Poesias Faceis do Elias Jose
A sabedoria e a experiência são infinitas, tal como o universo, pois quanto mais se sbe, mais há para saber.
Não qquero o tempo do silêncio, quando o silêncio me tira o tempo, mas se fizer do silêncio meu amigo, este amigo me tira o silêncio.
Correr â toa sem rumo certo, cansas-te muito mais e nunca chegas ao teu destino. Antes de correr, planeia onde ueres chegar.
Sem olhar para dentro de mim, nunca te virei como és; primeiro tenho de conhecer os meus para apontar os teus.
Ninguém aprende nada sozinho, pois até para escrever com um simples lápis, alguém teve de o inventar.
Para que quero eu o dinheiro, se não tiver saúde? Só para me chamarem rico? Não muito obrigado; antes quero ser pobre e cheio de saúde e assim serei mais rico do que quem é rico em bens materiais.
Por muitos culpados que haja, neste curto espaço de tempo. a criança, há uma certeza inabalável: ela é a que mais sofre numa separação e a mais inocente.
A nossa mente não é o infinito de conhecimentos, apenas retém muitos, esquecendo uns para dar lugar a outros.
Alguém sabe quanto pode medir a distância? Ninguém sabe certamente, pois cada um mede a sua e alcança aquilo que quer e não aquilo que pensa. Portanto, medir a distância é um dos impossíveis da vida e para além da vida, pois ninguém sabe o seu comprimento desde que nasce. A isto chama – se futuro e este não tem distância, ninguém o consegue medir.
O Sol aparece todos os dias e nós muitas vezes vemos o céu nublado mesmo com o céu limpo; muitas vezes ele está mesmo nublado e nós o vemos como se estivesse um dia lindo. Tudo depende do sentimento de cada um de nós.
Fartamo – nos de trabalhar para viver, lutamos contra tudo e contra todos, pomos a vida em risco, cantamos vitória pelas lutas que vencemos mas, no fim da vida todos perdemos e o tempo é o grande vencedor.
O meu passado já foi futuro; desde o meu nascimento que o futuro é meu passado; o meu futuro é já a seguir ao escrever estas palavras e elas são passado, quando eu as acabar de escrever.
Quem promete muito pelas palavras, são os que menos palavra têm; mais vale fazer a obra e depois falar e assim, a palavra tem o seu legítimo valor.
Eu não conheço a minha alma, apenas a sinto dentro de mim, mas gostava de vê – la antes de ela me ver a mim.
A ambição ou os nossos sonhos só se satisfazem em plena liberdade e quem fica sem eles perdeu – os aos dois.
Estou zangado com o tempo por me ter roubado a juventude mas, ao mesmo tempo, dou graças ao tempo por me ter trazido a velhice.
Só construindo pontes é que nos ligamos a qualquer lado. Quem as não fizer fica sempre no mesmo lugar.
O dinheiro, sempre o dinheiro, que faz girar o mundo inteiro. O nascer e o morrer têm um preço, assim como a paz e a guerra, só que a primeira é assim designada quando acaba a segunda. Pelo dinheiro se classificam as pessoas e não pela educação ou cultura, pois ambas também têm o seu preço e quem não o tem, fica com a classificação mais baixa e mais triste, a pobreza. O dinheiro não compra o sono mas sim a cama, pode adiar a morte mas não a evita, portanto, não paga tudo, nem serve para nada, se não houver saúde. Até esta tem o seu preço. Para vivermos é preciso pagar e quem não paga, vive de mão estendida e muitas vezes pisada.
