Poemas para o Dia dos Namorados que encantam em cada verso

⁠#INTERVALO

Em plácida paz serena e pura...
Descanso o corpo recostado...
De frágil peito do amor é escravo...
Num sonhar gostoso em langor...
Em vias de fato...

Rasgo o véu das ilusões mentidas...
Tantas vezes me foram ditas...
Que a est’alma frágil seduzir puderam...
Abrindo-me feridas...

Desse mal acometido...
Quiçá poder ainda, fazer-me um furo a seta do Cupido...

Chegará o dia de amor inspirado...
Aquele tão bem querido...
Tão bem sonhado...
Em que a felicidade se aninha...
No coração que um dia...
Foi tão magoado...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#OS #AMANTES

Era uma vez...
E isso é só um detalhe...
Algumas palavras de amor...
Algumas palavras de ódio...
Entre casos e descasos...
Entregas e posses...
Um refúgio...
Um sussuro...

Mal nos conhecemos...
E me eu coração pronto a pulsar...
Depois de um sorriso...
Estava pronto a lhe entregar...

Estranha nossa história...
Não ao erro perseguido...
Sim a verdade partilhada...
Um trabalho sem fim...
Dessa fábula encantada...

Meu corpo ao seu desejo violento...
Tantas vezes por mim desejado...
Quando a noite perdia o rosto...
Quando vivi com mais gosto...

Mas toda história tem seu fim...
E o silêncio dos amantes então se fez...
E o tempo lancinante nos esgotou...
Já não dá mais...
Tudo terminou...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#O #TEMPO E O #VENTO

Tem o amor a arte de tornar tudo eterno...
Passam-se eras...
Passa-se o tempo...

Tenho voltas a dar e vou à minha vida...
Sigo estradas, cruzo veredas...
Dobro esquinas...

Onde às vezes as auroras crescem...
E as madrugadas findam...
Encontro meu coração sempre em festa...

- Haverá vento ainda?
Pergunto desfrutando minha sina...

A noite existe e a vida vale esse momento...
Por um tempo...
Por mais tempo...
Haverá ainda o vento?

Das coisas que se tocam pelas vistas...
Talvez eu espere simplesmente...
Que passe o tempo...
Enquanto o indolente vento...
Beije minha face...
Em todos momentos...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#AMOR #FEIO

Eu quero um amor feio...
Que me olhe com a alma...
Que me pegue pela mão...
E me mostre o céu...
Que me ame pela manhã...
Às tardes e noites...
Sem da ilusão o véu...

Quero um amor feio...
Que sempre pense em mim...
Que me traga flores...
Que seja simplesmente assim...

Quero um amor feio...
Que cuide do essencial...
Que não deixe minhas lágrimas brotarem...
Que nunca me faça mal...

Quero um amor feio...
Que me dê beijos e beijos em meu cangote...
Que me causem arrepios...
Que me faça agradecer ao bom Deus...
A minha venturosa sorte...

Os amores feios não envelhecem...
Juntos são mais felizes...
Criam raízes...
Até quando padecem...

O amor feio...
Hoje peço ao Criador...
Terenos um ao outro...
E nos unindo...
O verdadeiro amor...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#PLATÔNICO

O meu amor é o meu maior segredo...
Que perdido foi bem cedo...
Pelo olhar do mundo foi devassado...
Hoje só me resta o medo...

Minha alma agora se consome...
Amando menos do que parece...
E fatigado ando...
Com um buraco no peito...

Minhas lágrimas juntam-se às minhas preces...
Como quisesse livre ser...
Ruas, vielas, nuvens percorro...
Sonhando com você...

Quando o sol morre...
Aos céus eu alço...
Junto as miríades caminho...
E solitário me encontro...

De olhar vago...
Espírito perdido...
Da luz do amor fui privado...
Meu coração que sofre separado...
Por não lhe ter aqui ao meu lado...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#CATIVO

Então, meu destino...
Por fecundo amor à lua...
E o vento vem e tal qual me assombra...
Diante dos deuses profanos...
Sigo em falso desdém...

Sem náuseas e no cio...
A pretexto do frio...
Aflição dos aflitos...
No peito silêncio...
Cessa a alma o grito...

Coisas vãs que o mundo adora...
Começa o instinto...

Não acho o bem que me satisfaça...
Juro pelos céus a fé mais pura...
E a boca, com prazer, em lascívia murmura...

Os olhos requebram...
Então prometo o mais fiel carinho...
Esquento o sangue...
Irriço os pêlos...
E o coração deixa de ser gelo...

A frouxidão no amor é uma ofensa...
Sei disso...
E é esta a diferença...

Eu choro...
Eu me desespero...
Clamo e tremo...
Eu ardo...
Eu gemo...

Quando me entrego...
Tê-me cativo...

Sandrinho Chic Chic

Caminhos de um poeta

⁠Um pouco mais de sol - sou fogo...
Um pouco mais de azul - sou além...
Um pouco mais de amor...
É tudo que me convém...

Em minha alma tudo se derrama...
Enquanto quero, busco e sonho...
Antes que o calado tempo esmague tudo...
À ronda dos segredos...
Enquanto toca-me seus dedos...

Aqui chegando de onde venho...
Ver-me se apareço...
Um pouco para chamar sua atenção...
Tentando surrupiar seu coração...

Aqui ficam as coisas...
Somos estrangeiros onde quer que estejamos...
Por tal passo por essa vida...
Hora chorando...
Hora brincando...

Que quer o amor mais que não ser dos outros?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠O amor, o apego, o sossego...
Das almas calma...
É o meu o canto...

Vieram hoje dizer-me mentiras a meu respeito...
Diga lá companheiro...
Mostre-me o que tem no peito...

Só quero hoje a verdade...
Despida de vaidade...
Mentiras, fora daqui...
Deixai-me à vontade...

Vontade de sono no corpo...
Vontade de não saber de nada...
Apenas vontade...
De ficar longe das maldades...

Não sei aonde vou...
Nem vejo o que persigo…
Sou só um momento...
Deixai-me ser como sou...

Mistério alegre e triste...
De quem vive à parte...
Seguindo...
Sem temer as tempestades.

Sandro Paschoal Nogueira

⁠É a minha lei viver de amor...
Morrer não quero...
Desfalecer...
Sufocar de prazer...
Até na dor...

Sim...
Amar também dói...
Aperta o coração...
Nos tira o chão...
Faz a gente contar as horas ...
De agonia ...
Não ver o tempo passar...
Também nos tira a sabedoria...

Mas amar é bom...

No encontro das mãos...
Na troca e entender de olhares...
Saudades que não tem fim...
Pensar sempre na pessoa amada...
Em qualquer tempo...
Em todos os lugares...

Não há tempo consumido...
Nem tempo a economizar...
Além do amor, não há nada...
Apenas amar...

Um querer diferente...
Que envolve e doma a gente...
Harmonia suave...
Mas também insensatez deslumbrada...

Buscar sem saber o que busca...
Sem perdão e sem disfarce...
É lume que arde...
Na alma e no peito...
Deixando a gente sem jeito...
Igual a criança tola...
Que acredita no que, às vezes, não vê...

É viver entre a paz e a guerra...
Derrubando as distâncias...
Fazendo manhas...

Fatigado é procurar abrigo...
No seio ondes moras...
Enquanto a vida acontecendo lá fora...
E o antigo vazio...
Sendo preenchido...

Que hei-de fazer senão sonhar...
Não quero morrer de amor...
Quero viver...
Vivendo para te amar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Assim se desenterra toda a sede...
Todo o amor...
Todas as noites...
Uma a uma...
Toda a luz de cada dia...
E o meu coração que a ti espera...
Se alegra enquanto definha...

Vejo coisas que nunca antes tinha visto...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...

Tão certo que me aperto...
Que meu mal tanto me dura...
Vou mais fora de caminho...
Sem ti vou tão deserto...

Recantos escuros, em segredo...
Atrás das sombras que me procuram...
Desiludido ainda me iludo...
No que meus olhos mais indagam...

Pelas palavras que nunca disse...
Pelos gestos que me pediste...
E com este cuidado todo...
Perco de vista o meu ser verdadeiro...

E bem sabes...
Que até me ignorando...
Sou teu...
Por inteiro...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Como queiras amor...
Como queiras...
Entrego a ti todo o meu abandono...
Tudo quanto espero...
Tudo quanto sonho e desejo...
Toda minha loucura...
Todo meu desespero...

A chama estremece...
No momento em que os deuses invejam e concedem...
A ventura e o castigo...
Por tudo que vivemos e sentimos...

Ao amor que tomou posse...
De coração que já não mais sossega...
Há um fogo que devora…
Que me devora a mim...
Rendido pela paixão...
Tendo começo...
Não tendo fim...

A paixão traz a dor...
Quem é que se acalma nessa estranha brincadeira de gato e rato?
Nesses pensamentos e gestos todos emaranhados?

O teu tempo ao meu se seguirá...
Encontrarás aqui o amor tranquilo?
Tão triste estou na noite escura...
Sem levar nos olhos meus...
O teu derradeiro olhar...

Sandro Paschoal Nogueira

#Amor não se mendiga...
#Amizade não se cobra...
#Carinho não se pede...

Guardo silêncio há demasiado tempo...
Do não dito... que deveria ser falado...
Por que me calei até agora?
Não sei explicar...
Por que motivo só agora digo?
O que antes eu deveria falar...
Digo:
Que o ontem não pode ser esquecido...
O amanhã será merecido...
Se o hoje for bem vivido...
Estou farto de esperar que muitos se libertem do silêncio...
O eco é infindável...
Vi brotarem lágrimas felizes...
De milhares de sorrisos vazios...
Estrelas que dos céus caíram...
Transformando noites tristes...
Vi amantes cantarem para a lua...
Fria, distante, nua...
Uma dor, um lamento...
Que faz a gente pensar...
Coração a palpitar...
Ser forte para amar...
Mãos que se encontram...
Beleza maior não há...
Não temo ao implacável tempo...
Não temo o sofrimento...
Nem ao vento do desconhecido que abraça num momento...
Tenho medo da escuridão...
Que a falta da luz esconde...
A verdade...

#Eu #vim #somente #dizer...

Se tu ama, ame baixinho...

A vida é breve...

E o amor mais breve ainda...

Não tenha medo de viver...

Não tenha medo de amar...

Tenha medo de não ser...

De não estar...

De não querer...

Não sonhar...

Felicidade pequena semente...

Que todos os dias precisamos cuidar...

Triste é aquele...

Que pelo mundo passa...

E que da ilusão...

Faz seu par de asas...

Viva e deixe-se viver...

Nas auroras ardentes...

Em que nasce a esperança...

Que acalenta nossos sonhos...

Até onde nossa alma alcança...

Suave contentamento...

Vivendo cada momento...

Quem teme ao amor...

Sofre derradeiro tormento...

Espaço oco no peito...

Vazio sem sentido...

Mundo frio...

Olhar não brilha...

Não encontra caminho...

Verdades puras...

As minhas eu digo...

Sonhe conforme quiser...

Mas sonhe sempre...

Sonhando e vivendo...

Segundo o amor que tiver...

Terá, de meus versos, o entendimento..



Sandro Paschoal Nogueira

— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.

Árvore seca...

De coração vazio...

Anos a fio...


Não tinha cor...

Não tinha amor...

O vácuo cada vez maior...

Raízes mortas...

Não mais florescia...

Sob um sol quente e árido...

Me contou sua história...

Foi semente...

Plantada com esmero...

Por um senhor...

Velada com carinho...

Cresceu...

Nas folhagens verdejantes...

Pássaros faziam seus ninhos...

Cantavam alegremente...

Retribuía com sombra...

Muitas flores ofertava...

Fronte de belas mulheres enfeitava...

Suas folhas eram remédio...

Doença ela curava...

Foi orgulho daquele senhor ...

Que um dia a plantou...

Seresteiros à sombra dela...

A todos encantou...

Conversas fiadas ouviu...

Pessoas que chegavam na cidade...

Um ou outro que já partiu...

O banquinho ao seu lado...

Foi ponto de encontro...

De amigos e de enamorados...

Quando o vento levou o senhor...

De tristeza a árvore chorou...

Me disse que se fechou no silêncio...

Que de saudades suas folhas cobriram o chão...

Não tinha mais forças para então florir...

Sua aurora tinha ido embora...

Sua madrugada chegara...

Sua hora findou...

Hoje...

Triste...

Seca...

Morta...

Ainda conta sua história...

Da saudade que ficou...

Do tempo que passou...



Sandro Paschoal Nogueira



Árvore, pata-de-vaca, branca, que meu pai plantou, em frente de minha casa.

Homenagem póstuma Scylla Dias Nogueira

— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.

#Flores...


Hoje me vesti de #flores...
De amor vivido...
Vagando entre o real e o imaginário...
Sonhos postos de lado...
Tanto por mim sentido...
Perdidos no amanhã...

Pus um sorriso tímido ...
Um brilho no olhar...
Pelas ruas de pedras azuis...
Suspiro pelo que hoje ponho-me a buscar...

Que o meu coração não me impeça de ir além do horizonte...
Abrir minhas asas e voar...
Para bem longe...

Que a felicidade não me doa...
Sempre e tanto, a ponto de assustar...
Somente assim ...
Poderei lhe amar...

Que eu possa sempre contemplar os céus...
E nele querer estar junto com você...

E se eu um dia qualquer sentir a tristeza...
Que ela não me tire a clareza...
Não se sem aposse de minha alegria...
Não me tire o gosto da vida...

Se eu for abandonado pelo seu amor...
Trazendo ao meu espírito grande dor...
Que esse abandono...
Não seja para sempre...
Eterna companhia...

Sandro Paschoal Nogueira

#Este #é #um #poema #de #amor...
Que te ofereço em forma de flor...
Talvez tu possas entender...
Todo o meu bem querer...

Já está declarado e estampado...
Para ti todo o meu cuidado...

Vim para te amar neste mundo...
Tecer flores sobre o próprio coração...
Meu espírito é sol neste dia...
Te quero bem...com alegria...
Me dê sua mão...

Peço perdão por te amar de repente...
Mas quero que saibas...
Enquanto os céus existirem...
Amarei eternamente...

Por tudo o que me deste...
Um pouco de ternura...
Me apaixonei por um olhar...
A vida passa num instante...
E um instante é muito pouco para te amar...

Nada é pequeno no amor...
E para você...
Inteiro me dou...

Sandro Paschoal Nogueira

O dia seguinte ao do amor

Quando a luz estender a roupa nos telhados
E for todo o horizonte um frêmito de palmas
E junto ao leito fundo de nossas duas almas
Chamarem nossos corpos nus, entrelaçados,

Seremos, na manhã, duas máscaras calmas
E felizes, de grandes olhos claros e rasgados...
Depois, volvendo ao sol as nossas quatro palmas,
Encheremos o céu de voos encantados!...

E as rosas da Cidade inda serão mais rosas,
Serão todos felizes, sem saber por quê...
Até os cegos, os entrevadinhos... E

Vestidos, contra o azul, de tons vibrantes e violentos,
Nós improvisaremos danças espantosas
Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cataventos!

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠Menina pequena aventureira,
Risonha e de esquerda
Ama as flores e os animais.
Cuida do seu amor com tanta paz.
Me fale sereia dona do mar, aonde tu queres chegar? Se numa única prosa ingênua e delicada ou no fim do mundo sem freio de ser arrebatada.
Coisas acontecem a mil,
Sensações surgem e desaparecem em um piscar dos olhos. Buscando algo novo em um cantil de sentimentos, aonde o autor não sou eu e sim o meu livramento.

Inserida por Patrick_Campos

⁠o doce das flores seduzem as abelhas.
O amor dos pássaros atraem o perigo.
A paixão dos felinos persuadem suas presas e o gostar do eu-lírico alicia ainda mais seu amor por escrever.

Inserida por Patrick_Campos

Em vez de aguardar a solenidade fúnebre para declarar seu amor, faça isso agora, enquanto o tempo ainda nos concede a bênção da presença mútua. Abrace, beije, profira palavras de afeto, peça perdão e conceda-o. Que o amor jamais se cale em seu interior!
Aos seus pais, demonstre a imensidão de sua gratidão e admiração. Agradeça cada ensinamento, cada palavra de orientação que moldou seu ser. Celebre a sabedoria e a história que seus avós carregam, reconhecendo a importância de suas vivências. A seus irmãos, reforce os laços fraternos e a relevância que ocupam em sua vida.
Não permita que a saudade se torne um fardo. Expresse aos seus amigos o quanto sua ausência os afeta e o quanto sua amizade é valorizada. Cultive momentos de alegria e cumplicidade com aqueles que iluminam sua jornada.
Lembre-se: a efemeridade da vida é um lembrete constante da urgência em amar. Viva o amor agora, antes que o amanhã se torne incerto. Transforme palavras em ações concretas, demonstrando seus sentimentos de forma genuína e autêntica.

Inserida por danyllo_formiga