Poesia de Mae para meu Filho Homem

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Eu pego uma colher e misturo o céu com café morno, bolhas de sabão sobem pinheiros invertidos, bicicleta pedala para trás no espelho do banheiro. O gato mia em código Morse para o micro-ondas, que responde com pipocos de milho voando como pássaros de papel. Nuvens chovem para cima, gravidade vira piada, e o relógio derrete em forma de bolo quente. Por que o elefante usa óculos de sol no escuro? Sombras dançam tango com luzes de neon, enquanto números contam histórias de peixes voadores. A geladeira sussurra segredos de meias perdidas, o chão ondula como mar de concreto, e eu como nuvem com garfo de plástico. Fluxos de pensamentos giram em espiral, cores cantam óperas mudas, tempo estica como chiclete mastigado. Nada cola, tudo flutua em bolhas de confusão.


Mas olha só. Essa bagunça é a mente acordada: colher mexe ideias soltas, bolhas são pensamentos leves que estouram, pinheiros raízes profundas em solo instável, bicicleta impulsiona o irreal. Gato e micro-ondas, intuições aleatórias conectando mundos. Elefante no escuro, ver o invisível. Sombras e luz, dualidades dançando. Tudo faz sentido: o absurdo é o mapa da criatividade humana, onde a bobagem vira descoberta, a bagunça, clareza.

Há dores que cortam mais fundo por virem de onde o coração se apoia. Ser interpretado e julgado por quem menos se espera é como uma traição sussurrada, um espinho cravado na carne da confiança. Imagine o peito aberto, vulnerável, oferecendo suas camadas mais íntimas a um amigo, um amor ou familiar – aqueles que juramos serem escudos invioláveis. E, de repente, os olhos deles se estreitam, reinterpretando palavras sinceras em veneno, ações puras em egoísmo. Não é o julgamento alheio que fere, mas o eco da decepção em quem nos conhece o suficiente para ferir com precisão.
Esse sentimento devora por dentro: uma náusea de dúvida, onde o "eu" se fragmenta em espelhos distorcidos. Por que eles, os guardiões da nossa essência, nos leem errado? Surge a solidão absoluta, o medo de se expor novamente, o peso de máscaras eternas. No entanto, nessa ferida, brota lição – a de que a verdadeira interpretação nasce do autoamor, não da validação externa. Ainda assim, a cicatriz lateja, lembrando: a maior dor é a de quem nos viu e escolheu não enxergar.

Querer não é poder. Agir é preciso!
O verdadeiro poder nasce da união entre querer, planejar e agir, transformando intenções em atitudes concretas.

Viver com medo de decepcionar os outros é carregar um peso invisível todos os dias. Muitas pessoas aprendem, desde cedo, a agradar, corresponder expectativas e esconder sentimentos para não serem rejeitadas. Aos poucos, passam a medir o próprio valor pela aprovação alheia e deixam de ouvir a própria voz. O problema é que, nessa tentativa constante de ser suficiente para todos, corre-se o risco de deixar de ser verdadeiro consigo mesmo.
Esse medo pode parecer cuidado, responsabilidade ou até amor, mas, quando se torna excesso, vira prisão. A pessoa começa a dizer “sim” quando queria dizer “não”, aceita caminhos que não deseja seguir e silencia partes importantes da própria essência. Com o tempo, já não sabe mais o que sente, o que quer ou quem realmente é.
Por isso, amadurecer também significa entender que decepcionar faz parte da vida. Nem sempre será possível atender às expectativas de todos. E tudo bem. Mais doloroso do que desapontar alguém é olhar para dentro e perceber que, para agradar o mundo, você abandonou a si mesmo e esqueceu seus sonhos pelo caminho.

⁠Se um dia a senhora ler esta mensagem, quero que saiba o quanto a senhora foi uma inspiração em minha vida. Este pequeno texto é uma singela homenagem cheia de gratidão e alegria por tudo o que aprendi com a senhora. Muito obrigado por cada lição, professora Tânia P.

Com muito carinho e admiração, seu ex-aluno, Vitor Ferreira de Paula. 2024.

⁠Envio estas palavras ao universo, desejando que um dia cheguem até você. Mesmo ausente, você viverá em minhas lembranças. Viva plenamente, encontre felicidade, ame intensamente, cuide-se e espalhe bondade. Hoje, uma pergunta me fez refletir sobre como mudar nossa visão do mundo. Que essa reflexão traga inspiração e alegria à sua vida. Seja feliz.

Vitor Ferreira de Paula

Ainda que distante de minhas ocupações intelectuais, persisto em auxiliar os que necessitam, não por interesse, mas por respeito ao dever. Pois é na conformidade da vontade com a lei moral que o homem encontra o verdadeiro valor e a autêntica satisfação da vida racional.


Vitor Ferreira de Paula

O Soneto da Hora


A hora passa,
A vida em massa,
O tempo voa,
A alma à toa.
O relógio bate,
O peito late,
No silêncio,
Do momento.
A sombra cresce,
O dia esquece,
De quem ficou.
Na escuridão,
Só o coração,
Que não parou.

RUA




A rua mastiga os homens: mandíbulas de asfalto, argamassa, cimento, pedra e aço.


A rua deglute os homens: e nutre com eles seu sôfrego, onívoro esôfago.


A rua digere os homens: mistério dos seus subterrâncos com cabos e canos.


A rua dejeta


os homens: o poeta,


agiota, o larápio,


bêbado e o sábio.

"Por mais terras


que eu percorra


Não permita Deus


que eu morra


Sem que volte


para lá"

O Soneto do Fim


A luz se apaga,
A sombra vaga,
O dia finda,
A alma ainda.
O tempo corre,
A vida morre,
No chão de pedra,
Onde o mal medra.
É o fim da lida,
Noite esquecida,
Sem mais alento.
Na escuridão,
O coração,
Vira só vento.

O Soneto da Noite


A noite chega,
A luz se nega,
O medo vem,
Não há ninguém.
O vento frio,
No som do rio,
Traz o temor,
De um velho horror.
A sombra invade,
Pela cidade,
Todo o clarão.
Só a memória,
Conta a história,
Na escuridão.

Velocidade


Não se lembram do Gigante das Botas de Sete Léguas?


E


Lá vai ele: vai varando, no seu vôo de [asas cegas, as distâncias... dispara, nunca pára, nem repara para os lados, para frente, para trás...


Vai como um pária

O Silêncio


A luz apaga
O sopro para
O corpo cansa
A alma lança
Um voo leve
Tão breve.
O frio chega
A vida nega
A terra chama
Quem tanto ama
Fica a saudade
A eternidade
A dor profunda
A paz inunda.
mas que exista

GUILHERME DE ALMEIDA


Indiferença


Hoje, voltas-me o rosto, se ao teu lado passo. E eu, baixo os meus olhos se te avisto. E assim fazemos, como se com isto, pudéssemos varrer nosso passado.


Passo esquecido de te olhar, coitado! Vais, coitada, esquecida de que existo. Como se nunca me tivesses visto, como se eu sempre não te houvesse amado


Mas, se às vezes, sem querer nos entrevemos, se quando passo, teu olhar me alcança se meus olhos te alcançam quando vais.


Ah! Só Deus sabe! Só nós dois sabemos. Volta-nos sempre a pálida lembrança. Daqueles tempos que não voltam mais! Guilherme de Almeida


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Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce


e se desdobra e estala num segundo.

ESTA VIDA


Esta Vida


Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce e se desdobra e estala num segundo. Homem, eis o que somos neste mundo.


Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer


Um monge me dizia: ó mocidade, és relâmpago ao pé da eternidade! Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; esta vida não vale grande coisa. Uma mulher que chora, um berço a um canto; o riso, às vezes, quase sempre, um pranto. Depois o mundo, a luta que intimida, quadro círios acesos: eis a vida


Isto me disse o monge e eu continuei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer.


Um pobre me dizia: para o pobre a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre. Deus, eu não creio nesta fantasia. Deus me deu fome e sede a cada dia mas nunca me deu pão, nem me deu água. Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa de andar de porta em porta, esfarrapado. Deu-me esta vida: um pão envenenado.


Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver, dentro da própría morte, o encanto de morrer


Uma mulher me disse: vem comigo! Fecha os olhos e sonha, meu amigo. Sonha um lar, uma doce companheira que queiras muito e que também te queira. No telhado, um penacho de fumaça Cortinas muito brancas na vidraça Um canário que canta na gaiola. Que linda a vida lá por dentro rola!

Tudo de Mim..

[...] me encontro na praia longa e solitária, quando o sol começa a acariciar as dunas e ondas...

Onde as gaivotas e peixes
cumprimentam-me eufóricos ao acordar pela manhã...

Então o mar, meu mar...

Me fala de emoções contidas, enquanto caminho em passos rápidos pelas águas cristalinas nas margens da praia...

Onde me torno dos sonhos
e deixo-me embalar nos sentimentos
a cada passo, em cada traço...

Porque tudo que almejo é sentir o calor do Sol, o cheiro do Mar que outrora me trouxera o Girassol...

E que a água limpe meus passos,
mas mantendo as areias douradas em versos de esperança...

Sempre em si...



Um novo dia.

Cada novo dia temos a liberdade e escolha para onde devemos seguir, porém tudo na vida tem seu preço, siga buscando tão somente a felicidade, porque para alcançá-la só depende do que somos e não do que os outros dizem que somos.

Exuberância.
Uma mulher linda não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas e de sua exuberância me faltará palavras para defini-la.

Evidência
Eu aceito você como você é, não quero mudar você.
Você quer crescer e ser melhor a cada dia, e eu estimo que alcance seus sonhos, eu vejo você brilhar e estarei lá com você nos bons e maus momentos. Eu respeito e confio em você, te admiro pela pessoa que você é.
Eu conheço o seu passado, os seus segredos, seus erros, suas vitórias, eu conheço você...
Eu não vou desistir quando enfrentamos desafios, pois tenho certeza de quão grande é o seu amor.
Eu não quero viver e não saber que você não precisa de mim, porque você faz minha vida ser muito melhor quando estamos juntos.
Eu serei seu para sempre, talvez um dia eu parta, mas garanto-vos.... eu volto. Porque não sobrevivo apenas com minha metade.