Poesias de amor
Recebo carinhos e gentilezas bi partidas e ao poucos ao longo dos dias, pois nunca acreditei que a felicidade e a generosidade encontravam se em uma única pessoa e muito menos em um único lugar.
Não se engane para ter uma felicidade plena hoje em dia, precisa se de uma grande porção de loucura, uma pitada de idiotice e uma colher cheia de egoísmo.
O reencontro com velhos amores é fatídico e decepcionante. Pois ninguém tem o direito de apagar com a velhice, antigas, boas, lindas e excitantes recordações.
A mamãe desce bem cedo, nos ensinou a ser humildes, gratos, amáveis e generosos, por que no curso habitual, não normal da existência nesta dimensão humana, seria na grande maioria das vezes amargo, acido e salgado. Mamãe desde cedo nos explicou que por mais que a chama da vela, por maior que seja, ilumina toda e qualquer escuridão, ela a chama nunca terá sombra.
Quanto mais generoso, sábio, bom e iluminado um espirito é nesta dimensão, mais mesquinhez, ignorância, mau e sombrio ele atrai para si em sua existência. Como se o inverso fosse a auto-afirmação persistente de tudo que não vive.
Diante as tristezas inevitáveis da vida, uma palavra de abrigo e um breve sorriso, nos conforta a alma em saber que não estamos sozinhos.
Luto por lutas sem vitorias, sonho por sonhos que não se realizam e permaneço acreditando por fé em um único Criador que "creou" uma humanidade em semelhança para ser mais digna, amável, responsável e consciente perante o mundo, a vida e com ela mesma.
Deus está presente no inicio, durante e no fim deste pensamento como é na vida. Não concebo racionalmente verdadeiro amor, esperança e felicidade plena nesta curta dimensão, sem fé e sem Deus.
Só descobrimos nossa eternidade quando conseguimos deixar de ser unidade e passamos a fazer parte indivisível do todo, assim é como as ondas na praia que mesmo pujante no próximo momento e movimento retornam a ser parte imperceptível do grande oceano.
As boas historias, de afeto e de carinho independente da religião e da cultura de quem nos conta, se repetem. Isto justifica se por amor e humanidade.
O principio do perdão inicia em si mesmo. Ninguém perdoa o outro, perdoa se a si próprio e todo o mal e as conseqüências que deixamos macular com dor e sofrimento nossa breve existência.
A vida é um eterno renascer, a cada arvore que tomba mais uma florzinha desabrocha. Não necessariamente com a mesma idade e intensidade mas que medida assertiva tem a vida para profetizar a importância do que acontece.
Em qualquer ocasião e sob qualquer pretexto, sempre serei um de vocês mas de forma alguma e pela inexistência natural, qualquer um de vocês não conseguirá ser um de nós.
Demagogos revanchistas rancorosos hoje relembram das 687.962 vitimas da Covid-19 no Brasil durante o governo Bolsonaro. Vitimas por fatalidade de uma pandemia nova internacional, onde tudo era experimental. Além do mais muitas mortes ocorreram no planeta inteiro e em alguns lugares infelizmente proporcionalmente bem mais do que aqui. Eleitores do ódio, disfarçados em amor, iniciam a perversa e injusta retaliação.
A maior gloria dos vencedores é sempre respeitar e não retaliar o oponente perdedor. Distante disto não há vencedor e todos os lados, muito perdem.
Diante de toda insensatez que nos provocam, as dores do coração e da paixão, uma verdade simples eu vos digo, quem nunca chorou por amor, que atire a primeira flor.
O único preconceito racial que tenho, é sanguíneo. Fujo de toda vida que não tenha o sangue vermelho.
Cada vez mais, não somos movidos só pelas nossas idéias, somos movidos sim pelos nossos sonhos, nossas paixões e sentimentos de amor e generosidade para com a vida e para com tudo que faz parte, dela nas diferentes dimensões.
Quem é da luz, mesmo sozinho, por onde passa, vai diminuindo a escuridão. Por que o ser iluminado nunca vaga sozinho, com ele estão sempre todas as cores, todos os amores e todas as flores dos jardins da vida.
No contemporâneo prefiro no amanhecer ouvir o cantarolar dos passarinhos, sozinho...do que acordar com os uivos, os sussurros, e urros dos revoltados infelizes, ignorantes e insensíveis que não conseguem por vida, distinguirem por racionalidade, os movimentos de luzes aos da escuridão.
