Poesias para um Futuro Papai

Cerca de 252566 frases e pensamentos: Poesias para um Futuro Papai

⁠Mãe
é a ligação entre a Vida e a Luz do Universo.
Amor Iluminado e Infinito que não cabe em um só verso.

Lírio

tu és tão pura e autêntica como um lírio no campo;
seus olhos… transcendem tamanha inocência e confiança;
ao teu lado me sinto amada, respeitada e segura;
faça de mim seu lírio e deixe-me representá-la diante de tua paixão e tua gentileza.

Relendo o livro que você me deu,
Em cada página, um eco do seu ser,
Tento amenizar a saudade que é,
Sentida em meu peito, um doce sofrer.


A cada dia que passa, a distância pesa,
Mas suas palavras me abraçam, me aquecem,
São lembranças que dançam, como a brisa,
E no silêncio, seus risos me tecem.


Se o tempo é cruel, a memória é forte,
E entre as linhas, encontro seu olhar,
Nessa leitura, um refúgio, um norte,
Até que um dia eu possa te encontrar.

Que este Natal nos envolva,
como um laço leve e eterno,
e que o meu abraço
seja o teu porto seguro,
e o teu beijo seja
o meu abrigo de luz que acalma.
Existe magia nesta época,
ela vive em nós dois,
no gesto simples de estarmos juntos, és chama mansa e luminosa
a aquecer o meu inverno interior.
Contigo perto perto de mim,
é Natal no meu peito inteiro.

"Não Quero Que Meu Desejo Seja
Apenas Uma Virtude ou Um Dever..
Quero.. Que Seja o Resultado de Dois
intelectos Envoltos Pela Razão Única
De Amar Com O Amor de Deus"
• Juliana.S.Morais •

A luz.

A luz cava a escuridão,
como as mãos de um poceiro cavam um poço.
Da escuridão da terra,
flui a água pura e cristalina…
Bons livros são poços de conhecimento!

⁠Faço da minha mente um mar de canções todos os dias, por isso as canto em palavras compartilhadas para soar como um passarinho barulhento na chuva lá fora.
Cada palavra dita sou eu, como um pássaro a gritar.


Compartilhar é inspirar.
Pois digo eu: é fazer da minha canção, lida por outros, pássaros aprisionados, capazes de gritarem na chuva

Acredito que chegamos em um momento que nada pode abalar tanto a nossa estrutra.
Viver em nossa atual sociedade e estar propício a cada evento chocante e traumático.
Penso que muitos dizem que estamos em uma era que todos são ansiosos.
Pois bem, ao acordar já nos abalamos, ao ligar a televisão nos chocamos, ao conversar com um parente nos destruímos.
Então não, não é uma era, viver é estar vivo e infelizmente estar sempre ansioso.

Aceitar o tempo é um gesto de sabedoria, porque lutar contra ele é desperdiçar vida. O tempo não pede licença, não faz acordos e não devolve o que leva. Ele passa silencioso, levando pessoas, certezas e até os sonhos que jurávamos eternos.
Mas há uma verdade que poucos encaram: o tempo não rouba, ele revela. Revela o que era passageiro, o que era ilusão e o que realmente tinha valor. Quem entende isso aprende a viver com mais verdade, menos apego e mais presença. Porque, no fim, não é o tempo que nos vence — é a forma como escolhemos vivê-lo.

⁠CENTELHA JOANINA
De onde vindes São João?
Pouco importa a região
Pelas águas do Jordão
Lá se viu um João Batista
No solstício de verão
Outro era Evangelista
Qual será o seu mister?
A do São João Esmoler?
Predisposto em auxiliar
Peregrinos do buscar
Qualquer deles é São João
Sejam Todos combustível
À chama do coração!

⁠FORA DO BARALHO
Por vezes sei que falho
Mas qual seria o galho?
Da vida o atrapalho
Preciso dar um talho
Com a força do malho
E com muito trabalho
Com cabelo grisalho
Vou rasgando o baralho
Coração agasalho
Aguardando o orvalho.

⁠CARIRI DO SUL

Lá no embalo do Icamaquã
Que se irmana com o Butuí
Leva as lágrimas de um divã
Aqui no sul és meu Cariri

Caudaloso que tudo contorna
Entre correntezas e remansos
Quando o gaúcho não se conforma
Dando mais importância aos ranços

Uma nova mirada agora
Ainda que seja o mesmo rio
Que ele também leve embora
As angústias e os calafrios

Cerno de lei aqui radicado
Nenhuma tempestade te leva
E não há uma maior predicado
Que o amor pelo pago conserva.

⁠Havia um miúdinho,
sem nome nem passado,
nu, esquecido,
andava sozinho pela rua,
escaldante de tão gelada,
como sombra sem dono.
Tinha um corpo
feito de cortes e pedras,
parecia ter sido mastigado
por calçadas com dentes.
Era um pobre coitado,
seguido sempre
por um cão magro,
tão sofrido,
igual a ele.
Sentavam-se no pedregulho duro
à espera de um fim.
O miúdo, paciente,
esperava que o cão partisse,
descansasse no reino dos cães,
para então poder matá-la —
a fome.
O cão, por sua vez,
até aprendera a contar horas,
de tanto esperar que o miúdo,
vermelho de dor,
fechasse os olhos
e dormisse de vez.
Assim, ele saciaria a fome
com lógica cruel,
mas destino cego.
O cão não ladrava,
e não sabia truques,
era inútil.
O miúdo, por sua vez,
também não sabia nada,
nada lhe ensinaram.
Era inocente,
imprestável,
invisível ao mundo.
Ambos só serviam um ao outro,
à ninguém mais.
Certo momento...
o miúdo, já derrotado,
deitou a cabeça no granito
para poder descansar o seu corpo cansado,
o cão, desesperado,
cravou como os seus dentes podres
no peito nu do miúdo,
com dó e piedade,
pois isso ainda lhe restava.
Mas morreu também,
porque o miúdo,
coitado,
não tinha carne sequer
para alimentar um cão.

Hoje eu resolvi desacelerar,
deixar o meu coração
repousar um pouco,
descansar da correria que o meu
corpo sente no desgaste dos dias.

As pessoas vivem uma vaidade falsa,
um orgulho ensaiado para plateia vazia.
Sorriso virou máscara, caráter virou figurino.
Até a ambição perdeu a direção — já não busca sentido,
busca aplauso. Quer subir, mas não sabe para onde,
nem por quê. Corre, tropeça, atropela, e chama isso de vitória.
O mundo não está apenas em crise, está em colapso moral.
Cambaleia no próprio lamento, afunda em promessas rasas
e segue em um abismo sem freios,
onde poucos pensam, muitos repetem
e quase ninguém assume responsabilidade.
A verdade incomoda porque exige postura.
É mais fácil fingir grandeza do que viver com dignidade.
Mas a conta chega: não há vaidade que sustente um vazio,
nem orgulho falso que salve um mundo que desistiu de ser honesto.

⁠A vida vai se apresentando e eu vivendo de acordo com ela.

Feito um rio em curso que se dirige majestosamente ao Grande Mar!

⁠Um perfume que perde sua essência deixa de ser um perfume, é apenas um líquido qualquer.
Seres humanos sem a essência do Amor são somente frascos vazios.

⁠Demagogia sobre o que pensa quem oferece um prato de comida;
O que é um prato de comida?
Primeiro dia diz; necessitado
Segundo dia; coitado
Terceiro dia; compreendo
Quarto dia; acomodado
Quinto dia; abuso
Sexto dia; preguiça
Sétimo dia; invasão
Um mês depois; usocapião

⁠Infelizmente quando começamos a ficar "vivos" e conhecer um pouco mais profundamente sobre as personalidades humanas tá na hora de morrer.
Vida enigmática!

✍️⁠A cada um será dado de acordo com seus mais profundos e legítimos desejos e no final a legitimada cessação dos desejos.
♾️♾️☮️🕉️