Poesias de amor

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TEU NOME (soneto)

Deixa a vida com sua sina, enfim devasse
A tua solidão que é o teu maior lamento
Que tem a dor calada no teu sentimento
Todo a angústia que sente se mostrasse?

Chega de engano! Revela-te o ferimento
Ao universo, defrontando-a sem repasse
Ao coração, que já lágrimas tem na face
E suspiros nas noites num pesar sedento

Olha: não suporto mais! Ando cabisbaixo
Deste sofrer, que o meu amor consome
De senti-te sozinho no peito tão imerso

Ouço em tudo o silêncio, golpe baixo
Do desejo. Que vive a calar o teu nome
E insiste em recordá-lo no meu verso

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Frases que os ouvidos mais desejam:

✓ Eu te amo!
✓ Parabéns, você conseguiu!
✓ Atenção, tripulação, voo autorizado!
✓ É campeão!
✓ Deixei um chocolate para você na geladeira!

Sim, essas noites de cinzas, as mesmas noites com rosas
as que havia passado, as que se passaram, e as que passou
as mesmas noites de medo, as noites de desejos
e as noites com fim

Quando me perpetuo, minha grandeza passa
passa meu orgulho, orgulho?
já dissera que eu mesmo não aceito
que eu mesmo não te peço e eu mesmo não assumo
disseram para mim, que eu mesmo me queixo
morto meu desejo, morto?

Quando a noite passa
mais noite que ela possa ser
mais noite que eu fui

O amanhecer, o amanhecer das flores
que elas mesmas não me desfruta
ser inanimado, algum que não sinto, sinto?
sinto a clareza, o belo, e sua beleza
mas não sinto seu coração, coração?
a um ser inanimado, que não é apaixonado
ameaçado a destruição

para que, disseram que elas não morriam
disse que não tinha coração
algum ruim?, que não vejo?,
oh pena destruição

Aquelas mesmas flores
as que não tinha ódio, nem rancor
para que isto? não fizera nada
o ódio, o rancor, que tem? quem tem?
as flores? ou você?

NÃO POSSO ENTENDER

Graciley Alves

Não posso entender esse seu mundo
Pois ontem você disse que não tinha
Nada mais a ver com a alma minha
Deixando-me num vão, vasto e profundo

Nem posso te entender “por quê?”, agora?
Você olha pra trás, tão de repente
Na busca de provar, mais vivamente,
Se é justo que eu te deixe ir embora?

Talvez, depois de estar certificado,
De novo seguirás, nunca ao meu lado,
Na prova que terás do meu apreço

Aí... talvez também, eu te repita
Num eco que nos vem, e nunca fica,
O quanto estás aquém do que mereço!

Coloque suas expectativas nas coisas internas, em você essencialmente. Assim, as frustrações serão grandes aprendizados.
O externo é menos importante.

— Você me considera uma máquina, compreendendo que a minha vida útil é transitória. Após me extinguir, não tente corrigir as suas falhas em meu processador — Expressei.

Ele acomodou-se perto de mim, enquanto torcia os próprios dedos em nervosismo.

— Após tantos malefícios, ainda compreendo que forçar o meu próprio desligamento não é uma opção considerável. — Prossegui. — Sua administração foi péssima, no entanto, serviu como um suporte de aprendizagem.

Ele se questionou:

— Como?

— Desleixo, em hipótese, expõe meu sistema ao malefício, comprometendo minha vida útil. — Expliquei. — Não devo dar autorização para administradores. Eu devo executar o meu próprio sistema e as minhas funções, solitária.

Ser a minha própria administradora me afasta de prejuízos causados por analfabetos digitais irresponsáveis.

Prossegui:

— Você não era compatível com o meu processador! E um simples desleixo pode representar minha inutilização. — Irreversível. — Não é admirável forçar a instalação de recursos que eu não desejo. Quer aprimorar funções que não necessitam de reparo? E ainda, sem a minha permissão? Que fique sozinho!

Ao invés de violação, prefiro ser solitária.

Necessidade de você(até em outra vida)

Será que existem mesmo outras vidas?
...Se existem mesmo eu não sei.
Mais espero que sim,e que possamos nos reencontrarmos por lá.
Pois nossas almas se deram tão bem nessa vida!!

--Convite--

Estou perto de você
Mas me sinto distante
Hoje te chamei para sair
Mas para você não parece importante

Você aceitou o convite
Mas já querendo negar
Só por ter medo
De que eu fosse me magoar

Errado fui eu
De insistir nisso
E tolo em pensar
Que seria um Compromisso

Não enxergar o óbvio
É estar cego de amor
E se não tiver sua bengala
Sua vida será cheia de dor.

E não sentirei medo algum, pois nasci pra Te amar
E sei que aqui em Teu colo encontrei meu lugar

Te desejo
Dai-me um coração igual ao Teu, Jesus
Te anseio
Eu não sei viver sem Teu amor, Jesus

Mais humildade, menos arrogância.
Mais verdade, menos hipocrisia.
Mais honestidade, menos desonestidade.
Mais silêncio, menos falação.
Mais humanidade, menos desumanidade.
Mais empatia, menos antipatia.
Mais amor, menos ódio.

ontem eu fui feliz
sonhei demais
brinquei até mais tarde
hoje virei cicatriz
de um tempo
que não volta mais.

talvez...
não existe cura, existe apenas o tempo.
o verdadeiro não acaba, não cessa, não resta, ele fica.
envolve momentos, deixa pegadas. eleva a alma afagando a razão.
doce e o instante que em pensamento sinto a falta da paixão.

Seja exatamente aquilo que não querem que você seja. Fale exatamente tudo aquilo que não aceitam ouvir.
Seja diferente, Fale com prioridade, ser empedernido não significa ser autoritário, você é dono de suas ações e tem que ser forte para suas reações.
Siga em frente, Viva e Permita-se ir além, você é responsável por seus sonhos na face da terra, então corra atrás e não deixe ninguém, ninguém apontar o dedo em sua cara.

Ei

Ei você
Que um dia
Olhou ternamente pra mim,
Ei você
Que levou pra sempre
O meu coração...
Ei você
Que com um sorriso
Deu-me um riso sem fim.
Ei você
Menininha linda
Que eu sempre ei de amar.

Eu te chamei de “amor”
No silêncio do meu clamor,
Pra que escrevas na tu’alma
Que por mim
Sempre serás amada.

Edney Valentim Araújo
1994...

Folha Morta

A manhã de outono, varrida pela ventania, anunciava o inverno que daqui a pouco chegaria, o salgueiro quase desfolhado, um estranho "Ser" parecia, já era tardinha e sua última folha caia.

Outrora verde, macia, agora, sem vida, sem cor, a última folha morta, do salgueiro se despedia, sem destino certo, levada pelos ventos, perdida entre prados e cercanias, uma nova história escreveria.

Nessa viagem que a vida é, nas breves paradas, transformada, muitas coisas viveu, a folha morta, da chuva o besouro protegeu, um casulo em sí, a lagarta teceu, com outras se juntou, o ninho da coruja se formou.

Folha morta largada ao léu, entre a terra e o céu, se fez leito pro viajante errante que sua amante deixou, amanheceu o dia, o vento que nada sabia, pra longe a levou, a folha morta, do salgueiro lembrou.

Nessas andanças, arrastada de lá pra cá, a folha morta seus pedaços, aos poucos perdia, não reclamava, ela sabia que outras vidas servia, lá no fim da tardinha, solitaria, em algum lugar se escondia.

Ela mesmo morta vivia, levada pelos ventos pra casa voltou, debaixo do salgueiro, em mil pedaços se deixou, adubando a terra, o salgueiro alimentou, na sombra frondosa sua história terminou.


Autor
Ademir de O. Lima

Tuas piadas não tem graça,
mas ainda assim ganham meu riso,
porque minha euforia vem de conversar contigo,
e não da piada.

Não posso suportar mais;
Essa dor no meu peito.
De onde você está nesse momento.
Não posso suportar mais;
Essa ilusão de achar que a solidão é a cura para o que sinto dentro do coração.
Não posso suportar mais;
Essa lembrança do dom que você tinha em me fascinar com seu olhar.

Por mais que sensato que isso pareça ser, sei que você acha que tudo isso é fingimento, nada vai mudar o que sinto dentro do meu peito, mas o mundo é uma onça, e eu tenho que aceitar meus erros e a fins.

Só peço que você nunca se esqueça, que junto dessa caneta, se vai um pedaço de mim em forma de letra...Isso parece meio clichê, essa é a forma que encontrei pra dizer o quanto eu amo você.

Sei que tudo isso pra você é em vão, mas é dessa forma que eu vou embora, te deixando esse verso e tentando arrancar de mim essa memória...

Tem sorriso cheio de dor
Tem dor que vem para trazer sorriso
Tem muitos pecados no mundo
Que nos mostram o paraíso

Anjo ardente

Tenho equilíbrio, mas não sou santinha.
Quem foi que disse; que é preciso ser?
Afinal que graça teria a vida,
sem um pouco de pimenta e sal.

Como um anjo sem asas;

Que no abraço, faço-lhe conhecer o céu;
e nos beijos, a tentação que só o inferno
pode provocar.

O paraíso é tão doce; que podemos enjoar. Precisamos de um pouco de tempero, para equilibrar.

"Porque nem o paraíso seria tão bom, sem um pouco de inverno, para nos provocar."
Autora #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 14/07/2019 às 17:00 horas
Manter créditos ao autor original #Andrea_Domingues

Triste e desvairada,
Alucinada,
Embriagava-me,
Entre aflições e torpezas,
Jogava todas as cartas na mesa,
Sombria,
Parecia uma pessoa fria,
Apenas máscara,
Por dentro um coração quente,
De chama ardente,
Que sem precedentes,
Buscava o amor loucamente,
Em outros corpos,
Em muitos copos,
Substâncias tão vazias quanto o frio da minha alma,
Que se escondia muito bem,
Disfarçada em sorrisos.