Poetas Ingleses
Soneto 121 (CXXI)
É melhor ser vil do que vil considerado,
Quando não se é, e ser repreendido por sê-lo,
E o prazer justo perdido, que é tão caro
Não por nós, mas pela opinião alheia.
Por que a visão falsa e adulterada dos outros
Deve julgar o meu sangue ardente?
Ou minhas fraquezas, enquanto o mais fraco espia,
Que por eles seja mau o que acredito bom?
Não, eu sou quem sou, e eles que julgam
Meus erros reconhecem em mim apenas os deles;
Posso ser reto, embora eles sejam tortos;
Diante desses pensamentos, meus atos se ocultam,
A menos que esse mal geral que eles mantêm:
Todos são maus e em sua maldade reinam.
Nós sempre estamos em busca da felicidade e esquecemos que a felicidade existe no nosso dia a dia e só lembramos o que é ser feliz quando tudo se destrói.
Na vida não se existe destino, não existe propósito a unica coisa que pode se exigir de um ser humano é que ele consiga ser feliz, mas que consiga de verdade que não precisa ir em busca da felicidade e entende que isso existe a cada segundo que se respira.
Sou firme como a Estrela do Norte, cuja essência constante e inabalável não encontra paralelo no vasto firmamento
Para o teu próprio eu, seja verdadeiro; E deve seguir-se, como a noite ao dia. Tu não podes então ser falso com nenhum.
Soneto 150
Ó, que força usas para teres tanto poder
Que não deixa meu coração se desviar?
Fazer-me mentir diante do que vejo,
E jurar que a luz não abençoe o dia?
Desde quando adoeceste tudo,
Que em negar teus próprios atos
Há tanta força e mostra de talento,
Que fazem teus defeitos superar teus dons?
Quem te ensinou a fazer-me amar-te mais ainda,
Por mais o que eu ouça e veja só cause o ódio?
Ah, embora eu ame o que outros odeiam,
Como eles, não deverias me ter horror.
Se tua falta de valor fez que eu te amasse,
Mais valia tenho por amares a mim.
A vilania, mesmo oculta, há de vir à luz do dia.
Vê como este anel acenta neste dedo, assim como o meu coração cabe dentro do peito. Usa os dois, porque ambos são teus, e se for lícito a este teu pobre e dedicado servo implorar um favor à tua graciosa mão, para todo o sempre assim confirmarias a sua felicidade.
Soneto XXIII
Como o bisonho ator que, porque se arreceia,
Do palco, sai daí, sem haver dito nada,
Ou como quem, tendo a alma a estuar, de raiva cheia,
Pelo excesso de força há de tê-la infirmada,
Assim, pelo temor de te falar, esqueço
O cerimonial que impõe do amor o rito,
E a força do meu próprio amor perder pareço,
Porque pesa demais seu poder irrestrito.
Deixa os escritos meus, então, ser a eloquência
Do meu íntimo peito, os mudos mensageiros
Que, mais do que esta voz, mesmo acesa em veemência,
Pleitearão para o amor prêmios alvissareiros.
Ah! aprende a ler o que o silente amor escreve:
Ouvir com o olhar é o dom que ao amor, só, se deve.
- Dá " Vida " virei vitima pois o passado me condenou, o presente esta me punindo, o tempo virou um promotor, mas tenho fé em Deus que o futuro me libertará, pois ele é o juiz !
"O Hamlet contemporâneo comprou um celular. Com aquela tela fria empunhada, o príncipe verteu a sua tormenta existencialista no Google: 'ser ou não ser, eis a questão'. O oráculo binário lhe respondeu com uma imagem: caveira.jpg."
Ainda nos encontraremos
Eu estava completamente apaixonada pela sensação que o amor nos faz sentir.
Amar é algo totalmente sem sentido e inexplicável para todas as pessoas, não seria tolice mas talvez ousadia dizer que nem William Shakespeare consegue descrever o que esse sentimento é.
Me sinto como se estivesse andando a beira de um precipício, apenas criando esperanças para que o dia em que eu tomasse coragem e viajasse tão veloz sobre todas as estacas pregadas no chão que ficam à espreita, querendo perfurar cada frasco de felicidade que ainda me pertence.
Minha busca não é por alguém, e sim por algo que necessito sentir novamente. Quero ser minha ancora, meu próprio salva vidas.
Estou a sua espera, amor próprio. Não vejo a hora de ser só eu e você, esbravejando por toda essa neblina e difundir essa felicidade imensa que irá surgir quando te encontrar.
Ditos e feitos
Coloco
Tiro
Penso
Digo
Ando
Caio
Dou mais do que posso
Para quê?
Faço
Mas não recebo
Digo
Não me ouvem
Não me ouvem
Me escutem
Por favor
Me escutem
Romanos, amigos, compatriotas
Me escutem
Eu não brinco
Eu não finjo
Eu não existo
Mas eu sou
Eu digo, eu tenho opinião
Eu choro, eu morri
Meus olhos derretem
Minha boca salga
Meu rosto é correnteza
Meu nariz não uso
Eu não brinco
Eu não finjo
Eu sou o que faço
Eu sou abandonado
