Poesias de Luis de Camoes Liberdade

Cerca de 94075 frases e pensamentos: Poesias de Luis de Camoes Liberdade

Riacho do Navio

Riacho do Navio
Corre pro Pajeú
O rio Pajeú vai despejar
No São Francisco
O rio São Francisco
Vai bater no meio do mar
O rio São Francisco
Vai bater no meio do mar
Ah! se eu fosse um peixe
Ao contrário do rio
Nadava contra as águas
E nesse desafio
Saía lá do mar pro
Riacho do Navio
Saía lá do mar pro
Riacho do Navio
Pra ver o meu brejinho
Fazer umas caçada
Ver as "pegá" de boi
Andar nas vaquejada
Dormir ao som do chocalho
E acordar com a passarada
Sem rádio e nem notícia
Das terra civilizada
Sem rádio e nem notícia
Das Terra civilizada.

Inserida por chachabrasil

Seu Delegado

Seu delegado, digo a vossa
senhoria
Eu sou fio de uma famia
Que não gosta de fuá
Mas tresantontem
No forró de Mané Vito
Tive que fazer bonito
A razão vou lhe explicar
Bitola no Ganzá
Preá no reco-reco
Na sanfona de Zé Marreco
Se danaram pra tocar
Praqui, prali, pra lá
Dançava com Rosinha
Quando o Zeca de Sianinha
Me proibiu de dançar
Seu delegado, sem encrenca
eu não brigo
Se ninguém bulir comigo
Num sou homem pra brigar
Mas nessa festa
Seu dotô, perdi a carma
Tive que pegá nas arma
Pois num gosto de apanhar
Pra Zeca se assombrar
Mandei parar o fole
Mas o cabra num é mole
Quis partir pra me pegar
Puxei do meu punhá
Soprei o candieiro
Botei tudo pro terreiro
Fiz o samba se acabar.

Inserida por chachabrasil

Suplica Cearense

Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar

Oh! Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há

Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedir pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão

Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Oh! Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar

Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará

Inserida por chachabrasil

Vem Morena

Vem, morena, pros meus braços
Vem, morena, vem dançar
Quero ver tu requebrando
Quero ver tu requebrar
Quero ver tu remechendo
Resfulego da sanfona
Inté que o sol raiar
Esse teu fungado quente
Bem no pé do meu pescoço
Arrepia o corpo da gente
Faz o véio ficar moço
E o coração de repente
Bota o sangue em arvoroço
Vem, morena, pros meus braços
Vem, morena, vem dançar
Quero ver tu requebrando
Quero ver tu requebrar
Quero ver tu remechendo
Resfulego da sanfona
Inté que o sol raiar
Esse teu suor sargado
É gostoso e tem sabor
Pois o teu corpo suado
Com esse cheiro de fulô
Tem um gosto temperado
Dos tempero do amor
Vem, morena, pros meus braços...

Inserida por chachabrasil

Fé em ação.
Acreditar no futuro é plantar no presente! Ter esperança de dias melhores é se arremeter com toda a força da alma contra todo e qualquer obstáculo, até que o impossível se torne conquistado.

Inserida por luisvicthorino

Pensando Alto
_______________
Pensando alto, fico trancado no quarto, observando de longe o quadro, vejo a chuva pela janela; A noite está muito escura... Oh agora como vou me iluminar? Vou fechar meus olhos e sonhar... Sonhar com uma luz, com o vento, com um amor de longo tempo, com o sol me iluminando. Isso apenas mesmo sonhando, pois a chuva não vai cessar e a vela não vai me iluminar, o medo não vai me fazer chorar; Por isso quero apenas sonhar e esperar. E você por quê também não espera sonhando?

Inserida por Daviluis

A Vergonha da Humanidade

Está chegando a hora... de colocar-me para fora. Sou a nuvem negra, sou peste da meia-noite, sou o sangue derramado no barro, sou o além batendo na porta, gritando altamente nas madrugadas, sou o barulho da fechadura, sou a bota batendo na escada, sou o gelo se derretendo, sou o recém-nascido morrendo, sou o grande dilúvio que leva moradias, sonhos e alegrias. Sou mal, não sei definir-me...

O que me resta é tentar ser um prelúdio, mas será muito difícil anteceder algo bom se gosto de atrocidades. Fui desenganado quase morri afogado na areia da minha ilusão, senti até parar meu coração, quase parou de verdade e a dor não cessou. Já matei e roubei tudo por amor, estou falando a verdade, A Vergonha da Humanidade é isto que eu sou.

Inserida por Daviluis

Um Grande Sol Amarelo

Um grande Sol amarelo está a brilhar lá fora.
Seu brilho é intenso, nós estamos vivendo e o amor está nascendo. Brilha tanto quanto seus olhos; produz uma melodia como seu pranto e só quem ama entende este canto. Amarelo como uma das cores da bandeira, brilhante como você toda inteira. Bonito como o porto e o teu corpo subindo a ladeira. Oh que olhar tão ardente... Minha pele se arrepia inteira.

Inserida por Daviluis

O Mestiço

O Mestiço, filho de escrava, filho de senhor;
Fruto da senzala, fruto de um proíbido amor;
Vive como rei, dorme como vassalo, pensa como conde, mas é a penas um escravo.

Inserida por Daviluis

Sangue do meu Sangue

Escorres pelas minhas veias, És como cantos das sereias;
Força de uma família guerreira, vermelho muito vermelho...

Borbulhas e fazes bater meu coração, me dás toda a razão,
Me encorajas quando digo não, me dás forças nas minhas mãos, Vermelho muito vermelho...

Em comum com meus ancestrais, presentes no meu pai. Banda que mais se expande este é o Sangue do meu Sangue, Vermelho muito vermelho...

Inserida por Daviluis

A Dama de Branco

Mulher de coragem,
Deusa do campo,
Cheia de amor,
Oh, Dama de Branco.

Grande mulher,
Determinada e comunicativa,
Grande Coração,
Garregou-me em seu manto,
Santa mulher,
Oh, Dama de Branco.

Bonita e Caridosa,
Solidária e Bondosa,
Tem um belo canto,
que acalmo os bichos e acalanta os anjos,
Deusa do Campo,
Oh, Dama de Branco.

Inserida por Daviluis

A Tempestade

Olho para a janela vejo a chuva,
Olho para o chão vejo água.
Meu Deus que grande tempestade!,
Vejo pessoas saírem,
Fugirem da água.
Pois ela é muito forte,
Rega o Sul e o Norte.

A Ponte cai,
Você nela está,
O povo se preocupa,
Seu filho se põe a chorar.
Chuva maldita,
Levou mais uma vida.
Quando você vai parar?

Inserida por Daviluis

Jogando no Campo

Meninos com a bola,
Outros no Balanço,
Os pais estão observando-os
Jogando no Campo.

Todos muito felizes,
O Sorriso transparece,
Cada olhar, cada sonho
Ali resplandesce.
Pés pequenos,
Gols mansos...
O Melhor presente para eles é estar
Jogando no Campo.

Eis que surge um ferimento,
Escuta-se um grande pranto.
A criança se machucou...
Jogando no Campo.

Mas eles não param,
Aquilo foi só um susto.
A diversão continua,
Todos dançando um mesmo canto.
Mas mesmo assim ainda estão...
Jogando no Campo.

Eles só querem brincar,
Aproveitar o tempo santo.
Pelo visto querem continuar...
Jogando no Campo.

Inserida por Daviluis

Como o Fogo

O amor é como o fogo,
Queima e faz arder,
Mesmo sendo em demasia ele não faz doer.

Amar é um desafio,
O Mar dá arrepio.
O Beijo ascende a fornalha,
Olhar-te sem beijar-te é uma grande batalha.

Teus olhos me encantam,
Teus seios me chamam,
Teu corpo me atrai,
Você de mim não sai.

Vejo você passar,
Maravilhoso é te abraçar,
Ter você para sempre
E nunca mais lhe abandonar.

Inserida por Daviluis

Não tenho medo


Não tenho medo da vida
E com ela bato de frente,
Tenho a guerra em meu sangue,
Tenho um coração valente.

Medo um dia tive,
Mas medo terei jamais,
Pois hoje aprendi viver,
E vi quanto sou capaz.

Em guerras mergulhei,
E me afoguei na solidão,
Vivia sempre tristonho
Pois não tinha mas razão.

Hoje seu feliz ,
Pois na guerra não tenho medo,
De contar os meus segredos,
De tudo que um dia fiz.

Inserida por Wendelima

⁠Penitência e mudez

Tenho andado esmaecido, às voltas e voltas
Como quem deita fora circunferências perfeitas
E de tanto girar, embranquecido me tornei.
Se não te encontrares, procura-me,
Se o acaso deixar
E se quiseres.

Dar-te-ei
Sangue e fogo,
A veias frias que tenhas cansadas;
O céu e asas,
A penas que tenhas inacabadas;
Rios e mares de noites estreladas,
E todas as estrelas que vires,
Serão tuas,
Se quiseres.

Apressa-te!
Tenho só os anos que me faltam viver.
Os outros,
Foram apenas preparo para te alcançar.
Enfim,
Nos resquícios dos meus sonhos,
Como ainda dormes, afago-te o sono
Enquanto, da seiva que me resta,
Vou banindo folhas débeis do outono
E até lá, serei penitência e mudez
E talvez,
Os restantes poemas de amor
Sejam todos para ti,
Se quiseres.

Inserida por luismateus

Amor Intemporal

Amor verdadeiro é intemporal.
É perdão, zelo e admiração!
É juntos, adoçar quilos de sal,
Porque a vida não é doce.

É o “para sempre”
Ser uma tela apenas
De histórias pintadas e plenas
De comunhão e liberdade pura
Que não se esquece, perdura.

Se árvores tiverem raízes,
De tal maneira entrelaçadas,
Que não hajam cicatrizes
De ventanias sopradas;
Se sorrisos conseguirem falar,
Se olhares puderem ler
Como o cego vê sem olhar
Sem uma palavra dizer...
Ele, o amor verdadeiro,
Tê-lo-ás encontrado!
Impossível esquecer!

Conseguir apagar tais pinturas
Era esquecer o verbo amar:
Gestos únicos, sorrisos, ternuras,
Abraços que fizeram acalmar,
Preocupações genuínas e puras,
Uniões de corpos difíceis de largar
Em telas que foram só para ti!
Não é possível, nunca vi!

Não se esquece o amor intemporal.
Aprendes sem ele, a estar só.
Podes até sentir poesia conjugal
Quem sabe até dar outro nó...
Mas aquele raro vinho,
O que bebes uma vez na vida,
Ficará, quer queiras ou não,
Na melhor prateleira do coração.

Amor verdadeiro é imune ao tempo.
Intemporal por isso...

Inserida por luismateus

⁠Namoradeiras a valer

Abri a namoradeiras passadas,
Janelas de candura e ousadia,
Mas as vigentes namoradas
Melhor seduzem a poesia!

Tenho enredos num armário
Embalsamados e esquecidos
De tais esculturas num diário
De reais versos e vividos!

Da minha herética janela,
Tenho de ser cautela!

Não vá quem não deve, perceber,
Que o pasto dado, que desminto,
É de quem, do que foi a valer,
Está constantemente faminto.

Inserida por luismateus

⁠Poetizando...

A chuva chora,
O vento assobia
À noite e à hora
Que um luar sorria
Ao poeta que namora
Uma fingida poesia.
Porém,
Se o negro acontece
E a claridade não vem,
A tinta implode, esmorece
E o poeta também!
Ou então,
Ele não acompanha
O que o pensar debita,
E o poeta estranha
Tão generosa escrita!

Ó poeta,
Bebe, fuma e come
Desamores e dilemas,
Cafeína, cigarros e poemas,
Senão morres à fome!

Inserida por luismateus

⁠Sete plantas do meu canteiro.

Quem não ama o verbo plantar
E não vê plantas a poder amar,
É porque é louco ou nunca amou!
Amar plantas não é coisa de doidos
E doido é coisa que eu não sou!

A todas dei nome.

(... Caetana...)
Era perfeita! Em bruto, um diamante!
Mil jurados lhe bateram palmas de pé!
Só que o problema do “para sempre”
É ser coisa, que nunca o é.

(... Surya ...)
Olha-me, como se, em câmara lenta,
Pudesse com tal dócil e forte vontade
Dizer ao tempo: “aguenta, aguenta!”
Para um dia sermos unos, eternidade!

(... Laura ...)
Não há espigões, nós ou embaraços
Que mais amei e alguns lhe dei,
Porque outrora dos meus braços,
Foste errónea planta que plantei.

(... Débora ...)
De talo estranho e folhas doentes,
Busca-me chorosa, de hora a hora,
Como quem perde coisas frequentes
E depois de ser ralhada, chora!

(... Pilar ...)
Doce governanta a tempo inteiro,
Do cuidar e cantarolar certeiro
E talvez pela sua posição
Namoro-a um dia sim, e três não!

(... Renata ...)
De fraco porte, altiva e risonha,
Com um olhar seleto a vir de cima,
Como se não houvesse melhor rima
Que a minha poesia componha!

(... Leonor ...)
Verte um tal odor no meu canteiro,
Como se tudo fosse nada e ela veludo
Que supera todas as plantas no cheiro,
Querer, saber, beleza e talvez em tudo!

Rego-as amiúde, uma a uma,
Com o amor que pude e tenho,
Porque me dou a todas e a nenhuma
Dou o meu coração frio e estranho!

Inserida por luismateus