Poesias Pequenas
Deixamos o mundo invadir a nossa vida por excesso de confiança e logo de seguida, descobrimos que somos seres abandonados dentro do nosso próprio eu.
Esgotados pelas armadilhas da vida, percebemos que o melhor que a gente tem a fazer a seguir é nos deixarmos partir entre a luz e as trevas do sono profundo.
Percorremos um caminho imenso em busca de liberdade espiritual e, num instante da nossa vida, nos damos conta que começamos a viver uma verdadeira tormenta imposta pelo mundo.
Somos marcados por desejos infinitos, mas, a nossa vida no mundo, não nos permite realizá-los a todos, por pura indecisão de nossa parte.
Um dia acabamos nos apercebendo que existimos apenas para servirmos de muletas para a vida de outras pessoas, pois, quando precisamos de apoio, nos damos conta que estamos sozinhos.
Não somos vítimas da vida, apenas sentimos o dessabor por termos aderido vir ao mundo, sem conhecemos a sua verdadeira essência.
Nada do que possamos fazer na vida, será suficiente para que não nos olhem como culpados pelo sofrimento de muitas pessoas no mundo.
Por muitos bens materiais que tenhamos na vida, nunca seremos plenamente felizes, pois, se por um lado, alguns se aproximarão de nós por interesse, outros se afastarão de nós por ódio, por acharem que não somos merecedores do que possuímos.
Definimos a nossa vida sobre a qualificação dos olhos de outras pessoas e, não nos damos a oportunidade de nos aceitarmos tal como somos e vivemos.
A vida que vem depois que morremos, não se manifesta antes que os nossos olhos se fechem, mas, imaginamos tudo o que nos tornaremos, quando não mais estivermos perto do nosso corpo mortal.
O resto da nossa vida, muitas vezes é conhecida no dia da nossa morte, quando algumas quantas pessoas, insistentemente se atribuem o direito de fazerem juízo de valores, sobre o que fomos ou sobre o que deixamos de ser enquanto ainda respirávamos.
A certeza de continuidade do mundo pós-Covid passa hoje, pela troca de vida por vida, que numa linguagem aberta, significa que alguns serão sacrificados para que o mundo continue a existir.
Quando marcarmos um passo na vida e, subtamente a nossa consciência nos fizer pensar que estamos errados no passo dado, continuemos a marchar, que lá mais para frente entenderemos por que motivo começamos a caminhada.
Os privilégios majestosos que a vida nos concede, são fruto da nossa dedicação, que inspirados pela nossa determinação nos levam a desfrutar os bons augúrios da vida.
A maior de todas alegrias da nossa vida, passa por vivermos preenchidos em nós, quando o mundo que nos rodeia nos aprecia, não pelo que temos, mas, pelo que somos.
O povo sofre e chora pelo aumento substancial do desemprego e a vida das famílias vai se tornando cada vez incerta a cada dia.
Uso a política como escudo para proteger o povo do flagelo sagaz imposto pelos impropérios da vida, que sobre a flecha da amargura, procuram lançar-se sem piedade para cima daqueles que nada têm e que até mesmo um pedaço do mundo lhes falta.
O maior de todos os erros que cometemos na vida, passa por acreditarmos que ser feliz é nos deixarmos viver à mercê da vontade do mundo, ainda que este mundo nos pise.
Mesmo que os nossos pés já não encontrem forças e firmeza para continuar a marca da vida, devemos sempre lembrar que não se atravessa um rio, sem que haja uma ponte submerge entre os dois lados de terra firme, assim é a vida e a morte, ninguém morre, sem que antes esteja vivo.
O optimismo tem de fazer parte da vida de cada ser humano como se da sua respiração se tratasse, pois, quem busca prosperidade sem ser optimista, iguala-se ao vento, sopra por todo lado, atingindo todos os alvos, mas, não alcança um objectivo concreto.
