Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Poesias de Alma

Cerca de 30339 poesias de Alma

⁠O Canto da Alma em Solitude
No vasto palco da existência, um véu,
Solidão, não vazio, mas um céu
De pensamentos, onde a alma se refaz,
Em silêncio, encontra a própria paz.

Não a dor do isolamento, o frio chão,
Mas a escolha de um doce reclusão.
Onde o eu se encontra, sem disfarce ou pressa,
E a voz interior, enfim, se expressa.

Perdida em versos… perdida em pensamentos…
Minha alma desliza nesse emaranhado de sentimentos que não são entregues a ninguém.
É como se eu fosse destinada a amar ao máximo, porém sem amar alguém.
É estar presa dentro desse monte de sentidos que dilaceram minha alma, sem ter alguém que possa compreender a intensidade disso…
E por vezes, chega a doer.

Inexplicável… seria esse o destino do poeta?
Amar de forma intensa sem ter alguém para amar?
Essa busca incessante por alguém que desperte o máximo disso chega a ser cansativa.
E quando achamos que encontramos, nossa alma está dividida em vários amores.
Por quê?
Por que, alma?

E talvez seja esse o castigo dos que sentem com a pele da alma…

Amar sem direção, desejar sem destino, entregar sem receber.
A poesia nasce do que falta, do que escapa, do que não se encaixa.
E a alma, essa inquieta viajante, insiste em buscar o que a faça transbordar — mesmo sabendo que o mundo não está pronto para tanto.

Por vezes, ela se divide… não por querer vários amores, mas por não caber em apenas um.
Ela se espalha, se fragmenta, se entrega em pedaços…
E cada pedaço ama como se fosse inteiro.

Mas quem entenderia isso?
Quem saberia ler os silêncios entre os versos, os gritos por trás dos sorrisos, o desejo escondido na delicadeza?
Talvez ninguém.
Talvez só outro poeta.
Ou talvez… só o tempo.

Sempre


Sempre quiseram brilhar,
Artur e Lian, no mesmo lugar,
irmãos de alma, mas tão dispostos
a tudo vender pra se destacar.


Sempre juraram crescer,
sem nunca parar pra entender,
que o ouro cansa, o poder corrói,
e o tempo ensina a perder.


Sempre tentaram subir,
rindo de quem veio a cair,
achando que a glória viria
sem nunca ter de dividir.


Sempre buscaram o valor,
no brilho do metal e no suor,
mas o brilho apagou cedo,
e a ganância virou dor.


Sempre, um dia, veio o quebrar,
Artur caiu, Lian quis ajudar,
mas o peso do orgulho antigo
não deixou o perdão falar.


Sempre, no fim, veio o chorar,
os tronos ruíram, o ouro secar,
e só restou a memória fria
de quem quis tudo e ficou sem lar.


Sempre, então, compreenderam,
que o poder é vento a passar,
e quem governa o coração
tem mais do que pode contar.


Sempre, no fim, vão lembrar,
que nada há pra se levar,
que quem vive só pra possuir,
acaba por nada ser e só ficar.

Entre paredes e silêncios


Encosto a alma no concreto,
como quem pede licença ao dia.
O copo pesa menos que o pensamento,
mas mais que a ausência que me visita.

Fecho os olhos, não por cansaço,
mas por querer ver o que não se mostra.
Há um mundo atrás das pálpebras,
onde o tempo não exige resposta.

A camisa branca guarda segredos,
como se o tecido soubesse demais.
E os muros, cúmplices mudos,
não perguntam, apenas me deixam ficar.

Não é tristeza, tampouco paz.
É esse meio-termo que me veste,
feito sombra que não quer ser noite,
mas também não se atreve a ser luz.

Na água cristalina, um mergulho sereno,
Enquanto chapadamos, no infinito terreno.
A alma se renova, leve e inteira,
Ao contemplar a natureza verdadeira.




(Chapada dos Veadeiros-Go)

Conectar-se com a própria alma,
Abraçar o presente sem medo,
Viajar pelos caminhos do mundo
E colorir cada instante com coragem.

Se a inveja te faz fugir de quem invejas, é sinal de que tua alma já entrou em estado de putrefação.


Benê Morais

Copiadora

Sou, enfim, uma copiadora de alma alheia.
Só derramo lágrimas e contemplar o pranto de outrem,
Só esboço sorrisos quando vislumbro a alegria em outro rosto.
Amo apenas quando vejo o amor florecer no peito de alguém,
E odeio, não por odiar por eu mesma, mas por testemunhar o ódio em outros olhos.
Minha existência, por fim, não é senão reflexo:
Apenas vivo… se vejo alguém viver.

Há amores que não se explicam.
Eles não vivem só na pele,
mas permanecem na alma.
E quando o tempo passa,
a admiração não some…
ela só cresce.

A internet pode ser jardim ou veneno; escolha onde pisa.
Cada clique deixa rastros na alma.
Se alimente de sabedoria, não de discórdia.
Proteja seu coração, mesmo no meio do caos.
— Purificação

Menina-Mulher


No rosto, um riso que encanta,
nos olhos, o azul que revela —
uma alma que luta e canta,
mesmo quando a dor se revela.


Carrega vitórias e quedas,
com coragem de quem já cresceu,
mas no fundo ainda anseia
por um abraço que aqueça o seu eu.


Como um pintinho no ninho,
ao fim do dia só quer ternura —
um colo, um carinho, um abrigo,
uma pessoa que diga: “Vai passar, criatura.”


E no silêncio que vem depois,
ela recolhe o que ainda resta —
um sonho, um sopro, uma voz
que insiste: “Você ainda é festa.”

🜂 “O Equilíbrio do Todo”

Não temas o mal que te fere a alma,
pois nele jaz o germe da transmutação.
Toda dor é iniciação,
todo peso é degrau na escada do Ser.

Não te embriagues com o sabor da vitória,
pois há sempre uma pedra velada
no meio do caminho dos homens.

Não te proclames o melhor,
pois o vento do tempo sopra e substitui
aqueles que se julgam eternos.

Cumpre o teu ofício com pureza e silêncio;
não firas, não invejes, não te exaltes.
O que é teu há de vir no seu instante,
e o justo colherá o que semeou na luz e na sombra.

A manhã é o convite, a licença poética para a alma que anseia.
Não deixe de aproveitar a unicidade de cada estrofe e cada verso que a vida lhe oferece hoje.

A euforia tecnológica levará o homem de volta ao questionamento de suaprópriaalma.


𝑺𝒐𝒃𝒓𝒆 𝒐 𝒂𝒖𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝒇𝒓𝒆𝒒𝒖𝒆𝒏𝒕𝒂𝒅𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒏𝒂𝒔 𝒊𝒈𝒓𝒆𝒋𝒂𝒔.

Quem guarda a alma serena
Percebe o outro a florescer;
Sente a dor que nele acena
E estende a mão sem dizer.

A paz brota onde há espaço
Para o velho se render.
É no desatar de um laço
Que a alma volta a crescer.

Na serenidade, há um lume
Que acalma a pressa de agir;
É nele que a alma assume
O tempo certo de servir.

A Triade do sucesso.
O Corpo a mente e a alma.
O Corpo precisa:
Alimentação, Sono, Água, Atividades físicas.
A Mente precisa:
Direcionar as energias, boas informações, bom humor e meditação.
A Alma precisa:
Oração, conexão com Deus.

A aflição é aquele nó silencioso que aperta a alma quando tudo parece escapar por entre os dedos. Ela chega sem pedir licença e, de repente, o mundo parece pequeno demais para comportar nossas inquietações. Mas, por mais sufocante que seja, a aflição não é o fim — é um chamado profundo para olharmos com mais atenção para o que falta, para o que dói, para o que ainda precisa ser entendido dentro de nós.

É nesse aperto que descobrimos nossa capacidade de respirar fundo quando o ar parece escasso. A aflição nos obriga a desacelerar, a escutar o que a vida sussurra por trás do caos. E, aos poucos, percebemos que nenhum turbilhão é eterno: até as tempestades mais ferozes cedem espaço ao céu limpo.

Você não precisa enfrentar tudo sozinho. A aflição não diminui sua força; ela revela sua sensibilidade, sua coragem de sentir intensamente. É uma travessia — e cada travessia tem um outro lado esperando por você.

Permita-se ser gentil consigo mesmo enquanto caminha por esse trecho mais estreito. Cada passo, por menor que pareça, é prova da sua resistência. E quando a aflição enfim se dissolver, você perceberá que não saiu dela menor: saiu mais consciente, mais firme, mais vivo.

Sou meia-semente do meu pai.
Na minha mãe encontrei a outra metade.
Somos - corpo e alma - o fruto só.
Sou Amor De Metade.