Poemas para o Dia dos Namorados que encantam em cada verso
“O amor não conhece tribunais, mas muitas vezes é diante deles que descobrimos se realmente aprendemos a amar.”
“A justiça é o amor pela dignidade quando o afeto pessoal já não pode escolher quem merece proteção.”
“Talvez a forma mais elevada de amor jurídico seja proteger alguém que jamais poderá nos retribuir.”
“O amor pergunta ‘como posso cuidar de você?’; o Direito pergunta ‘como impedir que alguém possa destruí-lo?’.”
O amor deseja a presença do outro; o casamento pode transformar esse desejo em uma gramática de pertencimento.
O casamento não necessariamente extingue o amor; às vezes apenas substitui o mistério que o alimentava pela familiaridade que o administra.
Quando o amor necessita de garantias para permanecer, talvez já esteja procurando na lei aquilo que deixou de encontrar no desejo.
Talvez o amor seja uma de nossas escolhas mais arbitrárias: encontramos uma pessoa entre milhões e damos ao acaso o nome de destino.
O amor continua sendo a experiência mais sofisticada que temos de perder temporariamente o controle sobre nós mesmos.
O amor de si procura preservar a própria existência; o amor-próprio nasce quando a consciência começa a medir seu valor pelo olhar e pela comparação com os demais.
Escreveria um livro sobre o amor que sinto por você, mas também com apenas um único palito de fósforo, apagaria todas elas.
Todos os momentos em que achei ter encontrado o amor, meus olhos nas fotos estavam tristes. Talvez o amor não tenha nascido para mim.
A vida é tão estranha. Pessoas fazem juras de amor, nosso nome perde o lugar para os adjetivos carinhosos, e depois o nosso nome passa a ser entoado quando alguém na relação já traçou o caminho do fim, e já se vê em outra história, enquanto o outro ainda está tentando.
Quem não consegue permanecer consigo mesmo frequentemente procura no amor uma anestesia para perguntas que deveriam ser enfrentadas em silêncio.
A autonomia não elimina o amor; elimina a necessidade de transformar amor em mecanismo de sobrevivência.
A verdadeira autonomia não proclama guerra contra o amor; apenas recusa que o amor seja transformado em argumento contra a liberdade.
