Poesias de Robert Louis Stevenson
DESENCANTO
Meu quarto outrora,
Habitava sonhos encantados – hoje,
Pesadelos (sombras de sonhos não realizados)
São meus anfitriões, aguardando-me
No limiar do meu sono de desencanto.
Meus pensamentos, que outrora
Deslizavam audazes e intrépidos
Através de minha boca,
Hoje se recolhem e só viajam
Por suas confidentes estradas secretas.
O que me constitui transformou-se
Numa silenciosa montanha
Aguardando a passagem do tempo,
Na certeza de que forças ocultas corroem-lhe a base,
Preparando-lhe a queda final.
O que guardo de belo em mim
São flores de cacto na aridez
Do deserto em que me tornei,
Castigado por “fenômenos climáticos”
Das minhas experiências de vida.
O que ainda me alenta
É a possibilidade de ter sido inventado,
E vivido e sofrido e usado,
Por um engenhoso e mágico inventor
Que saiba e queira e recicle
Os farrapos que sobraram de mim,
Quiçá até queira dar brilho novo
À luz que outrora
Fulgurava em meus olhos
EVOCAÇÃO
Vem a mim, ó alegria!
Quero escrever-te em poesia.
Vem a mim, ó felicidade!
A tristeza já vai tarde.
Vem a mim, ó otimismo!
Dei um basta no velho pessimismo.
Vem a mim, ó esperança!
Quero fazer-te música para dança.
Vem a mim, ó fé!
Viver na dúvida não dá pé.
TUDO PASSA VOCÊ PASSOU!
Foi o tempo em que eu sorria
Por causa do seu humor.
Foi o tempo em que eu sofria
Por causa do seu amor.
Você é uma pessoa fria
Esqueça-me, por favor.
Em certos corações o amor é assim, tudo quanto tem de terno, de dedicado, de fiel, desaparece depois de certas provas e transforma-se num incurável ódio.
Quando certas amizades são uma vez interrompidas, tendo mesmo sofrido um leve estremecimento, é difícil que voltem depois ao estado primitivo; com outras amizades acontecem, porém,o inverso: os estremecimentos aproveitam, porque é fácil a volta da paz, e parece que depois disto se tornam mais estreitas.
A Lei de Godwin é exatamente como Hitler. As semelhanças entre a Lei de Godwin e os nazistas são estranhas. Pessoas que exclamam quando tal lei é invocada em nada diferem dos guardas dos campos de concentração.
Série Cartas: Carta Dois – Às Claras!
Às Claras!
Meu amor estou aqui de novo, escrevendo alguns rabiscos, onde expresso meus sentimentos, pois um amor não se mede com fita métrica, nem com a duração, muito menos com declarações no facebook e sim pelas dificuldades que nós enfrentamos para ficarmos juntos. Um amor verdadeiro é aquele que a outra pessoa fica feliz e radiante, pelo simples fato de ver a outra feliz.
Quero expor sobre esse pedaço de papel rasurado que mil vezes tentei esquecer-te, mas no fim... mil vezes desejei-te tê-la só para mim. Só que uma pergunta me fiz durante nossas discussões: - “Será que vale a pena discutir por bobagem?” Às vezes me repito por diversas vezes que eu a amo para poder dizer pro mundo que eu faço parte de uma maioria que está comprometida... mas isso não vem ao caso. O caso é que já é um fato consumado que estamos bem e felizes ao ponto de querermos viver sob o mesmo teto, dividir as mesmas alegrias e as mesmas preocupações e assim ficar velhinhos um do lado do outro para o resto da vida.
Te amo e não escondo isso, porque eu quero que o mundo saiba que você está aqui ao meu lado. Ah, e me desculpe se eu disse algo que veio a ferir seus mais sinceros sentimentos, não foi a intenção, pois tudo o que faço é para te ver alegre por me ter ao seu lado. Prometo que um dia eu conseguirei suprir todas as tuas angústias e sofrimentos e farei-te esquecer qualquer coisa que te lembre a este passado tão remoto e que ainda se faz presente na sua vida.
Estou aqui escrevendo esta humilde carta expondo meus mais puros e claros sentimentos para você entender que o que eu sinto por você não tem explicação e me deixa sem palavras para terminá-la, então só resta-me dizer que eu a amo mais que tudo e nunca a deixarei só.
Sempre teu,
Amadeu.
Ao sacerdote na consagração é dado ao que aos anjos não foi concedido. Não há oblação mais digna, nem maior satisfação para expiar os pecados, que oferecer-se a si mesmo a Deus, pura e inteiramente, unido à oblação do Corpo de Cristo, na missa e na comunhão.
"Você deve odiar, Ikki. Você precisa odiar tanto seu inimigo que não vai ter tempo de pensar em mais nada. Odeie seus amigos, como se eles fossem seus inimigos. Odeie seus pais que morreram abandonando você. Odeie seu irmão mais jovem por quem você teve que se sacrificar. Odeie todos, odeie seu mestre a quem tanto venera. Sim! Sim! Odeie a mim! Odeie a mim!"
Todas as pessoas que conquistaram alguma coisa, foram justamente porque antes destas vitórias, acreditaram que poderiam lhes serem possíveis.
AMAR É ....que saudades do romantismo !Agora só dá Smartphone !
CRÔNICA DA VIDA VIRTUAL 1
autor: Gilberto Braga
AONDE FORAM PARAR O AMOR, O ROMANTISMO ....?
Na lua de mel ...não se larga o smartphone...o tablet...o Note...
E enquanto isso....o romantismo..o amor....o namoro...tudo trocado por essas malditas teclas !
Que pena !
Não se namora mais, apenas se: curte ...compartilha....adiciona ....
Que falta de criatividade!
Larga esse celular gente !!!
Se namora por celular...se casam pelo smartphone !!!
Caramba !!
Bons tempos do : AMAR É ....que não voltam mais !
A poesia é um risco para o papel em branco, mas é o que move essa inquietude humana de se expressar.
Pensamentos viajam e, entre um pingo e outro, desenhamos um sol em um céu tomado por nuvens escuras.
Eu te deixei ir, mas não porque eu quis que você fosse e sim porque você quis partir. Eu te dei a liberdade de escolher entre ir e ficar e você escolheu a certa pra você, mesmo sendo a escolha errada ao meu ver. Eu te deixei ir, mas não porque eu fui fraco e sim porque eu não queria que você fosse infeliz ao meu lado, então abri mão de você para que a sua felicidade pudesse acontecer. Eu te deixei ir, mas não porque eu te queria longe, mas sim por eu não ter conseguido te fazer ficar. Eu te deixei ir, mas se pudesse eu iria com você. Só que nessa viagem eu iria ser intruso e não convidado.
Eu sou como aquela tal música cortada que parou no refrão perfeito que todos esperavam. Sou como uma imagem de uma paisagem maravilhosa, que insiste em não carregar. Sou como um espelho que mal chegou a refletir e foi quebrado. Sou como um CD arranhado que parou na melhor música. Sou como uma caneta que ficou sem tinta no meio de um texto importante. Sou como um caderno molhado depois de levar chuva. Sou como um quadro sem cor, esperando para ser pintado. Sou como um cristal que se despedaçou e de nenhuma maneira volta a ser o mesmo. Sou como o barro esperando para ser moldado. Sou como um vaso vazio esperando para ser preenchido. Sou como uma folha seca caída no chão, esperando o vento levar. Sou apenas um corpo ocupando um espaço no mundo; apenas um corpo vazio de sentimentos; apenas um corpo pairando sobre a terra, sem esperanças, sem sorte, e o pior: sem amor.
Só você sabe verdadeiramente quem é, então não ligue para o que os outros falam de você. Lembre-se sempre daquele ditado: quanto mais vazia a carroça, maior o barulho.
Se te machucou, se te feriu, se te marcou e se doeu, você tem o direito de ter seu período de luto, de sofrimento, de tristeza, de isolamento e de pesar. E você não tem que se sentir fraco, exagerado e sensível por ter a sua forma de sentir as coisas... Você é responsável por curar as suas próprias dores e feridas, não as outras pessoas. Então demore o tempo que quiser para colocar os curativos e fazer as suturas, desde que você se cure do que te deixa mal e volte a ficar bem, não há mal algum nisso.
Toda a minha vida, sonhei em ser a melhor agente e, no processo, sacrifiquei a coisa mais preciosa que tinha: minha família.
Perfeito é não se importar com o que as pessoas dizem por aí a seu respeito, porque só quem sabe a verdade sobre você, é você mesmo.
Se você nunca me estendeu a mão quando eu estava presa ao chão querendo alcançar o céu e ansiando por liberdade, eu jamais te levarei para voar comigo quando eu recuperar as minhas asas.
