Poesias sobre o Chamado de Deus
Quando somos genuínos, mesmo nas dores estamos com a alma leve, pois não nos corrompemos aos valores do mundo. Quando contrariamos nossa alma, mesmo no êxito nos tornamos sombrios diante de nós mesmos.
A história não é feita apenas de grandes batalhas ou tratados — é escrita por pessoas que ousaram existir de forma intransigente. Hammurabi, há quatro mil anos, compreendeu que a justiça precisava ser escrita para ser real, mesmo que imperfeita. Aristóteles, séculos depois, desafiou o mundo a pensar, a questionar, a não aceitar verdades prontas. Joana d'Arc, com dezenove anos, provou que a coragem não pede permissão — ela simplesmente age, mesmo quando a fogueira a espera. Rosa Parks, cansada, recusou-se a ceder o assento e desencadeou uma revolução sentada. Angela Davis, presa e perseguida, transformou a cela em púlpito e o silêncio em denúncia. Miriam Makeba, exilada, cantou a África para o mundo e fez do palco um ato político. O que une essas vidas tão distantes? A recusa em ser invisível. Cada um, à sua maneira, disse "eu existo" em voz alta — e o eco ainda ressoa
A vida não se entrega de bandeja, ela se revela aos poucos, entre o que sabemos e o que tememos. As verdades que carregamos hoje, amanhã podem ruir. E não por fraqueza nossa, mas porque viver é, essencialmente, revisar o que pensávamos certo. Incertezas não são ausências; são convites. O medo do desconhecido muitas vezes nos paralisa, mas é nele que crescemos — não no conforto do já sabido, mas na fricção do ainda não compreendido. Amamos, perdemos, recomeçamos, sem garantia alguma de que dessa vez será diferente. E mesmo assim, recomeçamos. Porque a verdade mais honesta da existência é justamente essa: não há certeza, apenas escolha. Escolher acreditar, escolher permanecer, escolher esperar. A melancolia do futuro incerto convive com a ternura do presente vivido. E no fim, talvez a única verdade inquestionável seja que estamos aqui, respirando, tentando, errando, recomeçando e isso, por si só, já é suficiente.
Você pode gritar sua verdade no centro da tempestade e ninguém chamar aquilo de verdade. Mesmo assim, suportar é continuar de pé — não porque escutam, mas porque você sabe que o que diz é real.
"No altar da lei, o erro pode ser legitimado como certo, celebrando, sob os castiçais da justiça, uma nova solenidade."
Progredimos a cada vez que, ao contemplar o erro alheio, buscamos em nós uma imperfeição e não nos colocamos em um patamar superior ao nosso próximo.
Em nosso passado, temos momentos de orgulho e de demérito, cravados em nossos corações, que tornam a nós, por meio de lembranças, periodicamente para nos lembrar que somos capazes de grandes feitos e também de causar a decepção própria.
O céu nublado e a chuva forte formam um cenário sombrio. Mas, sendo passados, implicam no crescimento da vegetação, que valorizará ainda mais a beleza dos dias de sol...
Em nossos caminhos existem obstáculos porque não existe conquista sem sofrimento e nem glória sem sacrifício...
E a cada dia amplia em mim a consciência de que minhas certezas são incertas, minhas decisões errôneas e que vastidão define minha ignorância...
Toda crise é passageira e construtiva: ela traz consigo um prazo de validade, uma solução e uma lição que nos transforma.
Fazer o mal de propósito, como vingança, é um ato imaturo, egoísta e cruel — de quem só pensa na própria satisfação e é incapaz de amar de verdade.
Se a sanidade é definida pelo que a maioria considera “normal”, até que ponto a loucura não é apenas uma forma de perceber o mundo fora desse consenso?
Pode ser a comida mais sofisticada e saborosa que existe com o ambiente mais lindo do mundo mas, se as pessoas que estiverem a sua volta não ti deixam a vontade, você perde a fome.
Não aceito ser manipulado nem por meus próprios desejos, quanto mais pela opinião e vontade alheia.
Criado sem limites, cresce sem medida: torna-se alguém que não suporta o “não” e, para dizer “sim” a si mesmo, não hesita em ferir o outro.
Tudo tem seu tempo: o desafio não é evitar as crises, mas sustentar a escolha de amar, mesmo quando o caminho exige maturidade, paciência e reconstrução.
Aprendi que amar é também permitir a liberdade. Aquilo que permanece, permanece por escolha — e isso é amor. Aquilo que parte, talvez nunca tenha sido verdadeiramente nosso.
“Quando um juiz não é tensionado para agir, não se decide primariamente entre certo ou errado, mas entre consequências caras ou baratas do ato decisório, como qualquer ser humano faria. Se eu decidir assim vai incorrer no que? Se em nada, por que não fazer? O juízo moral vem depois; o cálculo do custo do ato vem antes — sempre. Se não gerar problemas eu faço, porque é confortável, já que o advogado não estruturou o processo para determinado enfrentamento” Fabricio von Beaufort-Spontin, Livro NÃO EXISTE LIDE SEM PREJUÍZO – Processo contencioso - Livro 1 - Por que os Processos Bons Morrem?, 2026.
Por um tempo eu cheguei a acreditar que existia amor nas pessoas, mas, observando bem, vi que quem mais amar se machuca.
