Poesias Elogiando o Brasil
Sabe por que o barco flutua e a pedra, não? Porque a pedra só olha para baixo. A escuridão da água é imensa e irresistível. O barco também percebe a escuridão, que tenta a todo momento dominá-lo e afundá-lo. Contudo, o barco tem um segredo. Ao contrário da pedra, seu olhar é pro alto, não pra baixo, fixo na luz que o guia, que promete maravilhas que a escuridão desconhece.
Quando estou com ele, tenho alguém comigo no meu luto. Alguém que conhece a arquitetura dele como eu, que anda comigo em cada sala melancólica, fazendo toda a estrutura incoerente de vento e vazio não ser tão assustadora e solitária como era antes.
O luto é uma casa que explode no ar com a menor das rajadas. O luto é uma casa cujas cadeiras se esqueceram de nos segurar, os espelhos, de nos refletir. O luto é uma casa que desaparece a cada vez em que alguém bate na porta, que se enterra no chão enquanto todos estão dormindo.
Antes de começar um truque, ele sempre olha nos olhos da pessoa e pergunta: “Você acredita em magia?”
Existem dois tipos de magia. A que parece real, mas é falsa. E a que parece falsa, mas é real. Então que tipo de magia acha que eu faço?
Quando eu entrei aqui o meu maior medo do mundo era encontrar os meus próprios monstros, era que as minhas cicatrizes falassem.
Eu não tenho como plantar uma coisa e colher outra. Se eu plantei coisa boa aqui, eu vou colher coisa boa, e eu tenho consciência disso.
Eu acredito que Deus pode estar em qualquer coisa, no que você acreditar, no nome que você quiser dar.
Eu sou um cacto mesmo, porque eu só vivo arrepiada. Eu nunca imaginei na minha vida que eu ia ser tão amada.
Precisamos fazer panelinhas para sobreviver. Panelinhas resistem ao fogo, podem fazer comida boa e alimentam. Mas, são apenas um ítem dentro da cozinha enorme chamada Mundo, que, por sua vez, é uma poeirinha no universo. E, nós, só conseguimos fazer pequenas panelinhas. Às vezes, nem isso.
As pessoas de hoje parecem que perderam a noção de quem são. Querem medir forças com o criador do universo, mexem com seus ungidos com as coisas dele, abominam oque é bom e adoram oque é ruim, ponha-se nos seus lugares seres insolentes ou o Criador de tudo colocará!
Calamidade... Não sei como conceituar corretamente, mas sei seus efeitos: A mais pura desgraça vinda de noites que derramam sangue.
Ndo'ai era querida, prestigiada e segura para se chamar de lar. Era como uma águia que faz seu ninho de difícil acesso aos predadores para defender seus filhotes.
É como um rio perene, não importa o que aconteça, as águas passadas nunca secarão em uma mente cavada pela solidão...
O epitáfio que desejamos não deve ser apenas uma representação de como os outros nos veem, mas também uma manifestação de quem realmente somos e de nossos valores mais profundos. É sobre viver em alinhamento com nossos princípios e crenças, sobre ser fiel a nós mesmos
Uns mortos, jazem no além, mas sobretudo, debaixo de sete palmos de terra. Outros mortos em vida, jazem em vida, os mais desgraçados.
"A questão de Ronaldinho Gaúcho não é saber jogar futebol. O fato é que ele não tinha mais paciência, e muito menos necessidade, de fazê-lo. Ou seja, não suportava mais se submeter à rotina que exige disciplina, concentrações, viagens, e é claro, boa forma. Estava na hora de aproveitar a vida com o que ganhou de forma honrosa, com o talento e o suor de seu trabalho, ao longo de quase 20 anos."(Lance Prees - Extra On-line O Globo)
Talvez não possa salvá-los, mas há algo que ainda pode fazer: escolher. Você escolhe como vai acabar.
Prefiro pensar em paz, não em guerra. Estou convencido de que não só venceremos, mas de que do horror do combate virá o reconhecimento.
