Poesias de Animais de Estimação

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⁠O Conforto e o Desafio de Amar Diferente

O cachorro conforta; o gato desafia — e assim aprendemos sobre limites e entrega.

Talvez ninguém tenha reparado que amar um gato e amar um cachorro, ao mesmo tempo, seja como sustentar dois corações batendo dentro do nosso. O cachorro é a saudade de um lar que ele nunca teve, e por isso ele nos olha como se fôssemos tudo o que ele esperou encontrar. O gato é o fragmento de um mundo antigo, selvagem e livre, que confia em nós só pelo milagre de escolher ficar.

No peito humano, existe um espaço que precisa do afeto sincero do cão, para lembrar que somos dignos de amor sem termos que pedir. Mas também há um canto secreto que só o toque silencioso de um gato consegue preencher — aquele instante em que percebemos que amar alguém é permitir que ele seja inteiro, sem jamais pertencer a ninguém.

Quase ninguém fala sobre isso: o amor pelos dois é um paradoxo delicado. É aprender a ser abrigo e também fronteira. É ser chamado com alegria e esquecido com indiferença. É descobrir, todos os dias, que nenhum gesto de afeto é garantido, mas mesmo assim vale cada tentativa. Amar um cachorro e um gato ao mesmo tempo é aceitar que há muitas formas de dizer “estou aqui” — algumas feitas de festa, outras de silêncio.

Talvez esse seja o segredo que poucos entendem: eles não vieram apenas nos ensinar a amar melhor. Vieram nos ensinar que cada laço, mesmo o mais discreto, é uma promessa de que não estamos sozinhos no mundo. E que o amor, em qualquer forma, sempre encontra um jeito de nos salvar.

Inserida por Vozqueninguem-ouve

Neste mundo dito civilizado o cachorro se tornou amigo do gato. O gato, que já nem sabe o que é rato, bem alimentado não persegue mais os pássaros.
E o homem. Ah, este animal irracional continua massacrando os de sua própria espécie.
Até quando?⁠

Inserida por eduardo_bomfiglio

⁠Cinema, jogo, moda, rolê
Cachorro, gato, cão, felino
L ou B?
30?
Falar de que ?
Eu não quero retidão
Eu só quero assuntos sérios
Eu não quero retidão
Eu só quero assuntos sérios
Eu não quero retidão.
Não vamos falar de cinema
Vamos falar de quem não vai ao cinema
Não vamos falar de jogo
Vamos falar de quem não sabe nem as regras
Não vamos falar de moda
Vamos falar de tecido
Não vamos falar de rolê
Só vamos.
A arte da discussão
Tentativa utópica mais real do conhecimento
Cada vez mais perto da maior das utopias:
Verdade
Verdade
Verdade.

Inserida por haydee_braga

Quando o gato sai, os ratos fazem a festa ?
Crie gato, cachorro, iguana ou até minhocas. Mas não crie expectativas.
Nunca conseguirás convencer um rato de que um gato traz boa sorte.

Inserida por mestrearievlis

Falou o gato: Que bobo é o cachorro, deixa o coração ser maior que a mente. Prova disso é escolher o homem para amar. Que tolo, mal sabe que um dia será abandonado por quem hoje presta atenção e amor.
Falou o cachorro: Sorte minha ter o coração maior que a mente, assim, minha vida tem sentido, apareço nas fotos por me amarem e não apenas pela cor dos meus olhos. Posso sim um dia ser abandonado, mas terei cumprido minha missão, já você, sempre está belo, não preocupa-se com ninguém, não usa o coração que tem e bem na verdade, vive e morre sem ninguém.

Inserida por Roger_Stankevicz

Nada era verdade quando a verdade era nada;
Matou o gato, o periquito, o cachorro,
Matou a namorada
Nada era verdade ainda;
Matou a galinha, o coelho, matou a vizinha...
A realidade se media pela quantia
E tudo se multiplicava por nada;
Matou o que era verde e o que não era
que era estático e o que se movia
Mas a verdade não aparecia
Matou o concunhado, o vigário a messalina,
E quando era sábado sem a contrição,
Sem chave de coxas na cintura,
Sem a loucura daquela língua e aqueles lábios,
Achava-se sábio...
Mataria o anão, o filósofo, o prefeito;
Mas por mais que matasse, não mataria o prazer
O prazer de matar, talvez matar não fosse solução,
Talvez a solução fosse morrer
Morreria num sábado ensolarado, numa segunda Chuvosa
Ou numa quinta; numa quinta serena...
Missa de sétimo dia e novena...
Um edifício, trigésimo andar...
Um voo onde sua alma alcançasse mais fácil o céu
E somente seu corpo se esfacelasse
No solo duro da realidade
Porque a verdade era nada, nada era verdade...

Inserida por tadeumemoria

PATO COM LARANJA
Gafanhoto era o nome do meu pato,
Gato era o nome do cachorro,
Cachorro era o nome do papagaio
E o meu gato era canalha
Que um dia sumiu pelos telhados
Atrás da sardinha da vizinha
Cantava uma canção que eu não entendia
Fazia estardalhaço com a sardinha
Quebrava as telhas... ninguém dormia...
Até que gato latia
Como quem dissesse:
Esse vagabundo não tem jeito...
Até que um dia
Canalha apareceu todo duro,
Os dentes trincados
Mas essa história deixa tudo meio escuro...
Sardinha teve filhotes canalhinhas igual ao pai...
Gafanhoto voou pro quintal da vizinha
E virou pato com laranja...
Foi um almoço e tanto,
Mas depois deu até policia...
Gafanhoto ainda voa nas minhas lembranças
E se banha numa lagoa
Que nem existia,
E ali ele conheceu outros patos
Gansos e cisnes tudo fruto da minha fantasia...

Inserida por tadeumemoria

JOSEFA
Josefa matou o cachorro porque latia muito
Matou o gato porque miava
A galinha porque cacarejava,
Matou o avô de quem não gostava muito
A avó porque reclamou do suco
O tio porque era um vadio
A tia porque criava cutias

Josefa matou o vizinho porque não dava bom dia
Matou seu Mané no boteco
Porque botava boneco quando bebia
Josefa matou o carteiro porque não dava notícias
Josefa matou a enteada
Porque falava no ex-marido
O finado morreu de um pirão que comeu
Seu segundo marido comeu baião e nunca mais acordou
Seu último companheiro morreu de martelada
Desconfiado não queria comer nada...
Hoje Josefa paraplégica na cadeira de roda sob a sombra do oitizeiro
Rever todos os que partiram
Sabe que morreu faz tempo
Mas o tempo não quer saber de Josefa...

Inserida por tadeumemoria


"Gato é gato.
Cachorro é cachorro.
Veado é veado.
Gente é gente.
-Se bem que tem gente que não é gente!"
Haredita Angel
04.02.14

Inserida por HareditaAngel

Conversando com meu gato maltês, perguntei a ele o que
achava do facebook? Ele fez uma cara de desprezo e disse:
"Esse tal de facebook é um negócio dos grandes para explorar o Ego dos trouxas. Todo mundo quer ser curtido em suas postagens, mas poucas pessoas querem ou estão dispostas a curtir o que os outros postam lá". Como diz aquela cantilena antiga "meu gato maltês toca piano e fala francês", o meu não toca piano nem fala francês, mas entende muito de informática e domina bem as redes sociais. Disse-me que está a fim de encerrar a conta dele nas redes sociais e que deveria abrir um blog para tratar de assuntos felinos. Deixou claro para mim que no face a regra é "se você me curtir eu te curto". É tudo na base do toma lá dá cá. Quando perguntei-lhe se ele não acreditava nos amigos, ele apenas respondeu miauuuuuuuuuuuuuu!

MÓ, O NOSSO GATO.

Foi quase uma lenda. Oito quilos e tanto do mais puro charme e dengo que jamais habitaram outro gato querido.
Com certeza ter esperado para escrever sobre ele fez com que minhas maiores emoções perdessem muita força. Foi necessário. Seria impossível lembrar a Mó e não chorar, por dentro e por fora a sua falta e sua lembrança.
Ninguém pode duvidar que o Mó foi mais que um gato. Foi um ícone, um símbolo de amor, carinho, afeto, vida em comum de pessoas e animais que só vivem coisas boas, todo o tempo.
Todos que o conheceram renderam-se aos seus encantos, charme e carisma.
Provavelmente não foi muito diferente de outros gatos queridos de outros donos saudosos. Eu mesmo li muitos lamentos escritos por gente que sabe escrever e escreveu da saudade do seu gato.
Mais importante do que as diferenças que poderiam existir entre o meu gato e dos outros, é saber que existe um laço fortíssimo entre um gato e o dono que transcende o amor pelos animais. Talvez seja isso.
Na verdade sinto agora que estou escrevendo exatamente como gostaria de lembrar hoje e sempre do Mó. Com uma saudade gostosa de quem aprendeu muito com ele, gostando dele, tendo tido dele o melhor que se pode ter de um gato e agora ao escrever do Mó, para o Mó, saber que nem todas as palavras do mundo vão expressar o meu amor pelo Mó.

"Amar um gato é amar o mistério.
Como um mágico que não conta a ninguém
sobre os seus truques,
um gato jamais revela os seus segredos..."

A alegria se encontra numa flor,
nas brincadeiras de um gato,
no canto de um pássaro,
numa brisa suave que o vento assopra em nossa face,
num delicioso sorvete,
nas estrofes de uma linda canção,
nos olhos que sorriem para nós,
nas gargalhadas de um ancião,
nas páginas de um livro bem humorado.

A alegria se encontra em mim,
em você,
nas copas frondosas de uma árvore,
nas gotas suaves da chuva,
na festa sonora das águas quando deságuam montanha abaixo.

A alegria se encontra em nossas risadas,
nos momentos que passamos juntos,
em nossa sintonia.

A alegria se encontra nas pétalas de uma rosa branca exalando perfume.

A alegria se encontra em nossas esperanças unidas.

Sou como um gato e você um rato
Sou um caçador e você é minha caça
Hoje eu te caço e amanhã não haverá caçada

Um olho no prato, outro no gato
*****
Um olho no burro, outro no cigano.
*****
Um mal nunca vem só.
*****
Um homem atrapalhado, é pior do que uma mulher bêbeda.
*****
Um galo não canta no ovo.

Confio muito mais em meu gato, que quando com fome me bajula e nos outros momentos age como se eu não existisse. Do que em muitas pessoas a minha volta.
O gato pelo menos esta sendo honesto!!

Qualquer gato

No seixo rolado do pátio escorrega um gato preto, de olhos cor de caramelo.
Enquanto fita entusiasmado meus movimentos, se esquiva do vento
- que se contorce por todos os lados.

Desarmado, fito (eu) o gato preto, pardo, branco, malhado...
Amedrontado, não o perco de vista um segundo sequer
acompanho-lhe todos os movimentos projecionados.

Gato é bicho misterioso!
Cheio de segredos, anda lentamente...
Altivo, exploratório e destemido.

No fundo, temo que ele não me entenda, e não compreendendo-me o motivo de meu temor
apreenda meu medo e passe a agir como agiram os gatos anteriores
- fazendo-me temer a todos generalizadamente.

Lembro-me de sua personalidade 'sempre' doce, e também de seu agir genioso.
Engenhoso, guarda (ele) a dimensão do assombro
percorrendo o mundo no limite da percepção humana.

Escala nas noites escuras:
- Os telhados úmidos, os muros duros, os entremundos...
Enquanto guarda-me o sono.

De aguçados sentidos, percebe antes de todos os possíveis riscos.
Antecipa-se quase sempre, assustadoramente, como se antevisse uma visagem - ainda invisível
e com o pelo do corpo ouriçado, e as enormes unhas arregaladas feito facas, põe-se pronto a reagir.

Vive no mundo sensível, guardando o tempo e as possibilidades
com habilidade segue tateando o mundo
semeando amor e medo.

Só não me atrevo a deixá-lo cruzar-me o caminho!
Temo que ao cruzar-me o caminho roube-me a sorte, e traga-me sete anos de azar.
Corro feito corre a chuva caída nos rios - o mais depressa que posso.

O gato que parou na da lua...

Sentado no telhado olha a lua e mia baixinho.
Olhos brilhantes escuros como quem vai pular.
Quantas vezes pula, quantas vezes cai no espaço da lua...
Assim acredita, por ser louco de amor pela lua.

Parado fica contemplando sua luz e pergunta-se:
-“Como posso chegar até minha bela Cíntia”?
Solitário e sem resposta se contenta por adorá-la de longe...
Astuto e ágil planeja cortejá-la, pois sim, quer mesmo beijá-la.

Gato tolo! Apaixonado e vidrado na sua musa que sem dó o desdenha.
Iludido pelo seu brilho mia - “Sem você sou cego, sem graça e sem planeta”!
Porém cego, sempre, e perdido de amor! Ele mia e implora seu amor.

Sua lua se esconde entre nevoeiros e ele mia de solidão" lunar".
Ela volta como leve fumaça e mais linda, ainda, cintila à noite cheia.
O gato patusco vibra e mia longe a espantá-la com seu uivo gatuno.
Irritada ela refulge-se por trás das altas árvores com timidez faiscante.
Cansado e desanimado encolhe-se e vai dormir.

Esperando que sua amada volte na madrugada seguinte...

" Nunca conseguirás convencer um rato de que um gato trás boa sorte".

"Chame do que quiser o PLANEJADOR,mas existe o PLANEJADOR".

"O homem é um fio da teia da vida e tudo que ele faz a teia, faz a si mesmo".

SOB O OLHAR DO GATO PRETO

A tarde se despeja, fastiosa sob um céu turvo...
Sinto a presença do gato preto. Não o vi ainda, mas
trás presságios de má sorte. Sei. Me encurvo...
... Ante os olhos da morte. fria , risonha e aldaz!

E quando a lua imensa toma o céu de loucuras
Ele passeia pelo assoalho de mármore branco
É o antever de todo o despejar do mar de agruras
Fecho os olhos. Luar de sangue, dor e pranto.

E o que me trás, gato preto? À que então, veio?
Vieste de ceifar as almas do mar do norte. Sim!
Vais embora logo. Não o quero ver. Bicho feio!

Mas até quando fugirei da presença do maldito!?
Abro meus olhos. Ei-lo: Quieto, negro e tenebroso.
Apaga-se então, a última estrela do infinito.