Poesias sobre Mae de Jose Saramago
Ser o homem mais rico do cemitério, significa que é um pobre igual aos outros que lá estão, não tem nada.
Se quiseres enganar os outros, veste um fato novo e não abras a boca; pelas palavras podes deitar tudo a perder.
O mar, o vento e o pensamento, são os indomáveis do tempo; os dois primeiros são eternos e o outro é limitado.
Quando temos o mal mesmo por pouco tempo, parece uma eternidade; quando temos bem toda a vida, parece sempre pouco.
Eu sou um predador e dentro do meu corpo estão os meus, à espera que o meu corpo morra para me comerem a carne e me deixarem os ossos.
A mensagem escrita com muitos erros ortográficos, toda a gente percebe. Muitos escrevem sem erros e nada se percebe. Saber falar, é falar fácil, para que me entendam.
Parece que no mundo dos vivos não há paz. Todos se atropelam pelo dinheiro. No mundo dos mortos toda a gente é igual. Aqui existe a maior democracia do mundo.
A economia é um triângulo com 3 pilares que a suportam que são: o governo, os cidadãos e os bancos, mas só a do meio é que carrega com todo o edifício.
Não interessa os erros de português, mas sim o que se pretende transmitir através da língua. Quantas palavras bem escritas, são tão feias!.
Os cristãos duvidam reencarnação e da ressurreição e quando morrem pelo sim e pelo não, ficam os ossos.
Cada livro que leio com ele aprendo sempre mais alguma coisa, no entanto, quanto mais leio mais sei o tamanho da minha ignorância.
Cada livro que leio engaiolo um novo pássaro e quando aprendo algo mais, é como se comprasse mais um pássaro para a minha coleção, o meu conhecimento, mas devo libertá-los para que outros aprendam também.
Quando se lança uma pedra ao ar ela tem que cair, pois se todas pedras que jogamos ao ar não caíssem, o céu não era céu era uma pedreira.
A tolerância, a compreensão, a aceitação das diferenças, são virtudes que nos enriquecem e não fazem mal a ninguém. Se todos puséssemos em pratica estas virtudes, a vida seria mais fácil viver, seriamos mais vizinhos uns dos outros, mesmo distantes.
Escrever os meus livros sem voz é o que eu faço todos os dias, mas a minha voz lá está presa à espera que os abram para a vida.
Se os pequenos problemas não forem resolvidos, e os formos acumulando podem tornar-se numa tragédia.
Do meu tempo presente, começa hoje um novo futuro. Muitos futuros já morreram, alguns sonhos vão acontecer e futuros vão continuar a morrer e outros tantos vão nascer enquanto os meus sonhos não acabarem.
Durmo tão pouco e por isso penso demais, sou de perto quero ir longe, vejo o que não posso ver, imagino apenas para tentar saber, não chego onde quero ir.
