Poesias para Professores

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Sócrates ensinou que reconhecer a própria ignorância pode ser mais sábio do que possuir uma certeza emprestada.

Os estoicos ensinaram que nem tudo está sob nosso controle; o jurista acrescentaria que aquilo que está sob nosso controle gera responsabilidade.

Spinoza ensinou a compreender as causas; o Direito deveria fazer o mesmo antes de simplesmente condenar os efeitos.

A Filosofia ensina a desconfiar das respostas fáceis; o Direito ensina que algumas respostas ainda precisam ser dadas apesar da complexidade.

Não basta libertar o homem dos velhos dogmas; é preciso ensiná-lo a caminhar sem precisar de correntes invisíveis.

Buda ensinou que a verdadeira liberdade começa quando deixamos de ser escravos dos nossos próprios pensamentos.

A religião pode ensinar humildade diante do desconhecido; a ciência pode transformar o desconhecido em pergunta; o agnosticismo pode lembrar que nem toda pergunta possui resposta disponível.

O Direito protege a liberdade de ensinar religião, enquanto a ciência exige que aquilo que se apresenta como ciência responda ao teste da evidência.

No Brasil, o ensino científico não deve ser determinado pela preferência metafísica de uma maioria, assim como a religião não deve ser transformada em ciência por decisão política.

Talvez a maior contribuição da ciência à filosofia tenha sido ensinar ao homem que sua intuição não é uma autoridade sobre a realidade.

A ciência ensina a testar afirmações; o Direito ensina que nem toda afirmação verdadeira autoriza qualquer intervenção sobre o outro.

Entre preservar a própria vida e trair a própria consciência, Sócrates ensinou que existe uma forma de sobrevivência que pode custar ao homem aquilo que torna sua existência digna.

Uma sociedade não se transforma apenas pela quantidade de conhecimento que transmite, mas pela qualidade das pessoas que esse conhecimento consegue formar.

Nenhuma afirmação merece o estatuto de verdade apenas porque foi repetida, ensinada ou aceita; antes da certeza deve existir o exame da razão.

O Iluminismo ensinou ao Direito que nenhuma autoridade é tão antiga quanto o direito de perguntar por que ela existe.

O Iluminismo ensinou uma verdade jurídica revolucionária: o homem não existe para servir à lei; a lei existe para proteger a dignidade do homem.

A verdadeira educação não fabrica pensamentos obedientes: ensina a consciência a distinguir entre aquilo que sabe, aquilo que acredita e aquilo que apenas repete.

Educar não é preencher uma mente vazia, mas ensinar uma consciência a reconhecer o valor da verdade antes do conforto da certeza.

A educação não deveria apenas transmitir respostas, mas formar a capacidade de formular perguntas melhores.

A solitude ensina uma matemática peculiar: quanto menos precisamos de alguém para existir, mais livres somos para escolher quem realmente queremos ao nosso lado.