Poesias sobre o Chamado de Deus
O psicopata no jogo atravessava a sala como quem engole o próprio reflexo, os batimentos cardíacos 100 por hora riscavam o ar feito giz invisível, quase sem pulsação e ainda assim vivo demais, enquanto a cachoeira que mais se parece ao deserto do Saara despejava areia líquida sobre pedras que ardiam de frio, nada fazia sentido porque o relógio caminhava para trás e os passos ecoavam antes de tocar o chão, e no entanto cada detalhe obedecia a uma lógica secreta, pois o jogo nunca foi tabuleiro, era consciência, e o psicopata não era um monstro, mas a parte estratégica que aprende a sobreviver onde a água evapora antes de matar a sede, os batimentos 100 por hora não eram pânico, eram alerta, quase sem pulsação não era morte, era controle absoluto, a cachoeira desértica era o paradoxo da mente que chora por dentro enquanto por fora se mantém seca como o Saara, e assim o que parecia ruído se revela cálculo, o que parecia loucura se revela método, porque no fim o jogo é interno e cada grão de areia que cai da água invisível marca o tempo exato entre sentir demais e não sentir nada.
Gerar um filho é dar início a uma contagem regressiva que termina, inevitavelmente, na dor da perda e no silêncio da ausência.
Gerar a vida é outorgar uma sentença de morte, mas é justamente a sombra desse fim que ilumina a urgência de transformar cada instante em um tesouro irrepetível.
No canto do espelho quebrado, um peixe com asas azuis engole o som de uma música velha que vem do fundo d'água. Pingos de prata escorrem pelas teclas de um piano invisível, fiapos que não se encostam, mas cochicham coisas no escuro. Por que o relógio amolece nas mãos de outro relógio parado? Uma abelha de vidro voa entre nuvens de algodão doces, levando pó de lembranças que nunca existiram. O vento leva folhas de jornal velhas, letras misturadas como cartas num baralho sem jogo.
Não tenho vergonha das cicatrizes que não se veem na pele. Essas marcas quietas, gravadas na alma, não me envergonham, elas gritam a verdade de quem eu sou. As feridas do corpo cicatrizam com tempo e pomada, mas as da alma? Essas sangram em silêncio, teimam em doer nas noites frias, mas é delas que eu me orgulho. Porque cada racha no peito, cada sombra que o medo deixou, prova o quanto eu sou maior. Maior que as quedas que me jogaram no chão, maior que as palavras que tentaram me apagar, maior que os vendavais que arrancaram pedaços de mim. Elas não me definem pela dor, mas pela dança que fiz depois: levantei, costurei o que restou com fios de coragem, e floresci onde antes só havia terra seca. Essas cicatrizes invisíveis são minhas medalhas. Mostram as batalhas que venci sozinho, os abismos que cruzei sem mapa. Quem me olhou de fora viu fraqueza? Enganou-se. Elas revelam a força bruta de quem sobreviveu e cresceu. Sou o carvalho que o raio fez uma fenda, mas não derrubou; a onda que o rochedo partiu, mas seguiu correndo para o mar.
Por que você quer matar o leão do dia, se nem aprendeu a domar a si mesmo? Por isso admiro os que adestram.
Sabe essa imensidão? É o tamanho dos meus desejos, dos meus sonhos, da minha vontade de vida e de saber. Saber um pouquinho do amor, um pouquinho de amar. Essa imensidão é do tamanho dos meus olhos e vai até onde eu não posso enxergar. Eu sou do tamanho do universo.
A humildade, a sabedoria, a temperança e civilidade são, com absoluta certeza, as características humanas mais louváveis. Todavia, hodiernamente esses predicados têm sido cada vez menos valorizados por um grande número de pessoas... Observemos o "caos social" em que vivemos.
O conhecimento científico não é atraente por ter todas as respostas, mas sim por querer decifrar um conjunto cada vez maior de perguntas.
O segredo para felicidade não é buscá-la loucamente, mas sim percebê-la nas coisas sutis dessa vida. A felicidade é um sentimento que reside na simplicidade!
É muito mais sensato instigar uma série de questionamentos filosóficos do que se considerar repleto de "verdades absolutas".
Seria muita prepotência imaginarmos vida somente no nosso planeta, inserido num Universo observável que pode conter centenas de bilhões de planetas habitáveis. E mesmo se deixarmos de lado as possibilidades cosmológicas e astrofísicas, ainda assim a probabilidade estatística nos faria crer que, diante da inimaginável vastidão do Cosmos, a vida não é uma exclusividade do planeta Terra.
A beleza do Universo não reside apenas na sua dimensão e nas suas admiráveis estruturas, mas também na miscelânea de mistérios que sua contemplação suscita em nossas mentes.
A inspiração é fugaz e arisca: proporciona-lhe belos momentos criativos em algumas ocasiões, e parece escapar pelos dedos quando você mais precisa.
Não me impressiono com a vasta riqueza material que alguém possa ter, mas sim com a riqueza de conhecimentos que alguém possa construir, sendo útil para a sociedade e superando paradigmas até então estabelecidos.
A arrogância e a prepotência podem nos fazer fortes por pouco tempo, todavia a humildade nos faz fortes de maneira sólida e longeva.
Não me parece sensata essa máxima de que "não se discute religião, política e futebol". Desde que haja uma boa argumentação e respeito, não há nenhum problema em discorrer sobre esses aspectos das nossas vidas.
Apontar os defeitos do próximo é uma tarefa fácil. Difícil é reconhecer os próprios defeitos e procurar saná-los.
Para lograr êxito nos objetivos de vida são necessárias boas doses de motivação, foco e resiliência.
