Por Tras da Janela
Algumas pessoas pagam pra se iludir,outras fazem da ilusão uma metáfora pra sua vida,e os que restam se iludem de graça porque querem ouvir da boca daqueles um alívio.
Conhece o golpe da ilusão? Alimenta a vítima lentamente,com o afago de um capricho,com o salto vazio de uma expectativa,com o comodismo da emoção.
Algumas pessoas pra ter uma maturidade estruturada,precisam sentir na pele o sofrimento,devem entender o olho do furacão,bater de frente com os devaneios,pois so assim terão resolução de sua vida.
Pra quem se encontra perdido, é porque não experimentou se encontrar, não se permitiu conhecer, não ousou se rebelar.
Traçar uma escolha, é seguir um caminho,criar um destino e assumir possibilidades.na sua escolha nem sempre tudo ficará como você quer ou reflete pensando,lembre-se que correr riscos faz parte de quem faz seu caminho sua história,se der bem ou se der mal tudo vai depender de você.
Na vida temos que assumir ou viver algumas perdas.perder algo ou alguém é uma situação que faz parte de toda jornada, quando você perde você tem força e sustentabilidade pra ganhar muito mais, quando você ganha você também aceita que a perda é apenas uma sugestão.se não está preparado pra as vezes ter perdas na vida, nunca estará preparado para está numa guerra.
Alguns erros a gente pode refletir sem apelar pra redenção.reflexão essa que baseia na totalidade de reparação,de consciência,sem julgo mas monitorando o estado de agonia.existem erros que não voltam atrás, é assumir a consequência e suportar o tormento doloroso, porque é um livro aberto que decepciona, é uma marca que não mostra mas sinaliza, é uma convivência onde termina mas em outros momentos sempre retorna.
planos não dão certo, nunca deram.o que dá certo é a execução acionada a racionalidade, você premedita, você faz, você ver.
Ah o dinheiro,é um bicho perigoso quando o combustível está demasiadamente turbinado. Ele não é um problema,a gravidade é onde a sua maturidade pode vence-lo,com quem você pode contar sem que o interesse possa ser maior,se o ego estiver controlado não há o que temer,mas se o desenfreo pede carona,trará todas as dores ao mesmo tempo.
Ser inteligente, árduo e dirigir sua vida com astúcia não é o resultado de uma escolha,saber suportar as consequências,é o destaque de tudo isso.
Quando a hipocrisia é tudo que uma determinada pessoa viveu, é quase impossível ela ser de verdade consigo mesmo.pois os seus atos são como uma casca,que libera uma autoconfiança cheia de fragilidade,onde por pra fora quem realmente é,pode ser mais doloroso do que você nunca foi.
A melhor vingança que existe, o melhor sabor de uma vingança, é quando você degusta sozinho, quando o silêncio se esconde nas asas da intenção.e você numa área vip assiste tudo,mastigando a fragilidade do inimigo, mordendo os ossos do seu medo,se lambuzando em seu olhar triste,vibrando friamente o dissecar de sua alma.
'SER...'
Sou rima,
lençol,
pecado...
Semente esparramado,
seca,
freático...
Soldado ferido,
insensato,
solitário...
Calabouço,
místico,
para-raios...
Perdido em multidões,
nuvens,
bárbaros...
Embatucado,
solstício,
açoitado...
Sou pedras,
lanças,
armaduras...
Loucuras,
ferraduras,
homem de aço...
'HIPERTEXTO'
Absorvo cliques secretos,
cursor entre páginas,
colunas.
Anônimo sem eco.
Virtual,
visceral,
subscrito...
Ausento realces,
linhas,
endereços.
Incógnito 'fontes',
cobertores,
diálogos.
Plagio códigos,
bibliotecas...
Ratifico o abandono,
trilho embaraçado.
Invento faces,
ego gelado.
Sou impressão nos dias de chuva,
'Web matéria',
punhados de agravos...
'JOSÉ ERA SINOPSE'
José era sinopse,
linhas vazias,
extinção.
Apanhara estrelas,
sonhos avulsos.
Jogara com o destino.
Equilibrou partidas.
Abandonou-as.
Caiu,
levantou-se...
José era sinopse
Imbuíra melancólicas pressuposições,
caminhos tortuosos,
veredas.
Correra de encontro aos ventos,
equilibrando-se em cordas,
fumaredas.
Sem orações,
abraços,
ou reiterações...
José era sinopse,
mas transformou-se é compêndio,
documentários.
Fixou amor,
caracteres,
permanência.
Redige a própria história.
Com seus conglomerados temas,
tenta haurir reflexões,
escrever trajetórias,
poemas...
'ANO POLÍTICO'
Tempo de cidadania,
dos indecentes.
Das escolhas dos representantes,
do 'NADA SERÁ COMO ANTES'.
Dos reflexos que não mudam,
mudas que não brotam em meio a tantos fertilizantes,
terra boa para plantar,
cultivar...
Elegemos nossos reflexos.
Elegantes estampados na tribuna,
triunfantes.
Roedores sem identidade?
Que nada!
Fazemos parte!
Há muito da nossa cultura no palanque,
cultura irritante...
É também o ano das equivalências,
cidadãos plantando esperanças em meio ao sol.
Dos que tentam transformar o desequilíbrio das formas.
O céu não transmudará repentinamente,
já é tarde!
Esperarmo-lo ei há tantos anos.
A 'identidade' já estar enraizada em naufrágios,
sufrágios,
símbolos covardes...
