Poesias Faceis do Elias Jose
Um dia percebemos que atrás daquele “vem aqui pra casa”, “quer que vou aí ajudar”, “vamos almoçar hoje”, “estou só passando pra te ver” era um pedido desesperado de uma pessoa que estava precisando de sua companhia. Se tiver um amigo assim aceite o convite ou a ajuda, pois às vezes ele está precisando. E será você que estará ajudando alguém.
Quando comecei a trabalhar em Formiga lembro que toda manhã em Divinópolis eu entrava no carro às 7hs e vinha dirigindo para a Pet Cursos. E todos os dias eu reparava que minha mãe sempre saia até a porta comigo e ficava olhando eu indo embora. Como nossa rua é muito longa e tem algumas árvores, ela dava uns passos até o meio da rua para me ver melhor e ficava observando a traseira do carro indo e diminuindo, até eu virar lá na frente. Eu via aquela cena no retrovisor e não entendia o motivo, na realidade achava até engraçado. Hoje, quando meu afilhado passa o final de semana comigo, assim que ele despede de mim e desce do apartamento, eu vou até a janela e fico observando ele saindo do prédio e indo embora, até virar a esquina. Agora eu entendo o que minha mãe sentia.
A ordem é essa: primeiro amar, depois educar. Pois o aluno/filho aprende melhor quando percebe que é amado.
Da mesma maneira que existem pais que fazem tudo para os filhos, existem pessoas que fazem de tudo para os outros, mesmo sem nenhuma conexão genética. Essas pessoas têm uma característica muito forte, elas gostam de se sentir úteis. A dependência do outro para com elas alimenta o seu ego e minimiza sua carência de atenção. Porém o que muitas dessas pessoas não conseguem lidar, é com o fato posterior a ajuda dada, a solução do problema. Quando o problema é solucionado, o ajudado desaparece. E assim como os pais criam os filhos para o mundo e os médicos curam os pacientes e esses não voltam mais ao doutor. Temos que aceitar que a fila anda, que passado é passado e que as crianças crescem. Não deixar esse ressentimento se aflorar é o melhor a fazer. Nosso propósito de vida não é ajudar o próximo, mas ajudar os próximos. O próximo vai embora, mas sempre terá outros próximos.
Felicidade quase sempre está ligada às boas ações; mas como explicar que alguns se realizem fazendo o mal?
O pior não é não ter as pessoas certas no momento em que precisamos; mas estarmos com as pessoas erradas e nas quais acreditamos.
Nossa sociedade é unifocal, quase míope. Para ela só vale o sucesso material. Poucos enxergam o progresso espiritual, emocional, relacional, ou intelectual dos outros.
Pessoas tem interesses, Deus tem desígnios. Interesses podem ser atendidos ou não, mas todos os desígnios de Deus serão cumpridos.
As falsas promessas se alimentam de sinceras esperanças, que se esvaem como neblina ao sol, causando dor e sofrimento. Como diz as sagradas escrituras "maldito o homem que confia no homem"
Não espere situação favorável para agir, porque agindo, em algum momento as coisas ficarão à nosso favor.
O problema não é ter as coisa, é as coisas nos ter. O homem moderno tornou-se escravo de suas posses.
As pessoas geralmente escondem aquilo que lhes é caro, dão o que lhes sobram ou oferecem o que não funciona. Deus deu a todos, sem hesitar, o seu bem mais precioso: jesus.
Muitos ricos pagam caro para se diferenciarem uns dos outros, e nisso paradoxalmente formam uma comunidade de pessoas igualmente fúteis.
Faço uma pergunta cuja resposta não tenho e pareço longe de ter: que tipo de violência o ser humano é incapaz de realizar?
As coisas mais importantes acontecem de modo gradual e natural. Tudo o que é forçado tende a dar errado cedo ou tarde.
Antigamente os pais educavam dez ou mais filhos e estes os reverenciavam. Hoje um(a) único(a) filho(a) põe os pais no chinelo. As coisas estão invertidas.
O disfarce é uma violência necessária, que praticamos contra nós mesmos para conseguir viver em sociedade.
O povo brasileiro é interessante: acha que o fato de se ter intimidade com alguém, autoriza o desrespeito.
