Poesias Pequenas
“O orgulho é uma desgraça, você pensa estar destruindo o outro; mas na verdade quem está auto se destruindo é você."
“O diabo usou o homem na terra criando o dinheiro, colocando imposto em tudo que Deus nos deu de graça; o intuito é dificultar a vida aos fracos e desistentes".
Embora seja possível passar pela vida sendo privado, parcial ou totalmente das coisas boas, é impossível escapar das ruins, por mais que se tente evitá-las.
Embora tenhamos total certeza de que não existíamos antes de nascer, não podemos afirmar com a mesma segurança que ao morrer deixaremos de existir.
O trabalhador disse ao seu salário: tu não me pagas o tempo que me roubas, apenas me indenizas pelo transtorno que me causas.
Quando a vida se torna um fardo, sem dúvida se torna o mais pesado de todos, pois a existência não admite subterfúgios.
No nascimento encontra-se todo o mistério da vida e do ser: se pudéssemos voltar no tempo e evitar tão despropositado erro, encontraríamos a felicidade antes mesmo de chegar a conceber tal conceito.
Depois que nascemos não podemos esperar nada bom, pois o melhor que poderia nos acontecer era justamente não ter nascido.
A depressão é a mais perigosa de todas as doenças, pois é a única que rouba do doente a vontade de viver.
Os filhos nunca igualam os pais: se não os ultrapassam em suas conquistas, os superam em seus fracassos.
Em geral, a trajetória de um suicida é uma árdua caminhada cheia de dores, desgostos, reveses e desilusões que lentamente conduzem, encaminham pro gesto, culminam no ato final.
Toda a dor é tolerável desde que não exceda, não ultrapasse, não esteja para além dos limites do suportável.
Não podendo quebrar os recordes positivos, só nos restam os negativos: Nos tornarmos recordistas do fracasso, campeões do insucesso.
Quando se acabam os nossos estoques de escapismos, já não temos para onde fugir nem como escapar da realidade, só nos resta encará-la.
É curioso como são as coisas: precisamos nascer para descobrir que a vida é ruim. Mas se os nossos pais tivessem percebido isto e não tivessem nos colocado no mundo, teriam nos poupado de todo o trabalho de constatação...
Ainda não descobri o que é pior: a vida ou a morte. O calafrio do desconhecido, ou o medo do que se conhece, qual poderá ser o mais temível?
Tenho certeza de que se algumas pessoas pudessem prever o tipo de morte que lhes esperava, teriam preferido suicidar-se antes!
A nossa falta de pragmatismo só vem à tona quando surgem problemas complexos e não sabemos como resolvê-los.
Coisas que me impressionam: a rapidez que o tempo passa, a maneira como as crianças perdem a inocência ao se tornarem adultas, a facilidade com que os homens morrem.
