Poesias Keidy Lee Jones
Por Trás de Mim
Por trás desse meu sorriso há alguém chorando,
Por trás da luz duvidosa que meus olhos passam,
Há alguém cheio de dúvidas em relação ao tudo,
Há alguém que simplesmente não se entende,
Há uns olhos que não são o espelho da alma,
Pois se fossem, eu desprezaria tua pena.
Quando eu envelhecer
Quando eu envelhecer meus cabelos serão brancos e brilhantes. Digo isso porque me dei conta que a vida passa rápido. Ela é de muitas sensações, um dia estou muito feliz e em outro estou muito triste, mas de uma coisa eu sei: “eu quero viver e me tornar imortal, pelo menos no meu mundo”.
Viver é um presente dos céus e cada pessoa é a estrela da sua própria vida. E cada vida dá uma vida!
Cadê A Razão?
A tal racionalização conferida ao homem parece às vezes ser uma piada. Eu sei que nada foi feito para durar, por isso, me pergunto porque os homens são sempre os mesmos homens e assim vos digo que viver sem loucura é plena perda de tempo e viver a vida dos outros também.
Assim porque os homens são sempre mercenários, preconceituosos e egoístas? Devemos viver sem andar por ninguém, só e somente só pelos nossos membros.
E traçar o nosso caminho com a inocência que temos e buscamos, seria o mais correto dizer, acredito!!!
Melancolia
O arbítrio me cerca
A realidade é a mesma
Fico sozinha curtindo minha melancolia
É livre, é preso, só, seco.
O que posso fazer?
Como um pássaro sem destino
Curto ou longo,
Momentos sós, a sós
Não quero ficar, também não quero ir
A dúvida existe, então pra que mentir?
Quero um talento
Só eu não quero, não posso
Só quero viver
Já nem quero mais
Nada muda, as mudas são as mesmas
A hora, o canto é anacrônico.
Os sorrisos, os choros e o mundo
É a vida, a gente entende e fica
Preso, solto, o rio corre solto
Da forma que a vida corre ou não corre
A tristeza acontece
O oposto do seu sorriso
E a gente nem entende, aceita;
Nem se conforma, mas fica.
Meus Instintos
Há gestos que insisto em complicar
Foram tantas vezes, não consigo contar
Não cobrei entendimento
Não iria esperar.
Quando tive vontade fiz
Coisas que cheguei a duvidar
Pô-las em prática
Ideias que habitam dentro de mim.
Parei de pensar quando tinha
Milhões de coisas a fazer
Depois aprendi a pensar ao mesmo tempo.
No barulho e no silêncio
Não destino minha cabeça a coisa inúteis,
Simplesmente esqueço-as.
Meu gênio não é muito educado
Mas, me desobedece em momentos contados
E, quando tive de ficar calado
O silêncio invadiu o espaço que habito
Quis explodir com as circunstâncias
Achei melhor ficar quieto,
E fiquei.
Se eu já andei conquistando alguém por ai,
Isso ocorreu sem intenção.
Não é de mim fazer juras intencionais.
Eu te amo!
O Teu Pranto
Estou por trás do teu pranto
Quando minha tentação impede de amar
Sensações sou empeça de tê-las.
Se veja livre de mim
É só beber água da fonte
Do monte de mim
Guardada para mim.
Estou por trás do teu pranto
Não se encoste mais
Não cobre o que não posso dar-lhe
Sou uma pobre semente
Sem amor.
Estou por trás de teu pranto.
O Que Eu Quero?
Não quero muito,
Apenas um pedacinho
De papel
Com uma frase construtiva
Que eu possa ler
Quando quiser.
O Que Eu Quero? - Segunda Parte
Não quero muito
Apenas um banco de praça
Onde eu possa sentar,
Pensar e,
Escrever uma poesia.
O Que Eu Quero? - Terceira Parte
Não quero muito
Apenas um travesseiro
Onde possa encostar a cabeça
E soletrar meus sonhos.
O Que Eu Quero? - Quarta Parte
Não quero muito
Apenas o complexo
Justificado numa chuva doce
Pra que não molhe meus contos.
O Moço da Esquina
Eram seis e meia da manhã, ele estava se aprontando para o trabalho quando de repente escutou lá de fora algo que lhe chamou atenção. Ainda não dedilhou aquelas palavras como deveria e até como desejaria, mas algo em seu mundo parou e andou rapidamente, ele tentara acompanhar, mas de nada adiantava seu sentimento de perda e ganho. Trabalhou introspecto querendo ainda ter o pouco de nada ter. Queria ter o dom, a beleza que jurava estar na casa do vizinho. Ele queria mudar até o dia em que percebeu que não se entenderia de forma alguma. E continuou a viver com o peso silente de existir. Ainda não me contou o que aconteceu, ainda não sei o que havia escutado. Mas ele queria mudar o mundo e de tanto tentar acabou sendo modificado pelo mundo, mas não sobreviveu a tal e voltou a fazer do desentendimento seu fiel companheiro.
Retrato da Ousadia
A extrema ousadia
De brincar de amar
E, de tornar real
O que não é mentira.
Só, o tempo não passa
Como passou um dia não tão só
Brincar com o que não é crime
Discriminado por não está tão só
Incriminado pela voz da vida
Que nem sempre tem a razão.
São tolos se achando na incumbência
De não serem tão burros assim
Como se foi pensado pelo retrato da ousadia.
Eterno Agora
A cada amor uma esperança
A cada pensamento uma lembrança
E o doce amor que um dia senti,
Não sei se foi amor
E o que será amor?
A cada futuro um passado
Ser da loucura pelo prazer
De uma rápida emoção
Onde se arrisca tudo
Pra ganhar o inexplicável
Mas e o amor do futuro
Onde todos querem para sempre
E em duas faces
Se apresentarão em uma
O amor eterno e o pensamento sem razão
E o eterno amor acontece agora.
Relicário de meus delírios
Súbito desejo
Corpo alvorecer
Em sã loucura
Relicário de meus delírios, lírios.
Tua vida vivo a viver, ver.
Em você, tua paz perdida
De desejo a merecer, tecer
Tuas mãos sobre mim
Acalentada estará,
Tua boca faz-me suar, suave.
Quando me vês, te vejo.
Quando observas o profundo de minh'alma
Com teus olhos bonitos, livros
Escrevo a você, pra ver
Só você, vai ler
Nas páginas de meu interior, amor.
O Segundo Motivo
Às vezes eu quero ser um peixe,
Às vezes eu quero ser um pássaro,
Um pergaminho, uma ilusão
Outra pessoa, fugir de mim.
Às vezes eu quero ser um gato,
Às vezes eu quero ser uma ovelha
Um guerreiro da Idade Média,
A promiscuidade lapidada.
Às vezes eu quero ser um motivo
O segundo motivo,
O próprio amor e a amizade,
A obediência, o entendimento.
Às vezes eu quero ser a explicação
Às vezes não,
Às vezes eu quero ser o futuro
A luz, a vida, o dia, a noite, o som,
Às vezes eu sou o que penso ser
Eu sou o que penso ser.
Rígida Justiça
Passeando por entrelinhas
Hoje estão rígidas,
Quando as vi pareciam mais fracas.
Ontem quando te vi
Tentei consertar suas roupas rasgadas
Meus nervos e minhas mãos
Tremiam em plena harmonia,
Não é crime chorar
Estava me matando para agradar.
Escorreguei com a agulha
Até lhe furar
Não foi por querer
Por isso não foi crime.
Palavrinhas destroçadas
Assim como suas feridas
Expostas sem expectativas
De um dia curarem.
Rodeando toda a lua
Não há como se refrescar
A agonia da agulha
Até agora dilacera
Seus errinhos que acabei de perdoar.
Não, não foi por querer
E, também não foi crime
As paredes ameaçam desabar,
Por sobre nossas enevoadas barracas de papel
Não, não é crime.
O Mestre
(leia em: keidylee.blogspot.com)
Há cem anos indaguei um mestre
Queria saber o que é sentir
E, sair de minha vida anestesiada
Longa demais em um só dia.
Ele esperou o inverno chegar
E o frio acalentar minhas vestes suadas
Levou-me a ruas calmas,
O mundo estava calado
Só se ouviam suspiros raramente
Quando até as matas se fechavam.
Ele segurou minha mão
E mortalmente intactos
Escutamos um barulho inebriante do inexpressivo,
Das pessoas paradas nas ruas desertas,
Dos pingos de chuva
Que insistiam em lavar minha alma
E, em me dizer: você está vivo.
Escutamos o puro inocente barulho do mundo
Que não conseguia calar,
Pois suas paredes riscadas insistiam em me comunicar.
Entrara em mim. Senti.
Século XXV
(leia em: keidylee.blogspot.com)
Deve ser essa a diferença
A tal diferença que a tanto falo:
O que me torna diferente
Da maioria dos humanos
É que eles quando estão apaixonados
Perdem o sentido das coisas,
Eu não!
Não vou dizer que sempre fui assim,
Que nunca fiquei boba,
Eu fico boba sim!
Afinal, essa é a graça do amor:
Deixar-te feliz.
Mas os humanos,
Oh humanos!
Custam a entender
Que por mais forte que seja o sentir
Devem reconhecer os defeitos e fraquezas e,
Não só as virtudes.
Desromantismo (keidylee.blogspot.com)
Pouco silêncio,
Cá estou a escutar
Amores eternos acabam
Em dois ou três dias.
No mar onde piratas se consagram
Nas ruas desestas que não calam,
Apelam por paixões inebriantes
Corações sozinhos e palpitantes,
Gritos escrevem suas novas canções
Decorrentes de tantas necessárias apresentações,
Cartas apelam sozinhas
A um dicionário de paixões proibidas:
Um pouco de amor.
Cansadas canetas românticas,
Cabeças pensativas vazias,
"Desromantismo" inaugurado sem nostalgia.
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