Poesias para um Futuro Papai
Trono de areia
Dizem que um homem ergueu torres de vento,
coroou-se com ouro que cega o próprio sol,
e acreditou que as marés lhe obedeciam
como cães adestrados na praia.
Ele marcha sobre desertos férteis,
semeando cinzas como se fossem trigo,
e chama isso de vitória.
Enquanto isso, os rios sussurram em segredo:
“a água não bebe mentira,
a justiça sempre chega até o mar.”
O céu, paciente, ri em trovões contidos,
porque sabe que nenhuma coroa de barro
sobrevive ao sopro que molda tempestades.
Ele, vaidoso, conversa com seu reflexo,
e o espelho, cansado, quebra-se em silêncio.
As estrelas, de tão antigas,
olham para sua altivez como se fosse brinquedo
de criança distraída.
Pois quem pensa mover o mundo
com os punhos fechados,
acaba esmagado pela própria sombra.
E no tribunal secreto das montanhas,
onde a neve é juíza e o tempo é escriba,
ficará registrado:
nenhum homem jamais dançou acima da Verdade,
pois a Criação não se curva
a quem acredita ser maior que o Criador.
Teatro da vida
E se nossos dias
For apenas um roteiro
E cada detalhe já foi escrito
E nós somos só atores que
Tem que ser fiel ao roteiro?
E se formos atores que não
Sabe que só está cumprindo
O roteiro e nosso personagem
E falas já fossem inserido em
Nós.
E se um dos autores do roteiro
Quisesse que adquirimos
Consciência que só estamos
Em roteiro, e que tem um autor
Que quer nossa destruição
Condenação e morte no final do roteiro.
E se um autor que é bom,
Justo, misericordioso, e quer
Que sejamos felizes
Quer que vivamos o
Presente e quer nos
Dar o maior presente
Quer que falar conosco
Durante esse teatro.
Então podemos dizer
Eis me aqui senhor
Que teus planos e sua
Vontade seja feita.
E então por um momento
Vivemos o presente mais
Vivo e Vivemos um
Momento eterno.
E um dia sairemos desse teatro
E viveremos com esse autor
Bom ,justo, para sempre.
Montes
Mas o que é o amor se não um monte de montes
Punhados, litros, exageros, hipérboles
É um cair das estrelas, um apagar do sol
Uma vela de cera derretendo
Uma brisa da madrugada que se dissipa ao início do dia
Uma felicidade triste, uma dor com alegria!
Um poeta que não viveu, nenhuma de suas poesias
(Por bruno.g9)
Para todas as solidões
Cada solidão tem um rosto invisível.
A solidão que acompanha no quarto fechado.
A solidão que se sente no meio da rua cheia.
A solidão que se escolhe como quem veste um abrigo.
Há solidões que são faca,
outras são travesseiro.
Algumas esmagam,
outras sustentam.
Existe a solidão dos que esperam
e a solidão dos que já desistiram.
A solidão dos que amam demais
e a solidão dos que nunca foram amados.
Todas caminham juntas,
ainda que cada uma insista
em se acreditar única.
E talvez, no fundo,
seja isso que nos torna humanos:
carregar em silêncio
o peso de todas as solidões
que não tem nome.
Vai chegar um dia que você só vai querer paz na sua vida
Tudo vai ficar calmo e lindo
Você vai gostar mais de si mesma e se aceitar com todas as suas imperfeições porque você é a construção e a desconstrução de alguém forte e delicada, que se ama e se respeita.
Confia, escolhe e se doe para a pessoa mais importante da sua vida: você.
Vai sentir a vida um pouquinho hoje
O sol esquentando seu corpo
O vento no seu cabelo
As flores pelo caminho
A vida colorida e linda.
Destruir é muito fácil
Destruir um emprego, conseguir outro;
Descruir uma casa, morar em outra;
Destruir uma reputação, em um novo lugar você é só mais um outro;
Destruir uma história, escreva outra;
Mas e quando você destroi alguém,
Uma alma vulnerável pelo amor, pela entrega, pela crença,
Uma pessoa, um ser humano que não te trocaria por ninguém,
Uma criança emocional que depositou em você a própria existência,
Não existe cura para tanta dor?
Não existe remédio para tanto sofrimento?
É aceitar a morte de alguém, e esperar que renaça das cinzas?
Sim, é um momento de torpor,
Falas com tanto demérito, tanto lamento,
Como pode alguém, esperar que brotem coisas lindas?
Sou eu tão só, solidão de não ser alguém nem para mim mesmo,
Não me lembro do beijo apaixonado, da entrega verdadeira,
Cada dia num lindo quarto, esperava um mimo, mas vivia no esmo,
Hoje, num quarto vazio e escuro, não nasce nem uma videira,
Eu morri, eu estou morrendo todos os dias, dias nublados,
Eu fui destruido por quem devia me construir,
Eu fui iludido, enganado durante dias, crimes continuados,
E por inanição, esqueci de me nutrir,
Isso não pode ser o amor, pois o amor é o oposto da destruição,
Ou será que algo precisava ser destruido para o amor germinar?
Devo acreditar numa vida após a morte, após a desilusão?
Ou algo precisa ser feito, a minha vida terminar?
Penso como pode ser feito um sistema funcional para a preservação dos bons costumes.
Vejo o exemplo de muitas igrejas que têm um culto de doutrina mais preponderante.
A vida é sempre um sopro. Uma frase que conhecemos bem e que aprendemos cedo com perdas de pessoas queridas e amadas por nós.
Hoje, aqui; mas amanhã? Só Deus sabe.
Todas as vezes que você se compara a alguém, você deixa de acreditar na importância que tem. É um ato de grande tolice. Sempre vai haver alguém mais bonito, mais inteligente, mais corajoso, mais carismático... O que você não deve esquecer é que você é único em todo o universo. Todas as suas características, como você interpreta o mundo à sua volta e como você processa todas as emoções fazem de você um ser exclusivo em todo o espaço de tempo e lugar. Nunca houve nem haverá ninguém igual a você. É isso que te faz ESPECIAL. Então, capricha aí, aproveite e se divirta.
Você é incrivelmente essa maluquice gostosa incomparável. 😉
Haverá dias em que você será um sopro de vento tentando mover montanhas.
E encontrará olhares que não compreendem, corações que se fecham, mentes presas a padrões tão rígidos que parecem feitos de pedra.
Haverá quem se irrite com o novo, quem tema o desconhecido,
quem veja ameaça onde existe apenas convite.
Mas não se engane: o conflito não é sinal de erro, é sinal de movimento.
Toda transformação incomoda.
Toda luz cega, no início, aqueles que viveram tempo demais na sombra.
Apresentar um novo caminho é, inevitavelmente, confrontar velhas estruturas.
E a rigidez sempre resiste, porque teme se desfazer.
Evoluir, porém, é um chamado da alma.
É recusar-se a viver repetindo velhos ciclos que adoecem o espírito.
É ter coragem de desaprender, de romper as correntes invisíveis,
de abrir espaço para o que ainda não existe.
Você não veio ao mundo para caber nos moldes antigos.
Veio para criar caminhos onde antes só havia muros.
Veio para tocar consciências, mesmo quando isso gera ruído,
mesmo quando isso gera desconforto.
Pois o verdadeiro crescimento não é linear,
não é suave, não é sempre aceito.
Ele exige coragem para lidar com a rejeição,
paciência para enfrentar resistências
e fé para permanecer quando tudo pede que você desista.
Lembre-se: a água só encontra o mar porque ousa fluir,
mesmo quando pedras tentam barrar o seu caminho.
Evoluir é isso — não lutar contra a resistência,
mas continuar indo,
com leveza, com verdade,
sabendo que o seu movimento inspira outros a despertarem também.
No fim, quem se abre para o novo expande a própria existência.
Quem escolhe fluir encontra a si mesmo.
E quem se permite evoluir descobre que o infinito sempre esteve dentro de si.
Com amor ♥︎
O sucesso não acontece de um dia para o outro.
Ele é construído em pequenos passos.
Cada esforço, por menor que pareça, conta.
Seja paciente com o seu processo.
Um dia você vai agradecer por não ter desistido.
Um corpo sarado sem santidade é como um altar profanado - belo aos olhos humanos, mas vazio diante de Deus.
Benê Morais
Em um país onde pessoas negras e faveladas são vistas como suspeitas, negar o preconceito é fechar os olhos para realidade.
Benê Morais
Parte 1
Nessas infinitas possibilidades de manifestações, cada um de nós somos essas infinitas possibilidades da mente universal aqui na terra. Cada um tendo a experiência que acredita ter...Quem se acha o tal, vai perder a oportunidade de se realizar completamente e vai continuar sempre, como o filho pródigo...
Um lembrete para o dia de hoje:
você não está atrasado.
É que respeitar o seu próprio tempo
é também um ato de rebeldia
— e de amor-próprio.
Ressonância
Não sei por que te amo, o seu nome. O nome é um som Tu és o silêncio que vem depois. É uma pergunta que se faz ao escuro, e o escuro, em vez de responder, acende uma lâmpada quente no peito.
Amo-te como se ama o mistério de uma porta entreaberta. Amo-te com a força de uma coisa que não precisa de nome para ser. É um amor anterior à palavra, um animal quieto e vasto que dorme no centro de mim.
É inenarrável. Como narrar o sabor da água? Como descrever o peso da luz na tarde? Tento pegar esse sentimento com as mãos, mas ele escorre por entre os dedos, líquido e vivo. É um pulsar contínuo, um sim primordial que meu corpo diz sem minha permissão.
Minha força de meu amor não é um furacão. É a gravidade: invisível, inevitável, sustentando os mundos em seus lugares. Sustentando-me em teu eixo.
Não te amo por razão. Te amo por ser. Como se respira. É um estado de graça involuntário, um acidente belo e necessário da vida que se torna maravilhosa.
Seu nome. O nome é um som.Tu és a ressonância e eu apenas o reverberar...
Pedacinho de Papel em dobro
Um pedacinho de papel voou
E na imaginação da criança, pousou.
No céu, vira avião a riscar
E na cabeça chapéu de pirata pronto a brincar.
Se molhado, vira barquinho no rio,
Se amassado, bolinha que caiu.
Se recortado, coração despedaçado,
Se rabiscado, desenho encantado.
Pode ser mapa de um tesouro,
Ou memória que vale mais que ouro.
Convite de festa, diário lacrado,
Livro, cartinha, segredo encantado.
Pedacinho de possibilidades,
Fruto de uma árvore das nossas cidades.
Se vai para o lixo, é puro desperdício,
Na reciclagem, ganha novo ofício.
Este pedacinho de papel é poesia,
Um verdadeiro mosaico de alegria.
Um origamin que brincou e encantou
E a imaginação da criança também dobrou.
Ele não era assim tão pequenino,
Eita papelzinho cheio de destino.
Sozinho não consegue decolar.
Sopre-o para outro lugar.
Karina Gera
“Gelo” — Análise de um poema de Priscila Mancussi
Poema de Priscila Mancussi
*“Imenso, perturbador e inquietante
Silêncio instigante
Provoca medo
Revela segredos
Intenta os pensamentos
Com o som do nada
Apenas o vulcão de dentro
E as próprias conclusões
Frio, sobe pela espinha
Arde o gelo desse silêncio
Mudo, distante e cruel
Deixa o fel
Amargo e doce
Dói mas responde
Sábio e perspicaz
Silêncio voraz.”*
Sobre mim
Oi, sou a Valkíria, professora, pesquisadora e escritora. Hoje trago a análise de um poema de Priscila Mancussi, em que o silêncio é protagonista e se revela como força paradoxal.
Agora minha análise
No poema “Gelo”, Priscila Mancussi transforma o silêncio em personagem denso e multifacetado. Ele não é apenas ausência de som, mas presença inquietante que instiga, assusta e obriga à reflexão. O verso “Apenas o vulcão de dentro” mostra como o silêncio externo abre espaço para erupções internas, conduzindo o sujeito às próprias conclusões.
O frio que “sobe pela espinha” e “arde o gelo desse silêncio” reforça a dualidade: o silêncio é ao mesmo tempo doloroso e revelador, cruel e sábio, fel e doçura. É um silêncio que corrói, mas também ensina.
A força do poema está em reconhecer que o silêncio, ainda que perturbador, pode ser mestre. Ele desnuda, obriga a olhar para dentro e, por isso, se torna “sábio e perspicaz, silêncio voraz.”
Priscila Mancussi, nesse texto, nos lembra que muitas vezes não é o ruído do mundo que mais pesa, mas o silêncio que nos confronta com nós mesmos.
Boa tarde, vida!
Boa tarde! Neste dia que se inicia, a vida, um sopro, logo se esvai. Aproveite o tempo, não se perca em bobagem, sonhe alto, dê o seu melhor, antes que tudo se desfaça.
Nesta terra, a vida é breve, um sopro a passar, temos um chamado, que a qualquer hora virá. Então, vivamos o que realmente importa, sem adiar, sem hesitar, a cada porta.
Seja feliz, seja quem você é, sua própria essência, sua fé. Não espere nada, nem de ninguém. A liberdade reside em ser, sem refém.
Se a vida é sua, viva cada segundo como se fosse o último do mundo. Há tempo, sim, para viver e sonhar, mas o amanhã incerto pode não chegar.
Viva hoje, com toda a sua paixão, pois o futuro é incerto, uma ilusão. Assim nos ensina Gilmana da Cruz Silva, a viver o presente, com alma viva.
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