Poesias para as Mães

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⁠ERA

Como se fosse hoje, minha mãe partiu
Num treze de maio que o Maio sentiu
Como se fosse a mãe dele a fugir
Para outro maio de sentir
Como ele sentiu.
Era Fátima no altar do mundo
Era esse o mundo de minha mãe
Deixando os que amava em horror profundo
E a Fatinha dela, pequenina, também.
Era o desabar de vidas coloridas
Entre flores vivas, vividas
E num relâmpago destruídas
Por um raio de vidas partidas.
Era, como se fosse hoje, treze de um maio
De há quarenta e cinco idos, falidos
Nos gemidos de minha moribunda mãe
Ao ir-se sem o primogénito ver...
Meu Deus, que razão de sofrer !?
Que castigos!
Só depois de tu ires, ó Cristo é que foi a tua mãe!
Eu que tanto queria partir em vez da minha
Choro agora e sempre, pela manhãzinha
A dor que só sente quem a não tem...

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠MÃE CANTA PARA MIM

Canta:
As tuas ladainhas de embalar,
Nas noites de menino a arfar
À procura de um sono imenso
Com cheiro a fumo de incenso
Para quebrar o quebranto
No desencanto
Do mau-olhado
Rezado e talhado
Na cruz de Cristo
Ensebada
Por mãos de outros usada
Na renegação do malquisto
Que vem pela calada
Na inocência
Até à velhice da demência
Sem nunca parar o maldito
Do proscrito.
Mãe:
Vem.
Canta para mim.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-10-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

VINTE ANOS E

⁠Contei os natais com ela
Maria, minha mãe.
Vinte e tantos no presépio
Comigo, José filho,
Em nome de meu pai, Manuel.

Era a Gruta de Belém,
Porém,
Quase parecendo a outra,
Era o meu Natal puro,
Que os meus de agora esconjuro,
Neste destino cruel!

Foi-se a mãe;
Meu pai, seguiu-a além,
Fiquei eu, menino patético!
Que natal tão estépico,
Mais senil que poético,
Este de agora meu
Pobre que sou pigmeu,
Desde que minha mãe morreu
Há distância de esperanças mil,
Depois das águas de Abril.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-12-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠ALTARES

Anos vão.
Construi e tenho no meu quarto
Numa cómoda velha de minha mãe,
Um santuário,
Tipo berçário,
Que acolhe alguns santos
Do reino que Deus tem.

Uns mais que outros, sacrossantos,
Para mim.

E assim,
Talvez pela memória
Feita só estória
De querer afastar medos e quebrantos
Em simples peças de barro,
Já em padecimentos de sarro.

E cada vez mais eu reparo
Que neste mundo às avessas,
A quem faltar fé ou faro
Baterá em portas travessas.

Ravessas, elas só se abrirão
Por senha ou pela beatice,
Sempre esta minha tolice
De não aceitar sermão.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 27-03-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠O MENINO E A BOLA

Ele ia atrás da bola.
Que belo, ele a correr
O menino de sua mãe,
Que Deus a conserve e tem
No enlace com seu pai,
Em risonho amor de viver.

Chuta, vá meu pequenino,
Afaga os teus pezitos na bola,
Com o esquerdo ou o direito
O teu chutar é perfeito,
Rumo ao verdadeiro destino
Traçado na camisola.

E no passar do sol pela lua,
Pelo fogo, pelo ar, pela água
Sem mágoa
E pela terra,
Um dia, nunca te esqueças
Peço-te, não esmoreças,
Pois a vida será sempre tua
Nua e crua,
Pela verdade que encerra.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 01-04-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

TERRA-MÃE

⁠Vinha o outono, de mansinho, a caminho.
Caíam chuviscos, ariscos, na terra-mãe.

Mostrava ela o interior do útero em ferida,
Naquela terra mártir em sôfrego revolvida,
Depois de lhe apararem os frutos do pão.

Daquele pão que ela nos dá airosa,
Famintos que somos do seu sabor
Que mata a fome da boca e do amor,
Mesmo quando a pedra nos sabe a rosa.

Era aquela terra, seio esventrado
Pela charrua crua e pelo arado,
Que depois serena acolhia a semente
Nas entranhas do húmus complacente.

Parecia-me uma mãe dolorosa
Que tinha acabado de dar à luz
Tantos filhos de uma vez só,
Que até o Criador celeste facundo
Em tom suave e místico, profundo,
Num clarão celeste que cega e seduz
Lhe começou a chamar de forma ardilosa,
Terra-mãe e avó-terra e eterna do mundo.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 16-09-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

TÃO BREVE

Minha ida e dolorosa mãe,
Linda moçoila, se soubesses
A triste sina deste penar,
Voltavas no meu pensar,
E, se pudesses,
Para sempre, sem vacilar:
Eu não teria hora para nascer,
Nem tempo para acordar.

Guardavas-me dentro de ti
Para me livrar
Desde que nasci,
Desta vida de sofrer
Em que me afundam
Tantos que abundam,
Só pelo prazer
De me ver
Por ti, a chorar.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-03-2024)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Bombardeio

O céu chora, quando a criança chama pela mãe, lágrimas escorrem na cachoeira coberta de neblina.
Nossos filhos trocando a noite pelo dia.

Angústia, desespero, medo, mãe o que está acontecendo?
Oh mãe, que barulho foi esse?
Mãe...
Embrulhado como presente
Com o coração acelerado , a guerreira busca passar segurança ao seu filho amado...

Chega a noite, o céu chora, e o brilho do sol não atinge as passagens.
A chuva torna-se ácida,
E os pingos que renova as flores hoje mata...

Abro a janela e só vejo fumaça...

Será um incêndio? Onde estão os bombeiros?
Mãe pq os bombeiros estão armados
Mãe, meu pai ainda está no trabalho...

A mãe abraça seu filho, lhe trazendo calor. Entrei beijos e carinhos, mas com a mente aflita, pois sabe que em segundos pode perder o amor da sua vida.

A saudade aperta, a verdade machuca, mas não deixa de nos ensinar
Que enquanto o coração bater há chance de viver
Há tempo para abraçar
Faça o seu melhor hoje
Antes da guerra começar.

Inserida por Lv7_Vida

Ao pai

⁠A pátria "mátria" chora a cada perda
A pátria mãe a cada dia indefesa
A pátria cala a cada segundo
A pátria faz silêncio - luto.

A vida vai embora quando menos
Se espera, o efêmero poderia ser perene
Diante a quem quer viver eternamente
A dor não consola

O sujeito. Há quem busque a glória
Há quem se engane na vitória
Há quem se perda no dinheiro.

Na medida que tudo se vai
De um dia que pode ser derradeiro
- Que tenhas misericórdia de nós!

Aniversário

Mãe, te desejo tudo de bom
nessa data comemorativa,
você é minha inspiração
e referência que me incentiva.
Você é forte, corajosa
determinada poderosa
todo dia é minha diva.


Eu lhe desejo vida longa
que você possa continuar,
sendo essa dádiva da vida
que eu me orgulho em te amar.
Você é um exemplo de vida
seus princípios de aguerrida
fortalece meu caminhar.

Inserida por PoetaManoelBatista

Morreu!
Grita de dor a mãe sofrida
Com o filho inerte em seus braços.
Deus! Por que isso foi acontecer?
Por que deixou o meu filhinho morrer?
A mulher sofre
Amargurada.
No rosto, externa
Uma expressão de horror.
O coração sangra
Transpassado...
— E agora?
Pergunta a mulher consternada.
— Vou seguir o meu menino!
— Filho, para onde foi você?
— Espera por esta que te gerou?
— Senhor, eu mereço tanto sofrer?
— Por quê?
Agita as mãos ao redor do corpo
Rasga as roupas e desnuda o rosto.
Desolada, abraça o corpo.
A miséria impera o seu interior
Desfalece a sua alma.
Finito...
Sonho acabado.
Filhinho...
A minha vida
Torna-se agora um rabisco
Sem traçado
Sem cor
Apenas um chuvisco.
Eterna será a sua ausência.
Sentirei sempre a sua presença
Até o dia
Que Deus me chamar
E, a ti
Eternamente for me juntar...

Inserida por simproducoes

⁠Categorias

Não nasci assim mãe,
assim avó,
assim tia.
Já fui filhinha,
irmã,
fui coleguinha.
Única e singular,
já fui louçã.
Agora,
mal começa a manhã,
entra noite, sai dia,
sou só dona Maria.

Adélia Prado
O jardim das oliveiras. Rio de Janeiro: Record, 2025.
Inserida por pensador

⁠Alma de Filho

Mãe,
teu nome é o primeiro verso que a vida escreve em nós,
uma canção sem melodia, mas cheia de sentidos.
Teus braços, catedrais onde o mundo repousa,
teu olhar, um farol que nos guia mesmo nas tormentas.

Não há palavra que alcance o que és.
És a chuva que fecunda,
o sol que aquece,
o silêncio que acolhe e o grito que desperta.

Na dança dos dias, teu amor é a coreografia eterna,
um compasso sem fim,
um movimento que sempre nos conduz ao teu colo.
Porque só em ti, mãe,
o tempo é irrelevante e a dor se dissipa.

Tu és a alquimia do invisível,
transformando cansaço em afeto,
ausências em presença,
e lágrimas em orações silenciosas.

Tuas mãos, gastas pelo zelo,
escrevem histórias invisíveis na alma,
histórias que nem mesmo o esquecimento pode apagar.
E em cada dobra do teu riso,
há uma eternidade de amor armazenada.

Ser filho é carregar no peito
o eco do teu coração,
o espelho do teu ser.
E assim seguimos,
não para te superar, mas para te homenagear,
pois viver é testemunhar o milagre que és.

Mãe, tua alma é um poema que jamais se esgota.
E eu, eterno aprendiz,
sou verso teu,
grato por existir.

Inserida por aden_brito

⁠Já namorou ou noivou... já morou junto, largou
Já conheci sua mãe, o seu pai, seu avô

"A gente já tentou de tudo pra ser um casal
Mas já saquei que o nosso lance é individual...

Inserida por Marcelocostapensador

Mãe me amamenta outra vez
Me traz para a vida
Cuida de mim
Mãe, segura a minha mão
Me leva em segurança pela vida afora
Penteia os meus cabelos
Remenda as minhas roupas
Traz aquele leite morno com bolachas
Quando eu estiver doente
Ri de novo das minhas palhaçadas
Que eu sempre faço só para te fazer rir
Me mostra o chinelo outra vez
Mãe, conta uma história
Lembra da sua casa
Lembra da sua mocidade
Do seu cavalo tão bem cuidado
Mãe, me chama de Beth, Marga, Zena,
Troca o meu nome outra vez
Mãe, faz tudo de novo
Tão igual e tão perfeito
Na sua simplicidade e ternura
Mãe, não morra nunca
O mundo é muito feio
Imagina sem a senhora aqui...
Mãe, eu amo a sua comida.
Meire Moreira

Inserida por meiremoreira

⁠Oxum

Com você eu aprendi, que o amor é como as belíssimas águas inesgotáveis de teus rios e cascatas, pois, não se pode medir. Que o amor é como ar, suave como a brisa do mar de Iemanjá e, em simultâneo, forte como os ventos de Oyá, porém, também impossível de se tocar, apenas sentir. Que o amor é calmo e sereno como a mansidão dos lagos e mangues de Nanã, de tão doce e acolhedor.

⁠Três estágios perfeitos na aceitação das imperfeições da natureza exuberante.
Lavanda jovem com seu cheiro e graça, leve faceira na luz do sol e no balanço do ar, recebe com sorriso de alegria da meninice feliz...
Quando seca, envelhece sua cor, exala ainda mais sabor, cheiro a rodopiar entre as narinas atentas... não teme secar perder seu frescor, não adoece apenas envelhece com sabedoria para nos preencher de amor...
Renascer com flor, perde-se o caule, solta-se semente, espalha entre os dedos, doa-se num banho cheiroso, energiza, revigora, limpa, doa vida para um novo recomeço!
Assim são minhas lavandas, assim é a sabedoria da natureza para aqueles que veem além e veem mais!

⁠Ascendente
Oriunda na dor de seu semelhante.
Aperfeiçoada na afeição de dois desconformes.
Elevada por convicção e afeição.
Força! Seu segundo nome.

Abastada de prejulgamentos
por sua cioforia extemporânea.
Consumida pela estagnação de seus análogos.
Formou entre seus monólogos, inovador o enfoque!

Determinou por si o amor, só!
Por si, e por quem se descende.
Por quem zela, vela, por ela.
Mãe!
(@_bahhgarcia)

⁠Ah, como eu queria ter te dado o mundo, saber das tuas dores me faz tão pequeno, por muitas vezes te vi sorrindo com lágrimas nos olhos, só pra fazer feliz a todos em volta de ti. Peço muito a Deus, pra te proteger de todo o mal que possa vir.
Minha mãe, meu bem MAIOR. Parabéns pelo teu dia, dona Maria. 🌹

⁠Rainha


Nas profundezas da selva

Na mais pura natureza

Lá se encontra feliz, a tua perfeita essência

Essa Rainha tão bela, essa mãe tão cuidadosa

Quer partilhar com seus filhos

Sua verdade amorosa...

Quem têm olhos para ver

E um espírito pra sentir,

Pode vir, se solte agora...

Prove e sinta...um mundo novo se abrirá

Está disponível é só acessar

Com coração entregue e sincero

A verdade lhe virá

Usando a visão da alma

Tudo é claro, reluzente

Todo dilema dissolve , e você segue contente

Nossa casa é o Planeta, nosso lar é a floresta

Com nossos olhos abertos, a missão é descoberta

"Espalhai Amor no mundo"

Pede Ela para a gente...

Viva a Rainha da Floresta!

Salve a Mãe de Toda Vida!

Depois de partilhar sua benção, seguimos juntos em frente

Na certeza já formada :

Somos Um nesta jornada!

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