso. Ele contém mais do que palavras não ditas; contém uma atividade mental contínua, uma leitura permanente do mundo. É um silêncio cheio, carregado, um silêncio que observa. Se a lucidez tivesse temperatura, seria morna. Não fria como a inconsciência, nem quente como a loucura. Morna porque habita o meio. A lucidez não se perde em extremos: ela existe na zona intermediária entre a fervura do delírio e o gelo da ausência de percepção. É um estado de equilíbrio térmico da consciência. Perceber algo que ninguém mais na sala percebeu é uma experiência recorrente para quem vive da percepção. A percepção, muitas vezes, não é comunitária. Um olhar diferente, uma testa que se contrai, uma microexpressão de desprezo — sinais quase invisíveis que passam despercebidos pelos outros. Percebê-los gera uma solidão ontológica: saber que se viu muito e profundamente, mas não haver com quem compartilhar a percepção na mesma intensidade com que ela foi vivida. Toda inteligência paga um preço. A moeda invisível da inteligência verbal costuma ser a solidão. Quem lê camadas mais profundas da realidade percebe nuances e associações que nem sempre são compartilhadas. Enquanto alguns apenas existem no fluxo imediato da vida, a mente verbal está interpretando, analisando, cruzando sentidos. Isso cria uma distância silenciosa. Há a vantagem de ler o mundo com complexidade, mas há também o custo de raramente encontrar quem o leia da mesma forma. A linguagem pode ser pensada como um organismo vivo que escolhe onde habitar. Ela escolhe quem pode assimilá-la. Quando encontra um corpo capaz de recebê-la, estabelece uma relação de mutualismo: existe dentro do sujeito e, ao mesmo tempo, faz o sujeito existir dentro dela. Torna-se uma morada biológica e simbólica. Há espaço interno para que a linguagem habite, e, ao habitá-lo, ela estrutura a própria existência de quem a abriga. Solidão e soberania interior não são a mesma coisa. A solidão é o sentimento de abandono, a sensação de não haver um par no mundo com quem se expressar plenamente. Soberania interior é diferente: é saber quem se é, o que se quer e o que fazer com isso. Nasce do autoconhecimento. Não elimina a necessidade do outro, mas permite existir com autonomia, administrando o próprio tempo e as próprias escolhas com consciência. Se a mente fosse uma cidade noturna, às três da manhã haveria uma pergunta ainda sem resposta. Uma pergunta ruminada ao longo do dia, que na madrugada se aproxima de uma possível solução sem alcançá-la. É a insônia ontológica: a vigília provocada por questões que insistem em permanecer abertas. A cidade mental, nesse horário, é feita de espera e elaboração. Existem pensamentos que nunca podem ser ditos em voz alta. Eles não desaparecem; permanecem na mente, recalcados, em estado latente. São perigos ambulantes, pois a mente é falha e, em algum momento, o pensamento pode escapar — talvez em um ato falho, talvez em um gesto involuntário. Pensamentos não morrem; apenas mudam de volume e continuam existindo, mesmo quando não se tornam som. Estar verdadeiramente em um lugar é mais do que ocupar um espaço físico. É observar como o ambiente se constrói, quem o habita, quais forças o organizam, qual papel ele atribui a cada pessoa. É existir com consciência do contexto e de si. É estar ali com o corpo e com a mente, atento ao mundo e ao próprio lugar dentro dele. É existir de forma plena dentro do instante que acontece.
Às vezes fazemos escolhas duras que nos ferem por não conseguirmos abandonar o que somos, o que sabemos e o que temos. Escolho sempre o conhecimento à ignorância, por mais que esta me prometa paz; ela não se compara à lucidez que tenho — ou que penso ter.
Às vezes, mesmo doendo muito, a gente precisa colocar um ponto final. Pelo bem da nossa saúde mental, é necessário dizer: essa será a última vez que essa pessoa faz eu me sentir assim. Seja família, amor ou nas relações de amizade.
Às vezes é bem melhor silenciar...
Às vezes, a gente nem precisa mesmo de tantas palavras.
___________FranXimenes
23*12*2013
Um poeta muitas vezes é incompreendido. Não porque suas palavras não tenham sentido, mas porque seu coração não foi visto nem entendido.
Algumas vezes, por detrás de um largo sorriso, existe na verdade um coração partido, partido de saudade.
Às vezes, o amor precisa se perder para ser verdadeiramente encontrado. É nas ausências que percebemos a real importância de quem esteve ao nosso lado. O verdadeiro amor não se mede pelo tempo, mas pela intensidade com que toca a alma.
Muitas vezes nós pensamos em desistir porque já tentamos 99 vezes mas o que não sabemos é que a vitória está á mais um passo. Por isso não desista!
As decepções ou desencontros da vida muitas vezes servem como um "filtro", permitindo que apenas alguns vínculos permaneçam e se tornem cada vez mais autênticos, duradouros e merecedores.
Cuidado com o caminho que escolhes: muitas vezes, quem caminha com a soberba acaba por tropeçar no próprio orgulho. Não permitas que a tua arrogância seja a tua própria ruína. A humildade ainda é a melhor proteção. Deus, procure a providência divina e a gratidão. Lembre-se de que a vida é um ciclo: o que sobe, desce, e o que se humilha, é exaltado.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre.🙏🏾
Tenhamos fé!
Muitas das vezes somos nossos próprios inimigos, por nos culpar tanto, por nos cobrar tanto. Seja gentil contigo mesmo é coisas boas acontecerá!
Nunca faça comparação entre uma pessoa e outra. Às vezes, as pessoas te mostram somente o que ela quer que você veja.
Muitas vezes, temos diversas vontades e, por causa do maldito medo, deixamos de fazer, realizar, deixamos de falar que amamos aquela pessoa com medo de afastá-la, deixamos de falar uma ideia nova por medo de recusarem.
Ei!! Nem sempre vão concordar com nossas vontades, mas ainda sim, não podemos desistir delas por medo de contrariarem.
Se é licito, não tem porque não tentar. As pessoas vão dizer coisas pra nos desanimar, mas o nosso desejo tem que ser maior que isso tudo.
Porque, às vezes, só sabemos o valor das coisas quando estamos prestes a perder, mas tem horas que devemos deixar os medos de lado e arriscar...
Às vezes perdemos tudo porque, por falta de humildade, não recuamos na hora certa.
Recuar na hora certa é fortalecimento e não covardia.
Exercícios de Pensar
Texto III – Escrever
Escrevo porque o silêncio, às vezes, mente. E porque há verdades que só existem quando encontram palavras.
A minha escrita não resolve o mundo, mas impede que ele se torne completamente opaco.
Cada texto é uma tentativa imperfeita de dar testemunho ao tempo, antes que ele se perca. Escrevo para não apodrecer por dentro.
E, se possível, para partilhar essa podridão consigo, que me lê.
Confiança cega.
"Deus tem um plano, e às vezes ele parece distante, mas é justamente quando achamos que estamos sozinhos que ele nos lembra de sua presença. 'Se você tem algo que pode fazer, provavelmente não vem de Deus', porque Ele quer que nos apoiemos Nele, que confiemos em Sua vontade.
Quando a ansiedade bate e a dúvida nos consome, Ele nos chama a falar com Ele, a dizer: 'Deus, se você não aparecer aqui, eu não saberei o que fazer'. É nesse clima de entrega que encontramos a paz, a certeza de que Ele está conosco, guiando nossos passos.
Deus quer que nos apoiemos Nele, que coloquemos nossa confiança em Sua sabedoria e amor. Então, vamos parar de tentar controlar tudo e simplesmente confiar. Porque quando fazemos isso, Ele se revela, nos mostrando o caminho e nos dando a força para seguir em frente. "Leila Boás 05/12/2025
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