Poesias de Tristeza
Seus olhos de mel
Ora tristes, ora felizes
Enigmas profundos
Janelas para seu íntimo céu
Num momento abertas
N'outro fechadas
Como a esconder
Gotas de lágrimas...
Seu olhar é tão lindo, quanto triste
Inspira cuidados e carinho constantes
Uma vontade, quase necessidade,
De te proteger de qualquer
Receio que você possa ter
Quisera eu pudesse
Te abrigar
Em meu abraço
E carregar em meus braços
Todo o peso que tens em seu pensar
"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." (Salmos 30:5)
Essa tristeza vai passar, e você vai testemunhar a fidelidade de Deus na sua vida.
Que o Senhor renove suas forças como águia, trazendo paz ao seu coração e um sorriso novo a cada amanhecer.
Efluir
Fosse tristeza só minha, choraria, mas é de meu corpo, das juntas a alma, mais que o sangue.
Fosse sangue só meu, morreria, mas é da vida, pobre vida, esvai-se em sangue, agora, também em lágrimas.
Fragmento VII - Algea
Uma vez que a tristeza é violentada em sua sutileza, nem mesmo Hélio, em sua rogativa, pode amainar seus ventos, de sorte que, barafustar é seu penúltimo ato antes da atimia.
Aquilo que o homem desconhece de si, intui do outro, sendo tal conhecimento, desrespeitoso e inclemente.
Asseguro-te, diante da tristeza, o aninhar de um abraço possui mais poder transformatório que a faculdade de entender o abstrato de outrem.
Morna tristeza
Quisera eu livrar-me da morna tristeza, que chamejasse, pouca ou alguma verdade.
Há fogo, contudo, aceso na chama do desapontamento, assim, como carne e sangue.
Alfétena III - Escamas
Em tristes olhos, baços do sofrer,
que o tempo enroupa de névoa...
Chorais memórias, tênues, dolentes,
tal poente silente rendido ao anoitecer.
Epidemia
o medo
os outros
a tristeza
dos outros
a revolta
por outros
e quantos outros
tantos outros
enquanto os outros
outros contaminam outros
o choro cala
um grito encerra
São compartilhamentos
de alegria e de tristeza
rebeldias e atritos
Os que negam suas raizes
Os que batem orgulhosamente no peito
e que defendem as origens
Os que pouco dizem
É assim: familia é de um jeito
Os que parecem muito bons
Os que parecem ter apenas defeitos
Família é começo
Família é fim.
Cada um de nós tem um conflito interno, é inevitável, tristemente. De alma abatida, mas a solução é esperar em Deus. A tempestade não é para sempre, o mar se acalmará, tenha paciência. Quando estou conversando com Deus e me retorna a lembrança da promessa que Jesus nos deixou, de
que estarei com Abraão, Jacó e Isaque em um lugar onde o amor transborda todos os outros sentimentos. Essa promessa me faz suportar mais um dia e outro, até a promessa se cumprir. Reconhecer essa luta interna contínua, entre a vontade de desistir e a faísca de esperança, me obriga a praticar a
paciência como um músculo que dói a cada repetição. Entregar-me a uma fé inabalável não elimina a dor, mas oferece um porto seguro onde posso abrigar os escombros da minha alma até encontrar forças para reerguê-la, mesmo que apenas por mais um dia.
Não sou frio, sou triste.
Mas tristeza profunda não faz barulho. Ela aprende a se disfarçar em silêncios longos,
em olhares vazios que já desistiram de explicar.
A dor me faz triste. Cada fibra em mim lateja memórias que nem a medicina apaga. Sou um retrato ambulante de perdas, do movimento, da autonomia, da esperança. E assim… Atristeza brota sem cessar,
como uma secura interna que nenhum afago alcança.
Minha vida… um depósito de excessos inúteis. Tristezas, pensamentos sombrios, compaixão mal direcionada… restos de guerras sem vencedores. Sou um reservatório entupido de emoções tóxicas, incapaz de filtrar o que me faz bem. Cada sorriso forçado… é um disfarce frágil
diante da avalanche de memórias escuras. No fim… essa batalha interna não deixa heróis, apenas sobreviventes… exaustos.
DESPEDIDA
É na partida triste
Que se encontra um todo,
Um todo a querer ficar
Para vagar, vagar...
Com os anjos do além-mar.
E depois ter beijos doces da morte,
Deixar ser levada pelo anjo
Lá para o fundo do oceano ativo,
Dentro do desconhecido.
Deixar ser levada pelo vento,
Pela brisa suave da noite rubra.
Deixar a vida tola... e ser tua!
15/11/1970 (retorno da Praia Ocean)
Coador de Lágrimas
Quando coamos
a tristeza das lágrimas
ficam, à tona,
as impurezas
das dores
de uma submersa
escuridão.
A madrugada
estava escura
e muito triste,
eu escrevi
o nosso beijo
naquela escuridão
e ela amanheceu.
Levanta a sua cabeça
Você é linda demais
Não deixe que a tristeza
Leve embora essa paz
E se for muito difícil
Pegue em minha mão to aqui
Só peço algo em troca
Eu quero te ver sorrir
Eu nunca vi tanta tristeza no olhar
Eu vejo a sua alma provando o seu beijo
Com medo do escuro meu olhar vai brilhar
Enxergo o seu corpo e liberto o desejo
O Amor venceu
Eu nunca li tanta tristeza em seus olhos menina
Doi, mas precisa voltar
Recarrega os sonhos, se abrace, da volta por cima
Já desabou então chora
E lave sua alma, olha aqui, se acalma
Calma, eu sei você vai sorrir
Ta sendo difícil, mas vai ser preciso
Tente Olhar pra frente e seguir
Olhando seus olhos eu vejo em sua alma
Há tanta tristeza, e tão pouca calma
Se ele te deixou, elas batem palma
E eu sei que é difícil entender
Mas eu vejo você
Sempre chorar
E se perder
Mas vai passar
Vai esquecer
Um novo amor
Sei vai nascer
Pra te curar
Pra te dizer
Que o amor venceu
