Poesias Romanticas para a Pessoa Amada

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Quem é você que me faz ouvir músicas românticas, que ao mesmo tempo que me faz sorrir...me faz chorar?!
Quem é você que me faz ter vontade de acordar todos os dias?!
Quem é você que está sendo sempre meu herói, quando eu preciso?!
Quem é você que sempre está em meus pensamento?!
Quem é você que está sempre onde preciso?!
Você é um super herói?!
Eu posso pegar sua mão e voar para qualquer lugar?!
Você lê minha mente, como se fosse um outdoor...e sempre diz tudo que eu quero ouvir.
Você está sendo meu herói, está sendo tudo que eu preciso.
Se você é o garoto certo para mim, como a gravidade, ninguém vai me parar.
Porque eu, eu posso ser tudo que você precisa. ♥_♥

Músicas tristes me fazem chorar!
Músicas alegres me fazem rir!
Músicas românticas me fazem lembrar você!

Novamente aqui estou, em frente de uma tela fria, machucando-me com músicas românticas.
E me pergunto porque faço isso?
Como gostaria de saber o motivo real disso.
Onde isso me leva.
O que faço de minha vida fazendo isso.
Tristeza?
Lembranças boas?
Lembranças más?
Lembranças que me ferem o coração de uma forma inexplicável?
Por que faço isso?
Amor, paixão, dor, solidão, ou simplesmente porque gosto de sofrer.
Não sei...
Devo continuar procurando o que é este sentimento?
Ou devo esquecer tudo isto...
Não sei o que fazer e o que pensar...
Mas assim mesmo vou em busca assim mesmo...
Sofrendo, amando, apaixonado, louco de amor...
Ou louco por perder aquela que mais amo neste mundo...
Vou descobrir e depois te falo tá?

Sou mulher de rosas-vermelhas.
Músicas românticas e de andar de pés descalços na areia.
Nada do que seja diferente disso não serve para mim.
Se quiseres meu amor, não tente me mudar.

Escrevo poesias românticas
para agradar os corações e os pensamentos das mulheres,
E para abrir os olhos da rápaziada que às maltratam.

Pessoas educadas me arrancam respeito .
Pessoas românticas me arrancam suspiros .
Pessoas misteriosas me arrancam desejo .
Pessoas inteligentes me arrancam admiração .
E pessoas engraçadas me arrancam , sorrisos , gargalhadas , lágrimas , fôlego. E claro , essas sim me conquistam de verdade .

SÃO ASSIM AS ALMAS ROMÂNTICAS

Almas românticas, tem a felicidade
de despertar para a sensualidade,
fazendo de um sonho, quase uma realidade...
Podem fazer de um sonho incrível,
uma realidade quase tangível...
São capazes de exercitar a imaginação,
e assim, vão acalmando o coração...
Se não tivermos a nosso lado
aquele amor apaixonado,
pelo menos imaginar poderemos,
e assim certamente viveremos
um amor feito de fantasia,
ouvindo uma doce melodia,
que irá embalar nossas ilusões,
aquietando o bater dos corações...
Mesmo que seja apenas um sonho,
que seja um sonho risonho,
que poderá nos despertar para a vida,
que será uma ilusão atrevida,
fazendo-a mais doce e gostosa,
fazendo a alma sentir-se maravilhosa...

Descobri que a leitura é uma espécie de sonho escravizador, se devo sonhar porque não sonhar os meus próprios sonhos.

Penso em ti e dentro de mim estou completa. (...) Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.

Que importa àquele a quem já nada importa que um perca e outro vença .. se a aurora raia sempre .. se cada ano com a Primavera as folhas aparecem .. e com o Outono cessam? E o resto, as outras coisas que os humanos acrescentam à vida, que me aumentam na alma? Sim, sei bem que nunca serei alguém. Sei, enfim, que nunca saberei de mim. Sim, mas agora, enquanto dura esta hora, este luar, estes ramos, esta paz em que estamos .. deixem-me crer o que nunca poderei ser. Ser um é cadeia, ser eu é não ser. Viverei fugindo mas vivo a valer. O mistério do mundo, o íntimo, horroroso, desolado, verdadeiro mistério da existência, consiste em haver esse mistério. Quanto mais fundamente penso, mais profundamente me descompreendo. Só a inocência e a ignorância são felizes, mas não o sabem. São ou não? Que é ser sem o saber? Ser, como a pedra, um lugar, nada mais. Quanto mais claro vejo em mim, mais escuro é o que vejo. Quanto mais compreendo menos me sinto compreendido.

E tudo aquilo - toda esta frescura lenta da manhã leve, era análogo a uma alegria que ele nunca pudera ter.

Sobre as emoções tenho curiosidade. Sobre os fatos, quaisquer que venham a ser, não tenho curiosidade alguma.

Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa: uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual.

Fernando Pessoa
Livro do Desassossego

A decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia.

A paixão é um pânico das emoções, e como o pânico — que nisto se distingue do medo — estilhaça a inibição, desorienta o espírito, vira o indivíduo contra as suas próprias aquisições mentais superiores, e muitas vezes o conduz a fazer o que mal sabe que faz, ou que a própria paixão se fosse menor, como o pânico se não fosse mais que medo, o levaria ou aconselharia a não fazer.

Fernando Pessoa
Pessoa inédito. Lisboa: Livros Horizonte, 1993.

Tudo em meu torno é o universo nu, abstrato, feito de negações noturnas. Divido-me em cansado e inquieto, e chego a tocar com a sensação do corpo um conhecimento metafísico do mistério das coisas.

Um poema é a expressão de idÉias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.

Sou feita do amor daqueles que me tanto amaram nesta vida passageira, sou feita do afeto tão precioso dos meus escassos, porém dedicados amigos. Sou a princesinha que cansou de sonhar acordada com seu príncipe encantado, sou a donzela que largou a vida de rainha atrás de aventuras, sou a adulta que não suporta a ideia de velhice… Sou o que perdi.

Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto / E há um certo prazer até no cansaço que isto me dá / Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.