Poesias sobre Música

Cerca de 9629 poesias sobre Música

Através da música, dizemos até o que a nossa mente proíbe. Nossos peitos ganham voz na melodia cantada em palavras sinceras. O artista carrega em si o peso de sentir muito, mas é o único capaz de entender os mistérios que sondam a verdade invisível, para muitos, imperceptível, e explicar seu próprio mundo sem medo. Vai do mergulho no abismo, ao renascimento enquanto fênix. Da dor absoluta, ao breve momento de euforia ou paz.
E assim, de mãos dadas as sombras, perde o medo, se joga do penhasco sem mais temor. Olha pro passado, se permite cair, para levantar outra vez. O verdadeiro artista, aquele de alma, já conheceu o inferno, e entendeu o que é a vida, o amor, e até o próprio fim. Não teme a morte, compreende o vazio sem sentido da existência, em todas as suas faces. Caminha na floresta escura, sendo e buscando a própria luz, mesmo sabendo que, a qualquer momento, pode ser devorado.
- Marcela Lobato

Sobre Música e Sonhos


A música é a única salvação para o que resta da minha alma, quando o que se tem, não basta, ou o que há de mais importante, é inalcansável. Só ela nos ajuda a jogar para fora o que queima, arde, cura ou fere.
Cante suas histórias, conte tuas memórias. Que cantemos a verdade com paixão, pois se não há outro caminho, é necessária uma solução. Faça o que faz por amor, e não por dinheiro, pois ele é só um bônus do esforço e trabalho bem feito. Do que adianta toda riqueza, vivendo uma vida de mentira, sem desejo, vontade ou um amar verdadeiro?
Busque teus sonhos, viva o teu destino. Jamais deixe alguém dizer que não pode qualquer coisa que queira. Viva para realizar seus sonhos, e não os de pessoas alheias, que jamais devolverão o tempo perdido, ou o momento onde ainda podia alcançar teus objetivos mais concretos, e vontades mais sinceras.
— Marcela Lobato

Uma coisa que amo é colocar meu fone, aumentar o volume, e deixar a música tomar todo o meu ser. Vibrar intensamente, sentir, deixar o som me dominar. Pensar, imaginar, lembrar. Sentir que meu coração acompanha cada batida.
A música é, para mim, terapia. É o momento onde mergulho em meu próprio abismo interior, sem que ninguém possa interromper. Sem que haja qualquer interferência. Os problemas, a correria, tudo some. Em seu lugar fica a música, em uma estranha união com o silêncio. Tudo toca e silencia ao mesmo tempo. E eu preciso do som e do silêncio.
Vivo entre os extremos, mas a música traz uma espécie de paz, calma, conexão. Há momentos onde necessito silenciar completamente, outros onde preciso ouvir, e também há aqueles onde preciso do som e do silêncio. Quando a música é tudo e nada. Não sei se mais alguém já se sentiu assim, se entendem o que digo. Talvez eu pareça louca falando isso, mas tudo o que sei é que, sem isso, não viveria.
- Marcela Lobato

A música é a minha vida, o emo é a minha essência e o rock é o meu sangue.
Por mais dor física que cantar e tocar possam me trazer, sem isso não teria como viver nem até os próximos segundos. Claro que eu respeito o meu corpo, e sei quando não é possível continuar, quando preciso descansar, passar uns dias deitada, ou mais uma semana, porém enquanto houver ar nos meus pulmões, estarei cantando, compondo, escrevendo, e fazendo tudo isso acontecer. No dia que não puder mais compor, gravar, divulgar as minhas músicas, que não puder mais tocar e cantar, nesse dia a minha vida acaba. Tenho poucos anos e centenas de músicas no violão ou em versões alternativas para colocar os arranjos que imaginei ao cria-las. Espero conseguir deixar o meu legado, ou ao menos a maior parte dele. E que essas músicas alcancem aqueles que precisam ouvi-las para que saibam que não estão sozinhos, como eu quando ouvia a Fresno e outros ídolos em tantos momentos em que o meu mundo acabou. Tive que morrer milhões de vezes, e renascer em algumas delas, para me reencontrar e ressuscitar a única e pequena parte viva em mim através da arte.
- Marcela Lobato

A música é vital, e tem um poder absoluto em nossas vidas, principalmente para quem compõe com a alma. Ela tem um jeito único de nos fazer, em momentos decisivos, naqueles mais difíceis, onde estamos mais bagunçados emocionalmente, de nos impedir de afundar em nosso próprio abismo. De naufragar em nossos oceanos internos. De sufocar com as palavras não ditas.
E mais do que isso, a música, muitas vezes, nos mostra o que nem mesmo nós sabíamos haver no nosso peito. Nos revela a nós mesmos. É a ferramenta mais poderosa de autoconhecimento quando você se permite desnudar através dela, sem censura, apenas deixando fluir. Ela escancara o que machuca, o que dói, o que não superamos, não suportamos, as mentiras que nos contamos, o que mais nos importa, e até o que mais amamos. Tira a nossa máscara e fotografa sem que nenhum filtro possa esconder as marcas, cicatrizes e feridas abertas ainda sangrando. Ela nos leva em uma viagem interna, ao centro do nosso coração. Nos vemos no espelho em carne viva, e descobrimos tudo o que somos e sentimos quando ninguém pode nos ver ou ouvir. Nesse momento, gritamos ao universo, e nesse grito mudo, até as estrelas tremem.
O artista não pode fugir de si mesmo, pois vive a beira do abismo, nos raros momentos onde não está imerso nele. Há sempre um lembrete para nós, de que jamais seremos iguais. Jamais seremos de plástico. Jamais nos encaixaremos! Jamais viveremos a mentira, pois a nossa arte sempre jogará em nossas caras a verdade nua e crua, sem dó nem piedade. Isso é ser um artista de alma. O preço é a nossa alma. A recompensa é a mais pura e cruel realidade, escondida em uma pedra que lapidamos sangrando até se tornar um diamante, sem pintar, esconder ou enfeitar o que foi antes, assim como o nosso sangue, se fundindo ao brilho transparente da matéria prima. O tesouro escondido na escuridão da noite mais escura.
- Marcela Lobato

Faço música para sobreviver ao meu coração partido pela vida. Faço música para não sufocar em minha própria intensidade. Faço música porque, sem ela, não sobreviveria. Faço música porque é a única forma de dizer o que sinto com alguma segurança.
Faço música porque não há outra alternativa. Faço música porque é o que mais amo no mundo. Faço música porque ela é o que me salva. Faço música para sobreviver a minha própria intensidade. Faço música porque, através dela, me conheço e reconheço o que atormenta a minha alma.
- Marcela Lobato

O sono bem distante, a madrugada muito acolhedora, uma música cativante, ideais para uma mente poética, ativa, que não se cansa facilmente, gerando aqueles pensamentos com as suas falas precisas ou inesperadas, algumas verdades declaradas ou implícitas

Despertando certos sentimentos instigantes, verdadeiros, pausando o tempo, trazendo uma sensação prazerosa que é intensificada pela inspiração na criação de versos que vão além de palavras, um entrosamento de frase, essência e emoção que provocam a reação da alma

Daqueles momentos bastante satisfatórios sem nenhuma perturbação indesejada, simplesmente, valiosos por trazerem um pouco de equilíbrio, de lucidez e de uma profundez aprazível que tanto acalma quanto abraça a intensidade, resultado genuíno, fruto da minha arte.

O Som da Tua Essência

Se tu fosses música, sem dúvida, serias a mais ouvida por mim; a trilha sonora perfeita, adequada para os melhores momentos. Estarias exatamente no ritmo do meu coração: do batimento calmo ao mais intenso. Às vezes, estarias em forma de canção e, outras, na emoção de uma simples melodia, sempre conquistando a minha atenção.

Nos meus sonhos mais calorosos, passarias por uma transformação prazerosa e ganharias uma aparência física: uma arte sedutora e profunda, de muita veemência e lindas curvas, cuja alma seria amorosa e verdadeira. Teríamos uma forte sonoridade à nossa volta, que intensificaria ainda mais o nosso desejo. Em cada sonho, uma ocasião maravilhosa.

Para a minha sorte, tenho uma imaginação poderosa e, só de imaginar, consigo ouvir o som da tua essência. Sonho de olhos abertos com as notas dos nossos sentimentos sincronizadas, os nossos corpos afinados em um único propósito, numa loucura sensata e uma rica desenvoltura, que não poderia ser comparada se tu fosses música.

O Passado que não me pertenceu, mas que às vezes tenho a oportunidade de visitar

Muitas músicas antigas e outras mídias de outrora; comportamentos e vestes de antes do meu nascimento ou de quando já eu era nascido, mas sem o mínimo de senso do que estava acontecendo, mexem muito com parte do meu íntimo.

Tanto que vem em certas ocasiões, aquela sensação específica de ser de outra época, de ter vivido em um passado diferente daquele que vivi, seja perto ou bem afastado, sempre muito realista, que até parecem terem sido fatos.

Nos meus sonhos e nos meus pensamentos imersivos, fiz e faço inúmeras viagens no tempo e ainda sou bastante nostálgico; tenho um imaginário ativo e um observar poético; assim, às vezes, deixo o meu presente mais aprazível, sadiamente inquieto.

O perfume,
uma música,
sentimentos e sensação que os meus estão presentes,
mesmo ausentes.

"Aquele Aplicativo de Música fez 'relatorio' da minha trajetoria neste ano por lá. Eles identificaram que meu gosto musical é de alguém com 82 Anos de Idade. AhAhAh. Adorei porque só gosto mesmo (ou só gosto mais) de músicas antigas. Eles são bons nessas Avaliações e não sabem a minha idade, HeHeHe!"
Texto Meu 0972, Criado em 2020

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

BÚSSOLA QUEBRADA
[letra musica]


Corpo quente, mente em brasa
Olho seco, sigo inconstante
A estrada morde, eu não desvio
Cada queda fica na estante


Tempestade risca o asfalto
Eu atravesso sem pensar
Cicatriz, um mapa aberto
Me ensinando a continuar


Conta comigo
Três, dois, vai
A pressão sobe
E eu vou mais


Se o chão racha
Eu passo em pé
Se o medo chama
Eu digo: é


Não olhar pra trás
Não olhar pra trás
Bússola quebrada
Mas eu sigo em frente


Não reduzir a marcha
Não reduzir a marcha
Meu sonho na garganta
E o corpo em movimento


Noite longa, pulso alto
Freio nenhum no coração
Deserto acende lá na frente
Como um incêndio em combustão


Corrente prende, eu não paro
Faço do erro um empurrão
O que me corta vira estrada
O que me pesa vira chão


Conta comigo
Três, dois, vai
A pressão sobe
E eu vou mais


Se o chão racha
Eu passo em pé
Se o medo chama
Eu digo: é


Não olhar pra trás
Não olhar pra trás
Bússola quebrada
Mas eu sigo em frente


Não reduzir a marcha
Não reduzir a marcha
Meu sonho na garganta
E o corpo em movimento


Cansaço vem, eu deixo passar
Cicatriz vira direção
Se eu caí, foi pra levantar
Mais feroz no mesmo chão


Não olhar pra trás
Não olhar pra trás
Bússola quebrada
Mas eu sigo em frente


Não reduzir a marcha
Não reduzir a marcha
Meu sonho na garganta
E o corpo em movimento

Entre versos quebrados


O silêncio virou música quando você partiu, cada passo teu ecoou como um refrão tardio.
Meu peito aprendeu a tocar saudade em tom menor, e o amor, que era festa, virou solo de dor.


As lembranças giram como vinil riscado, promessas pulam, repetem, não seguem o combinado.
Teu nome ainda dança entre notas e ais, é a canção que insiste em não terminar jamais.


No meio da noite,
o coração muda o ritmo,
tenta ser forte,
mas falha no próprio compasso.
Entre versos quebrados
e acordes perdidos,
aprendo que amar também
é saber ficar só no espaço.


E quando o último acorde
enfim se desfaz,
não é o fim do amor
— é só o fim de “nós dois”.
Guardo essa trilha como parte de quem fui, porque toda despedida também ensina depois

Tua voz é música que dança no vento, Teus gestos, poesia que
toca o coração.
Em teu ser moram sonhos e encantamento, Um amor que floresce sem explicação.

Como Escrever uma Música Sem Você?


Como escrever uma música sem você, Se cada melodia me leva ao teu olhar? Se até as notas que eu tento esquecer Encontram teu nome antes de terminar?


Como inventar versos que não falem de nós, Se a minha inspiração tem teu perfume? Se ainda escuto o eco da tua voz, E a saudade, em silêncio, me consome?


Todas as canções que um dia escrevi Carregam pedaços do que a gente viveu. E quanto mais tento fugir de ti, Mais descubro que o poeta nunca te esqueceu.


Talvez eu nunca aprenda a compor sem você, Pois teu amor se tornou minha poesia. E se um dia me perguntarem o que é amar, Vou responder com as canções que escrevi E com todas as que ainda vou escrever, Porque até meu silêncio canta você.

A Lei do Desprendimento


A música pode transformar a experiência emocional sem alterar as circunstâncias externas. Diante do medo, do desânimo ou da insegurança, o indivíduo pode recorrer a ela para aliviar o peso da realidade e recuperar a coragem de enfrentar as dificuldades.

Princípio da Coragem Neurofônica


Utilizar a música para transformar o estado emocional, despertar coragem e enfrentar os desafios da existência, mesmo diante do medo.

O Método Neurofânico


Seleção: escolher uma música conforme o estado emocional desejado.


Imersão: concentrar-se na experiência musical para favorecer a mudança emocional.


Transformação: utilizar a música para buscar motivação, confiança ou tranquilidade.


Enfrentamento: aplicar a disposição recuperada à realidade, agindo com coragem e lucidez.

"Gosto tanto da música que alguns denominam brega... Que a considero 'clássica'!"
Frase Minha 0673, Criada no Ano 2013


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

*Nossa Música*

A música que me traz sofrimento
Não é a mesma que te alegra
A sua toca lembrança
A minha toca ferida aberta

Mas hoje a gente escolhe
Outra melodia pra tocar
Sem passado nos acordes
Só presente pra dançar

Vamos ouvir a nossa música
Juntos, no mesmo tom
Esquecer tudo que magoou
E fazer do peito um som

Que seja violão ou silêncio
Que seja grito ou oração
Desde que a letra seja nós
E o refrão seja perdão

Esquecer outrora não é apagar. É só parar de dar replay.
(Saul Beleza)