Poesia Felicidade Drummond
Aos meus dias de pranto,
às vertigens ocas
espaços inexplorados
e às virgens destrambelhadas
o meu aplauso.
Às flores de lótus
quimeras incendiadas
de paz e opala
minha rendição.
À poesia, mãe amada
companheira de glória e infortúnio,
única e dedicada amiga
todas as pérolas,
poemas, almas decepadas
ouro, platina,
filhos que amei
sem parir e chorei.
Agonia que jamais ousei
de meu ventre
amor aos pedaços
pela enseada de azul e nada.
À poesia e somente a ela
todas as alegrias,
todas as tragédias!
Nascem-me das mãos
madrugadas de afronta,
enquanto do meu ventre
gritam araras
em agonia
No lagar da morte
aprecia-se o vinho
enquanto gemem os dias
absurdamente iguais
mordendo pétalas,
as mais belas.
Nasce-me dos olhos
a fome com rosto de meninos
mas é em becos sorridentes
onde meu fado habita
que a morte se esgueira
expande, agiganta-se
num leito de beijos.
Nascem-me das mãos
madrugadas de afronta,
mas é na face uterina da noite
que se incendeiam os dias
e nessa luz imensa
acalma-se a agonia
deste meu ventre de pranto
Quando te deitares comigo
não pises as camélias
que trago no olhar
e me afagam a púbis
neste vale encantado
de luxúria
entre lençóis,
nem beijes a nudez
do meu silêncio.
É tarde meu amor,
tão tarde.
Peço-te
que teu cálice transborde,
enlouquecidamente
a saudade
que me morde as entranhas,
enquanto eu…
…eu apenas trago corais nos sentidos
e asas nos pés.
© Célia Moura, in “No Hálito de Afródite”
Juqueris poéticos acenam
para nós na estrada
ensolarada da vida,
Te entrego a minha
mão e todo o coração.
Saudades da época
que eu ríamos de tudo
e de ver dormideiras
por todo o lugar,
A gente precisa resgatar
a mesma delicadeza,
o contentamento
e a leveza da infância
ao brincar com as dormideiras
e ao lidar uns com
os outros mesmo sendo
tão diferentes no pensamento.
Cercados pelo cortejo
da florada dos Maricás,
Não ocultamos o desejo
e assim nos presenteamos
com um apaixonado beijo.
Nas auras gélidas de dias turbulentos,
Lágrimas quentes vertem, aflitivas,
Numa coreografia que se desvela,
Em meio ao compasso das horas furtivas.
Reflexos prateados no olhar oculto,
Segredos profundos, mares de dor,
Cintilam, tremulam, sob o céu sereno,
Enquanto o mundo segue seu labor.
Percorro o terreno dos sonhos perdidos,
No âmago frio das noites sombrias,
Exegese intricada da alma em lamentos,
Em ânsias infindas, melancolias.
As lágrimas dançam, suntuosas quimeras,
Traços etéreos de uma dor abstrata,
Resgatam histórias, murmúrios dispersos,
Vestígios tênues de dor que se retrata.
E sob o véu noturno, brilham constelações,
Cosmos de sofrimento, vasto e sublime,
No palco efêmero de um tempo desolado,
As lágrimas, testemunhas do sublime crime.
No búzio do tempo, segredos esculpidos,
São revelados no choro solene,
A harmonia das lágrimas, versos inscritos,
Numa sinfonia de dor e melancolia plena.
Assim se encerra o ciclo das estações,
No poético silêncio das lágrimas quentes,
E o vento sussurra as dores vividas,
Em dias frios e turbulentos.
POR AMOR!
É triste constatar
Que atitudes mesquinhas e frias
Conseguem aos poucos,
Apagar a luz de bons sentimentos,
Reduzindo- os em lembranças vazias,
Deixando no coração,
Uma triste sensação,
Somos poetas,
Amantes e loucos,
Tentamos o possível e o impossível,
Pra dar cor e tom a poesia,
Enfeitar a vida com encanto e alegria,
Mas nem todos conseguem enxergar,
Ou interpretar a alma do poeta,
Que se esconde entre as linhas da poesia,
Sofre, chora, calado,
Em segredo,
Cada desejo contido,
Por vezes nela exprime,
Cada dor e gemido
E nem assim,
Dela se exime...
Somos loucos,
Amantes, e por amor, no amor insistimos até que a última gota dessa fonte resista,
Pra que do amor a gente não desista.
Poetas, loucos
Somos, muitos
Pra muitos, pouco.
Por favor,
Do Amor,
Não desistam!
AMÉM!
Os poemas de amor
estão guardados
dentro de uma
caixa rústica feita
de Pau-de-Gaiola
e envolvidos
num pedaço
de renda de bilro
feitos por uma
senhora de Laguna,
Espero na próxima
Lua notícias suas.
No final de semana
por aqui teve a Festa
tradicional de Nossa Senhora
do Perpétuo Socorro,
Sei que você estava por ali
e ez aquele o frio danado
neste Médio Vale do Itajaí.
A festa foi embalada
por Ângelo e Chamatyva,
A meninada estava
bastante animada,
Disseram que o Pastel
e o Churrasco encheram
o paladar de alegria.
Neste frio daqui de Rodeio
fiquei mesmo é recolhida
em casa escrevendo poesia,
Tenho inspiração de sobra
para não me sentir sozinha,
Confesso que não tenho
pressa de te encontrar
porque você virá no seu tempo.
O Fumeiro florescido
na mata parece todo
estrelado brindando
o paraíso verdejante
na nossa bonita terra,
Para você te oferto
o meu carinho, o poema
e tudo aquilo que serena.
Ondula carinhosa
a Bracatinga-de-Arapoti
com a brisa matutina,
Eu estou por onde você
está levando harmonia
e você está por onde
estou com toda a minha
incalculável poesia.
A ventania desprendeu
até as sâmaras do Pau Sangue,
E por um poético instante
escrevi um verso para colar
o seu peito amoroso no meu
para você nunca mais desgarrar.
No jardim do meu coração floresceu,
Uma paixão que em mim nasceu.
Teus olhos brilhantes como estrelas,
Iluminam minha vida, são tão belas.
Teu sorriso é como o sol a brilhar,
Aquece minha alma, faz-me suspirar.
Teu toque suave, doce como o vento,
Me envolve e me leva a um doce momento.
Nossos corações batem em sintonia,
Uma melodia que só a gente cria.
Nossos passos se entrelaçam no caminhar,
Juntos, lado a lado, sem nada separar.
E assim, nesse amor tão verdadeiro,
Vivemos um conto de fadas, inteiro.
Nossos sonhos se tornam realidade,
Nessa história de amor, eternidade.
Que nosso amor seja como uma poesia,
Escrita com carinho, com melodia.
Que seja eterno, como o infinito,
Nosso amor, meu amor, meu abrigo.
No silêncio dos nossos olhares,
Encontro a paz que tanto almejo.
Teu sorriso, um doce encanto,
Que me envolve e me deixa sem jeito.
Nossas palavras, sinceras e puras,
Expressam o amor que nos consome.
Cada gesto, cada toque, cada olhar,
É um convite para que eu me renda ao teu nome.
Nossos corações, em sintonia perfeita,
Batem no mesmo compasso, sem hesitar.
E nessa dança de emoções e sentimentos,
Encontramos a felicidade que tanto buscamos alcançar.
És a minha inspiração, minha musa,
A razão do meu sorriso e da minha poesia.
Te amar é um presente, uma dádiva,
Que me faz sentir completo a cada dia.
Que nosso amor seja eterno e verdadeiro,
Que nossos caminhos se entrelacem para sempre.
E que essa poesia, escrita com amor e carinho,
Seja apenas o começo de uma história que não tem fim.
No silêncio dos meus suspiros,
Guardo o segredo do meu coração.
Um amor não correspondido,
Que me consome em solidão.
Teus olhos, tão distantes,
Não enxergam o que sinto por ti.
Meu coração bate em descompasso,
Enquanto sonho em te ter aqui.
Tento esconder a dor que me consome,
Mas a saudade transborda em cada verso.
Meus sentimentos, tão intensos,
São apenas um fogo que arde e não disperso.
Se ao menos pudesse te tocar,
Sentir teu abraço, teu calor.
Mas sei que é apenas um sonho,
Um desejo que não tem valor.
Aceito a realidade do nosso destino,
Mesmo que doa, mesmo que machuque.
Pois um amor não correspondido,
É uma batalha que nunca se vence.
Mas guardo em meu peito a esperança,
De que um dia possas me enxergar.
E quem sabe, nesse momento,
Possamos juntos, enfim, nos amar.
Até lá, seguirei escrevendo,
Versos que expressam minha dor.
Um romance não correspondido,
Que vive apenas no meu interior.No silêncio dos meus suspiros,
Guardo o segredo do meu coração.
Um amor não correspondido,
Que me consome em solidão.
Teus olhos, tão distantes,
Não enxergam o que sinto por ti.
Meu coração bate em descompasso,
Enquanto sonho em te ter aqui.
Tento esconder a dor que me consome,
Mas a saudade transborda em cada verso.
Meus sentimentos, tão intensos,
São apenas um fogo que arde e não disperso.
Se ao menos pudesse te tocar,
Sentir teu abraço, teu calor.
Mas sei que é apenas um sonho,
Um desejo que não tem valor.
Aceito a realidade do nosso destino,
Mesmo que doa, mesmo que machuque.
Pois um amor não correspondido,
É uma batalha que nunca se vence.
Mas guardo em meu peito a esperança,
De que um dia possas me enxergar.
E quem sabe, nesse momento,
Possamos juntos, enfim, nos amar.
Até lá, seguirei escrevendo,
Versos que expressam minha dor.
Um romance não correspondido,
Que vive apenas no meu interior.
PRETO E BRANCO
Preto e branco, sem diferença
Filhos do Pai, que nos criou
Sua imagem, sua essência
Vida e amor, que nos doou
Ódio e violência, sem motivo
Irmãos de um povo, uma nação
Paz e justiça, nosso objetivo
Respeito e dignidade, nossa missão
Preconceito e discriminação, sem razão
Parte de um passado, uma memória
Glória e vergonha, nossa lição
Verdade e lembrança, nossa história
Racismo e opressão, sem lugar
Cidadãos de um país, uma cultura
União e esperança, nosso lar
Felicidade e beleza, nossa aventura
William Santos
CHEGA DE BULLYING
Bullying é uma prática covarde
Que fere, humilha e destrói
Quem sofre com essa maldade
Sente na alma uma dor que corrói
Bullying é um ato de agressão
Que desrespeita e ofende
Quem é alvo dessa opressão
Sofre em silêncio e se rende
Bullying é um problema social
Que afeta a todos, direta ou indiretamente
Quem vê e não faz nada é igual
A quem pratica esse mal constantemente
Chega de bullying, chega de sofrimento
Vamos respeitar a diversidade e a dignidade
De cada ser humano, de cada sentimento
Vamos construir um mundo de paz e fraternidade
William Santos
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