Poesias sobre Mae de Jose Saramago
No silêncio onde o medo floresce, vivem os loucos; como o Cazuza exagerado, que rompeu limites em busca de verdades maiores. Essas flores não são fraqueza, mas pontes para a profundidade do ser. Jonas, engolido pela grande baleia, simboliza o mergulho no abismo necessário para a transformação. A esperança de um amanhã melhor é mais que desejo; é a coragem de enfrentar o medo e deixar que as flores da alma cresçam. A verdadeira libertação nasce quando a loucura do exagero encontra o amor e a consciência.
No impossível mais azul do nada, onde o abstrato se desfaz em si mesmo sem eco ou sombra, o mar engole o tempo como um pássaro que não voa, mas devora horizontes inteiros. Ondas de eternidade se entrelaçam em penas de relógio derretido, e o agora se afoga em plumas salgadas, levando embora os venenos da alma humana; invejas que se evaporam em espuma quântica, ódios que viram conchas vazias girando no vórtice do nunca. Pássaros sem corpo, feitos de minutos partidos, alçam os males do mundo em asas de esquecimento: guerras que pesam como nuvens de sal, tristezas que caem como gotas de ontem, tudo arrastado para o abismo onde o mar e o tempo se beijam em silêncio impossível. Ali, no núcleo do intangível, o mal se desfaz em nada, e o mundo renasce leve, como um voo que nunca pousa.
O caminho da vida é guiado pelo vento que nos impulsiona rumo à liberdade. Cada passo é uma conquista, cada sonho realizado reafirma a dignidade humana que vive dentro de nós. Nunca esqueça o seu valor; a autoestima nasce da certeza de que somos donos do nosso destino, capazes de transformar desafios em oportunidades. Abrace sua essência, confie em você e siga firme os passos rumo à realização e à paz interior.
Nas dobras da areia movediça, montanhas se curvam em prece silenciosa, acolhendo a chuva que verte ácido sulfúrico como lágrimas de redenção. Flores na cor violeta irrompem do abismo, pétalas oferecidas ao vento, enquanto abelhas tecem com zumbidos dourados um manto de doação infinita. A areia abraça o caído, as montanhas elevam o humilde, o ácido dissolve o ego, a chuva lava as mágoas, as flores sussurram consolo, as abelhas polinizam sonhos alheios e tudo se entrelaça na felicidade, bálsamo altruísta que multiplica o ser em todos os corações.
Sob o céu azul que se estendia como um véu esquecido, as laranjeiras sussurravam segredos ao vento, suas frutas maduras pingando sumo dourado sobre a terra seca. A tristeza pairava, invisível, entre os pinheiros altos e sombrios, cujas sombras alongadas devoravam o chão como dedos de um gigante adormecido. Eu carregava um cesto de trigo vazio, colhido de memórias que o tempo ceifou, e seguia vivo aonde ninguém mora e um ermo de silêncios eternos, onde o eco de risos antigos ainda tremia no ar. Ali, no coração desse nada povoado apenas por fantasmas de folhas, brotou uma planta que nasceu hoje, frágil e teimosa, suas raízes finas rompendo a crosta do solo. Sua semente, no entanto, será plantada amanhã um mistério cíclico, onde o fim precede o começo, e a vida dança no limiar do impossível.
No riacho cantarolante, um beija-flor gira no ar leve e fino como um suspiro. Ramsés projeta pirâmides de espuma, enquanto George Floyd murmura ao Curupira, pés virados no Oceano Pacífico. Ondas de concreto devoram gritos antigos; pele vira névoa, o rei ri com os dentes afiado, o guardião costura ruas sobre o peito ofegante, afinando o ar até pulsar vazio. Mas esse caos esconde um riacho real: do Nilo às ruas de Minneapolis, onde um joelho de um tirano ceifou a vida de Floyd no pescoço, sem ar, ecoando opressões antigas. Ramsés, construtor de impérios, reflete Floyd, vítima do poder que sufoca a dignidade. O Curupira inverte caminhos, guiando o beija-flor a polinizar justiça em dores coletivas. O Pacífico engole monumentos e protestos, mas o riacho persiste, fluxo de resistência que afina o ar dos opressores. Do faraó ao homem comum, mito e rua se unem no pulso vivo: beija-flor voa livre, Curupira ri nas matas, Ramsés cai em pó, Floyd inspira mudança, e o mar pulsa e o rarefeito só para tiranos.
Aprendemos a cada dia e a cada dificuldade que o importante em nossas vidas é praticar o bem e ter amor ao próximo.
Se a sanidade é definida pelo que a maioria considera “normal”, até que ponto a loucura não é apenas uma forma de perceber o mundo fora desse consenso?
China, o grande dragão vermelho de duas cabeças. Em seu lado esquerdo, a cabeça comunista e do outro lado, à direita, o capitalismo selvagem. Tudo em único corpo jurídico estatal. Uma abominável criatura ávida a dominar o mundo inteiro.
Em meio ao mar de inseguranças, eu continuo navegando; por isso o barco que eu navego se chama Resiliência.
A cada dia que passa,eu percebo que vou deixando de te amar,as musicas que ouviamos,os filmes que víamos,está tudo se perdendo,mas ainda te sinto,só que não mais de um jeito ruim,sinto você como um aprendizado,algo que me ensinou que nem tudo é do jeito que queremos,e que até as coisas perfeitas,acabam,sei que seguiu sua vida,esta com outra pessoa e parece feliz,sei que não quer saber de mim,mas se não quer saber de mim e nem me ama mais,por que ainda me procura?...
Dizem que para ser feliz temos que encontrar a felicidade. mas quem disse que eu quero encontrar a felicidade.eu só preciso encontrar você!
Dizem que o amo e lindo.mas a vezes. o amo também sangra.por não se recíproco. isso nos ferir. e aquilo quê era chama 🔥 fica frio em nosso coração
Todos os dias fico na espera de pode te tocar senti teu cheiro. o doce do teu beijo o calor do teu corpo. sentir sua alma se conectando a minha. em uma só sintonia 28/12/25) 0:30
A intimidade excessiva tem um curioso efeito colateral: o da desvalorização. Quando alguém nos conhece desde a infância, tende a nos congelar na imagem do que fomos, e não consegue enxergar o que nos tornamos; ou, pior, o que poderíamos ser. Esse fenômeno é antigo e profundo, tão antigo que nem mesmo Jesus escapou dele. Segundo os Evangelhos, Jesus realizou milagres por onde passou, exceto na sua própria terra: Belém (local de nascimento), onde não realizou nenhum, e Nazaré (local de crescimento), onde, conforme as Escrituras, “não pôde fazer milagres”. Não que lhe faltasse poder, mas lhe faltava fé; fé dos que o cercavam, porque ali o enxergavam apenas como o filho do carpinteiro, aquele que aprendia ofícios com José. Eles o conheciam demais para crer que algo divino pudesse emergir dele. A familiaridade rouba o mistério. O costume abafa o potencial. Nem sempre prosperaremos no meio daqueles que nos viram começar. Muitas vezes, os olhos acostumados ao nosso “antes” são cegos para o nosso “agora”. As pessoas que te viram tropeçar terão dificuldade de ver você correr. Elas não enxergarão seus milagres, porque estão presas à sua origem. E isso não é culpa sua, é uma limitação da perspectiva delas. Profeta de casa tem menos valor, disse Jesus. Essa máxima ecoa nas vidas de todos que tentam crescer no mesmo solo em que germinaram. Por isso, não se espante se o reconhecimento vier de estranhos, se o apoio surgir de quem te conheceu há pouco. Muitas vezes, a validação mais sincera virá de quem não carrega contigo o peso do passado. Saber disso é libertador. Significa que você não precisa provar seu valor para todos, principalmente para aqueles que se recusam a vê-lo. Significa que talvez seja preciso sair de Nazaré para que seus milagres sejam reconhecidos. A semente que você é não foi feita para caber no mesmo vaso para sempre.
Porque quem um dia amou não precisa continuar presente, mas também não deveria transformar a ausência em ferida. Perder o amor dói. Perder a admiração dói diferente. É quando você entende que não perdeu alguém incrível, apenas alguém que não soube cuidar nem da despedida. O fim também mostra quem a pessoa é. Você não sofre mais por perder a pessoa, mas por perceber que a ideia que tinha dela não sobreviveria à realidade. Você passa a lamentar a imagem que construiu dela. Há um cuidado mínimo que permanece mesmo quando o amor acaba: o respeito pela história que existiu.
Enquanto a dignidade é a base moral que iguala a todos a nobreza é a elevação moral que nos diferencia.
Precisamos trabalhar com a verdade e com a equidade, respeitando os princípios da colegialidade, coletividade, cordialidade, empatia e alteridade. Precisamos ser sinceros com nós mesmos e com as pessoas; e, criar um conceito de quem somos realmente. Pessoas irão nos criticar por sermos quem somos, mas, o que faz toda a diferença é sermos quem somos de fato. Por isso, melhorar, precisamos sempre, estagnar, é um grande erro!!!
