Poesias sobre o Chamado de Deus
Talvez o amor divino não esteja na ausência da liberdade, mas justamente na sua existência. Porque um amor verdadeiro não controla, não escraviza e não obriga. Ele permite a escolha. E é exatamente por isso que podemos praticar a bondade, mas também podemos praticar a crueldade.
Quando observamos guerras, violência, corrupção, abandono de animais, destruição da natureza e tantas outras tragédias, será que estamos olhando para a ausência de Deus ou para o reflexo das decisões humanas acumuladas ao longo das gerações?
O livre arbítrio não é apenas a liberdade de decidir. É a liberdade de criar o mundo que deixaremos para aqueles que virão depois de nós.
Se os vilões fossem maioria, a humanidade já teria entrado em colapso há muito tempo. O que mantém a sociedade funcionando são milhões de heróis anônimos que acordam cedo, trabalham honestamente, cuidam dos filhos, ajudam desconhecidos, respeitam os outros e fazem o certo mesmo quando ninguém está olhando.
Nem sempre quem recebe mais atenção é quem gera mais impacto. Muitas vezes, os verdadeiros heróis vivem sem aplausos. Eles não procuram reconhecimento. Apenas fazem o que precisa ser feito.
E você, está esperando o mundo reconhecer o herói que existe dentro de você, ou já começou a agir como ele hoje?
Você está construindo uma vida que admira ou apenas sobrevivendo dentro de uma rotina que aprendeu a aceitar?
Quantos dos seus sonhos são realmente seus e quantos foram implantados por uma sociedade que nunca perguntou o que você queria?
Você está gastando seu tempo criando uma história da qual se orgulhará no futuro ou apenas colecionando distrações para esquecer o presente?
Quantas versões de você já morreram ao longo da vida para que a pessoa que existe hoje pudesse nascer?
Se tudo o que você possui fosse tirado de você amanhã, o que ainda restaria que realmente define quem você é?
Você está vivendo de acordo com seus valores ou de acordo com as expectativas de pessoas que nem estarão ao seu lado no fim da caminhada?
Quando sua história chegar ao último capítulo, você será lembrado pelas coisas que acumulou ou pelas vidas que transformou ao longo do caminho?
Às vezes eu olho para o mundo e sinto um peso difícil de explicar. Abro as notícias e encontro guerras. Entro nas redes sociais e encontro agressões. Vejo pessoas humilhando outras por diversão, animais sofrendo por crueldade, famílias destruídas por egoísmo, e me pergunto: em que momento nos afastamos tanto daquilo que poderíamos ser?
Talvez o verdadeiro desafio não seja sentir vergonha da espécie humana. Talvez seja decidir não contribuir com aquilo que nos causa vergonha. Em um mundo que normaliza a brutalidade, escolher a compaixão é um ato de coragem. Em uma sociedade que recompensa o ego, escolher a empatia é uma forma de resistência.
A humanidade não é apenas aquilo que vemos de pior. Ela também é aquilo que escolhemos alimentar dentro de nós todos os dias.
Se o mundo parece violento, a pergunta mais importante não é o que os outros estão fazendo. A pergunta é: estou me tornando parte do problema ou da solução?
Se cada pessoa carregasse menos ódio e mais consciência, que tipo de humanidade existiria daqui a cem anos?
Afinal, quando você olha para o mundo, você enxerga apenas a escuridão... ou também consegue perceber as pequenas luzes que ainda insistem em permanecer acesas?
