Poesias de Tristeza Pois Perdi meu Avo
"Quem te conhece bem; sabe até a diferença de um "BOM DIA", um sorriso seu quando é sincero e um "adeus" quando não se consegue derramar uma lágrima, mais que doí até a alma está tristeza de uma despedida, a quem tanto queremos que permaneça por perto."
—By Coelhinha
Eu sempre faço tudo pra ajudar alguém
Mesmo com minha alma gritando socorro
Eu digo: faça o bem que o bem sempre vem
Eu faço o bem mesmo sabendo que eu vou sofrer de novo
Hoje eu já nem sei quem sou
Procuro dar uma direção a minha alma perdida
Eu penso num instante o que passou passou
Mas não consigo trazer isso para minha vida
Eu não me encontro
Me desencontro
Me sinto zonzo
Quase caindo, sigo andando sem olhar pros lados
Nos desencontros
Eu só encontro
As dores que um dia tentei deixar no passado
Buscarei uma direção
Pra muitos é incorreto
Faça o certo, seja certo
"Crises de um mundo moderno"
São incorretos pensamentos
Num instante
Que leva alguém pra longe
Se entregam sem revanche
Eu sei que o tempo não vai parar
Quanto tempo já passou
Dores marcaram mil momentos
Tudo em mim mudou
Sei que maus pensamentos atrai
Coisas confusas demais
As vezes não da pra voltar atrás
Abro a mente pra poder escutar:
"Não se jogue, sem asas
Ainda não pode voar!"
Não assim, do jeito que está pensando
Mesmo tão perto do fim
Eu permaneço andando
Um Novo Amor
Haverão momentos em que você duvidará de si mesmo, que questionará se a história escrita é um simples texto. Lembrará dos desamores já vividos, dos riscos já corridos, do que foi dito e não dito.
Nessa hora a vontade de chorar é inevitável, o emocional se torna instável, surge aquela lágrima indesejável...sim, aquela, que escorre sem querer, que surge sem se ver, que insiste em aparecer, pra mostrar nossa fraqueza, pra ressaltar nossa tristeza, trazer a tona a incerteza.
Mas não se desespere nessa hora, não é só você que por isso chora, sabemos que com o tempo tudo melhora...Deve-se pensar em suas novas possibilidades, em ter outras felicidades, usar essa sua habilidade de ser quem você é, de mostrar toda a sua fé, de se manter de pé... E aí você vai conseguir ver tudo aquilo que importa, o caminho pra vitória, a saída dessa estreita porta, uma porta que levava a solidão, a desilusão....tristezas essas nunca mais te pertencerão, basta essa dica seguir, basta essa atitude tomar.
Basta a um novo amor se entregar
As pessoas com quem você convive conseguem abraçar as tuas tristezas e as tuas alegrias?
E você, consegues abraçar as deles?
Há momentos em que sinto tanta felicidade que não cabe em mim.
Em outros instantes, uma tristeza de meio mundo.
Emoções que não pertencem a mim.
Preferi não relatar sobre o barulho que ecoava dentro de mim.
Uma vez que muitos os vias, mas não queriam ouvir.
DEUS TRISTE
Quando muito jovem
conheci um Deus triste.
Tristinfinitamente triste
Onipotentemente triste.
E porque eu também era triste,
Deus foi solidário
com minha tristeza.
E com a Onipresença triste de Deus
Minha tristeza
foi-se tornando menos triste
a cada dia.
E meu coração foi se alegrando
e, à medida que eu me alegrava,
Deus também foi ficando alegre.
Hoje sei que Deus está ao nosso lado
Sempre
Na tristeza ou na alegria,
na dor e no júbilo
E ao sentirmos Sua Presença,
somos felizes...
E Deus, solidário,
torna-se um Deus feliz.
A complacência de deixar, é a vereda da que mais fere
O desgosto das palavras é o egoísmo de não falar
Um ato desmancha tudo juntamente com a frieza
O não querer saber é muito sutil
Sutil só quando não é uma mágoa
Por vezes tentei falar, mas por vezes não consegui
Não é o que você está pensando
Mas sim o que eu senti
Um "por que" não foi perguntado
Só pensamentos foram criados
Pensamentos que estão errados
Mas ainda sim não houve um "por que" perguntado
SONETO CHOROSO
Choroso soneto, meu, tão chorado
Sem leveza, sem arte, sem ternura
Traçados pela sorte em desventura
Em vagidos manhosos desentoado
É tristura na trova, e desesperado
O estro. No papel cheio de ranhura
Sem condição de uma doce leitura
Afrontando o coração desgraçado
E nesta tal tirania de infeliz criatura
Ditosos algozes. No peito abafado
Surgindo da sepultura da amargura
Ó sátira mordaz, de sentido perverso
Deixe o teu jugo imóvel e silenciado
Guie só fausta melodia ao meu verso
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
Interessante como todo dia tenho um pensamento sobre o que ocorreu, que me deixa desiludido.
Mas o mais interessante é como eu me levanto todos os dias desses tombos...
O que me levanta? O amor que sinto por você!
Quero te ver
Mas não consigo
Você do meu meu lado me faz feliz.
E agora?
Você não está
Me traz tristeza.
Não aguento mais
Cadê você? Não te acho!
Quando estava viva
Sentia à plena felicidade.
A vida é repleta de lágrimas
Mas sem você, acaba sendo
uma tristeza constante.
Na verdade, não suporto um segundo longe de você.
Me faz falta, me faz doer o coração, sentir um vazio no peito, uma faca me rasgando em dois.
Que saudade de você...
NUNCA MAIS
Eu a amei, me recuso a repetir, Nevermore!
Escrevo E-cartas com súplicas e clamor
Lavrei-as nessa solidão, fúrias com primor
Revejo fotos, tudo me diz rememore.
És a ave que, do busto grita, não demore?
Nunca mais. Nunca mais vou viver com temor
Que me negues seu beijo que causa tremor
Um adolescente que toca o seio e se enamore.
Converso com a ave, ela espera que eu melhore
E faça uma nova poesia que ademais, só piore.
Teço linhas recheadas do mais puro fervor.
Dediquei palavras, fi-lo com mais puro amor
Dos negros cumes, profundos céus, meu temor
Nevermore, meu luto eterno, apavore.
Mesmo estando com você, eu sinto saudade.
Saudade de você me abraçando, como eu te abraço. Me beijando como eu te beijo. Te querendo com a vontade que eu te quero.
Volta pra mim mesmo estando comigo.
Como? Volta a ser como era antes.
Já não posso ficar de pé.
Sinto o peso do mundo caído sobre as minhas costas.
Já não abro os meus olhos
A pouca serenidade cegou a minha alma
Já nem oiço, tapei os meus ouvidos
E não com as mãos, mas com a alma
Porque cansei de tanto ouvir ruídos
Que já não me falam de bem de amor
Que já não me guiam e levam tudo para o rancor
Já não ando, para não cair nos buracos que eu cavei
Por agora acendo o cigarro, porque sei que não irá virar-se contra mim para queimar.
E isso, só imaginei.
