Poesias de Animais de Estimação
Nico você não foi um Gato, foi um Leão. Você não tinha olhos, você tinha um par de oceanos, que fotografa vão... Um animal singular... Apareceu na minha vida já crescido, cheio de pelos, infestado de manias. Um felino independente. Eu mal conseguia te pegar no colo. Ver você fechar os olhos foi muito triste. Porque só existiu um Nico. Nenhum outro gato vai me ver perder os dentes de leite, nenhum outro gato comerá tanto quanto você comia, nenhum outro bichano vai me ver passar no vestibular, nenhum outro gato vai fazer xixi no meu violão, nenhum outro gato passaria a noite olhando para o telhado esperando sua esse lentíssima parar de caçar passarinho. Nenhum outro gato será confundido com cachorro, de tão grande que era. Nenhum outro gato largará tanto pelo nas minhas roupas como você fazia. A vida é o trem não a estação, e seus miados continuam vivos em cada paisagem que as janelas dos olhos avistarão, ouviram e proclamarão ao vento.
Mas tudo bem. Dizer adeus a vida, é devolver os dentes e cabelos/pelos que foi nos presenteados ao nascimento. Nico. Estar vivo não é conseguir tomar todos os potes de leite que avistamos. Mas quando beber... Beber com vontade, com gosto. Entender o gosto que os fatos tem é secundário. Entender a vida é supérfluo. Experimentar, sentir o gosto, se entregar é que é essencial. Nico tu foste um bom gato. Bom não, o Melhor Gato que alguém pode ter! Espero que onde você esteja, tenha muitos potes de leite.
Noitadas de Fazenda
Era noite, e o gato, esgalgado, andava na porteira.
O homem trêmulo, despercebido, deixara cair o café
A lua graúda, digna de horizontes; de leves marés
O pampa escorregadio, brilhante, encostava-se à madeira.
O gotejar das folhas no curral deixava-o barrento
E o bezerro recém nascido estremecia-se ao frio.
O vento cortante vagava, ao som de assovios
E o pobre animal do campo, lá; Lamento!
O nevoeiro entrelaçava-se à friagem e madrugava às manhãs
As rochas do riacho, embebedadas, porém sãs!
E os arbustos – de mata molhada – ali presentes, serviam como fronteiras.
Por ali o dia passava, em singelo repouso
O Sol abrangente, mas, ora, piedoso!
E o entardecer alaranjado suavizava as retinas alheias.
MEU GATO
Meu Gato
É Malandro
Vem Pisando
Devagarinho
Num Gueta Ver Carne
Vem Miado
Vem Me Alisando
Vejo Nos Olhos Dele
Me Encanto
Esse Gato É Malandro! ...
o privilegio de virar gato,ja fui diversas vezes em delegacias e comtinua sendo um verdadeiro descaso.
e so aparecer um plocamador nos meios de comunicaçao que ja estamos nos com os seus filhos com suas atitudes difamadoras e eu em estado letargico.
o que sinto : é amor
o que sinto quando corro para o meu cão ou acaricio o meu gato?
o que sinto quando salvo um pardal encurralado?
quando dou pão a quem está esfomeado?
ou abraço o nosso pai já velho pacato?
o que sinto quando rego aquela flor e vislumbro a sua cor?
o que sinto quando cheiro as ondas deste mar?
quando as lágrimas salgadas ferem de dor
os olhos que vêm partir, o que nunca mais vou poder contemplar?
Eu, com o gato aos pés, nem consigo escrever direito - por mais uma vez estar bêbado e com os pulmões doloridos - lembrei dela.
Estou longe de casa e sentindo falta de um simples abraço, de quem quer que seja. Precisando de uma palavra amiga - mais uma vez - acendo mais um cigarro, dos tantos que fumei hoje.
Aquela moça, com os cabelos claros, de cor indecifrável, deve estar transando e roçando o rosto - lindo - na barba do seu amado.
Eu, que ouço Belchior às 5 da manhã, percebo que sou só mais um nesse mundo. E que mesmo tendo pouca idade, penso na finitude. Não, não é coisa de adolescente, nunca tive oportunidade de ser isso. A vida me calejou e esses calos doem.
Em breve a vida vai mudar, e mudar e mudar... Eu estou te esperando, vida, com um lágrima no abismo do olho, uma cerveja numa mão e um cigarro no canto da boca.
Cansei de dizer que estou cansado.
Ainda tenho muitas mulheres na vida. Mas dói em não ter nenhuma.
"Quando o sol for embora, eu acordo
quando o cão para de latir, eu falo
quando o gato parar de miar, eu te abraço
Mais quando eis de voltar
a falar eu me calo!
porém quando tu chorar
minha amargura irá
aperta
Porém quando botaste
o mais belo sorriso no
rosto,o dia irá brilhar,
é as flores vão cantar
e nunca haverá mais belo
dia como este que ainda á de chegar
Flor-de- lis
Beija
Cheiro de mato
Banho de flor
Olhar de gato
Menino
Zoeira
Festa
Me pega de jeito
Quero sorrisos
Tocar
Balançar as cadeiras
Pular
Paquerar teus olhos
Escorregar
Cair na gandeia
Perder o juízo
Dançar !
Vem moleque
Chega em mim
Me leva
Me joga na rede
Me deita
Sacode minha pele
Bagunça
Arrepia cabelos
Faz
Faz com carinho
Mexe
Só pra contrariar
Abre um sorriso
Flerta comigo
Quem sabe...
Dar !
17/03/2017
DIVERGÊNCIA
Na cozinha...
Pulo... Gato
perco o sono
embarco amargo
e pago o pato...
Que saco!
O gato...
Quebrou os pratos
lavados
enxugados...
Espelhado com trapo.
E lá na poça d'água
... É com o sapo...
Que se faz de fraco,
de manhã sedo
em seu buraco...
Fazendo sebo.
Com sua gula... Pula,
pula sem segredo,
em salto alto
pelos escalpos
do velho asfalto.
Antonio Montes
Na Secreta Solidão
Tão puro quanto os olhos
do gato sobre o olhar da lua.
É o desejo que traz o
pensamento, tão suave
quanto uma brisa, brisa de
verão.
Amar eu amo só você.
Como o brilho das estrelas,
que linda princesa.
Na minha secreta solidão
guardo você dentro do coração.
Tua voz canto das sereias.
Tu me faz navegar, minha
sereia, nesse mar de amor.
Onde navego só por você.
Bate forte o coração entre
as estrelas com toda razão.
Noites de sereias ao som
da tua voz.
Mil e uma noite de amor,
só com você, meu amor.
Não sou louco, louco não...
Louco eu sou por você
do fundo do coração.
Nao chegue perto dele(a), ele é "preto"
Nao pegue gato "preto" porque pode da azar.
Mas até onde vai chegar essa discriminação contra a cor "preta"?
Ele é tatuado
Meio humano
Todo gato
Sonho verde
Cheiro de mato
Abraço apertado
Tem direito
Tem amor no peito
Um homem de respeito
Tomara que chova
Tomara que venha
Eu e vc aconteça
VENHA
O fecho o gato...
Com as patas na lenha
As falas na sala
aos olhares entala
o perdão, há tenha?
As rezas espertezas
esperanças embaidas
amanhã sobre a mesa...
As chamas te chama,
e te esgana por nada.
O derredor a fogueira
na soleira navega
a ruga te pega...
te faz beldroega.
na idade avançada.
A criança o grude
a juventude o desgrude,
desgrudando o tempo
as margens insípidas...
as águas do açude
afogando sentimentos.
Antonio Montes
Pela janela do quarto,
Sossego intacto do gato
Me rouba a cena e os fatos
Que no desassossego inventado,
Não há de ser encontrado
A essência inata dos atos.
Sonhos
A paz mundial,
Ou uma coisa banal?
Poderia ser um carro,
Talvez um gato!
Voltar no tempo,
Ou voar com o vento!
Viajar para a lua,
Tirar todos da rua.
Ter uma pedra filosofal,
Quem sabe exterminar o mal?
Sempre ter paciência,
Ou curar uma doença.
Não haver mais lixo,
Todos terem um livro!
Conhecimento abundante,
Ser gigante!
Ter superpoderes,
Descobrir outros seres.
Viajar o mundo,
Ter um sono profundo!
Ser rico,
Não existir riscos.
Rever a família,
Fazer uma trilha.
Ir além, faz bem.
Seja extravagante,
Pense grande!
Siga em frente,
Sonhe sempre!
NO ASFALTO
Morre no asfalto...
Anta, lobo e gato
onça, bode e sapo
galinha, galo e galo.
Morre...
O cachorro e o dono do pato
a mala o cadeado o saco
morre, jegue, cavalo e gado
jacaré cobra e cagado...
Gente boa e os safados.
Morre no asfalto...
Alegria, dia e noite
sedo meio dia e tarde
tino, sino e badalo.
Morre...
A felicidade, verdade e gabo
montante de hoje e ontem
noite horizonte e fado,
a ponte para o futuro...
A flecha atirada ao monte.
Morre no asfalto...
Combustível, fumaça, embalo
lembrança distancia malho...
Todo tipo de aero tipo
toda grife, todo ralo.
Morre no asfalto...
Toda cor e todos embalos
ritmos, som e seus estalos
todo peso e todo fardo,
as sentenças com seus mandos...
E os encargos com seus horários.
Morre no asfalto,
todas as falas
e todos tiks dos gagos...
Silencio e afretamento
sonho de fé e plano,
e os segredos de fulano.
Morre no asfalto...
O homem a mulher o prado,
e o ritmo do velho diabo.
Antonio Montes
Na Imensidão Vazia
A tristeza simplesmente me recobre e os olhos do gato alimenta a minha alma como o brilho das estrelas. E nada, nada poderia estar mais morto do quer cada pedaço de mim a vagar nessa solidão, tremulo. Em uma noite em que o meu corpo parecia estar frio, sempre frio, como um cadáver a descansar seus ossos em sua tumba junto de um silencio sepulcral ao redor.
E minha alma a viver por ainda sonhar com o brilho daquele olhar pela noite morta caída sobre mim com o céu cheio de estrelas. E a lua a mim olhar e não a mim julgar nessa imensidão angustiantemente vazia.
Estou vivo em meio a morte e a essa deusa chamada solidão a me seduzir ao tomar a forma de minha amada Carolina. Se formando na coisa mais linda que meus olhos já viram desde que se abriram nesse mundo doente.
E a tristeza recobre a minha alma como um cobertor frio e molhado e ao mesmo tempo quente e morno me deixando ainda mais angustiado naquela imensidão vazia a onde no solo nada se via a não ser o vazio que ali havia.
Então restava-me abraçar a solidão e foi o que eu fiz naquele vazio claro e silencioso cujo eu sentia-me perdido no espaço a vagar numa constante dimensão a onde a única coisa que me dava força era a luz do sol e a lembrança do brilho dos olhos de minha amada.
E nessa dimensão dela mim afastava e então perante as estrelas durmo pensando nela.
Se voce gosta de cuidar da vida dos outro,eu tenho uma sujestão...
Compre um gato e cuide das sete vidas dele ao inves de cuidar da vida dos outros!
