Poesia de Luto
𝖯𝗈𝗂𝗌 𝖾́…
𝙽𝖺 𝗏𝖾𝗋𝖽𝖺𝖽𝖾 𝗇𝖺̃𝗈 𝗌𝖺𝖻𝖾𝗆𝗈𝗌 𝗈 𝗊𝗎𝖾 𝗇𝗈𝗌 𝖾𝗌𝗉𝖾𝗋𝖺 𝖽𝗈 𝗈𝗎𝗍𝗋𝗈 𝗅𝖺𝖽𝗈
𝖤𝗇𝗍𝖺̃𝗈 𝗏𝗂𝗏𝖺 𝗂𝗇𝗍𝖾𝗇𝗌𝖺𝗆𝖾𝗇𝗍𝖾
𝖯𝗈𝗋𝗊𝗎𝖾 𝖽𝖺𝗊𝗎𝗂 𝖺 𝗉𝗈𝗎𝖼𝗈 𝗉𝗈𝖽𝖾𝗆𝗈𝗌 𝖾𝗌𝗍𝖺𝗋
𝙾𝗎𝗏𝗂𝗇𝖽𝗈 𝗇𝗈𝗌𝗌𝖺 𝗎́𝗅𝗍𝗂𝗆𝖺 𝗆𝗎́𝗌𝗂𝖼𝖺
𝖫𝖾𝗇𝖽𝗈 𝗇𝗈𝗌𝗌𝗈 𝗎́𝗅𝗍𝗂𝗆𝗈 𝗅𝗂𝗏𝗋𝗈
𝖥𝖺𝗓𝖾𝗇𝖽𝗈 𝗇𝗈𝗌𝗌𝖺 𝗎́𝗅𝗍𝗂𝗆𝖺 𝗏𝗂𝖺𝗀𝖾𝗆
𝖥𝖺𝗅𝖺𝗇𝖽𝗈 𝗊𝗎𝖾 𝖺𝗆𝖺𝗆𝗈𝗌 𝗉𝖾𝗅𝖺 𝗎́𝗅𝗍𝗂𝗆𝖺 𝗏𝖾𝗓
𝖣𝖺𝗇𝖽𝗈 𝗈 𝗎́𝗅𝗍𝗂𝗆𝗈 𝖺𝖻𝗋𝖺𝖼̧𝗈 𝖾𝗆 𝗇𝗈𝗌𝗌𝖺 𝖿𝖺𝗆𝗂́𝗅𝗂𝖺
𝖭𝗈𝗌 𝗇𝗈𝗌𝗌𝗈𝗌 𝗉𝖺𝗂𝗌 𝗈𝗎 𝖾𝗆 𝗇𝗈𝗌𝗌𝗈𝗌 𝖿𝗂𝗅𝗁𝗈𝗌
𝖤𝗇𝗍𝖺̃𝗈 𝖾𝗌𝖼𝗈𝗅𝗁𝖺 𝗆𝗎𝗂𝗍𝗈 𝖻𝖾𝗆 𝖼𝗈𝗆𝗈 𝗏𝗈𝖼𝖾̂ 𝗀𝖺𝗌𝗍𝖺 𝗈 𝗌𝖾𝗎 𝗍𝖾𝗆𝗉𝗈
𝖠𝖥𝖨𝖭𝖠𝖫 𝖲𝖮𝖬𝖮𝖲 𝖳𝖮𝖣𝖮𝖲 𝖬𝖮𝖬𝖤𝖭𝖳𝖮𝖲 𝖤 𝖤𝖫𝖤𝖲 𝖯𝖠𝖲𝖲𝖠𝖬 𝖬𝖴𝖨𝖳𝖮 𝖱𝖠́𝖯𝖨𝖣𝖮
Me lembro de um grupo de amigos
que ficou vinte anos se reunindo e sempre faltava alguém.
Toda vez que estavam juntos era só:
– Ué? Hoje o fulano não vem?
Se ia um não ia outro,
quando não cancelavam o encontro também.
Mas no dia que o marcão morreu
No velório não faltou ninguém....
E aí tem aquela histórinha assim:
– Vamos marcar algo?
– Ah, não… Semana que vem, talvez!?
– Pô cara, eu tô com saudade tua!
– Eu também! Um dia desse ligo pra vocês…
– Faz tempo que a gente não se vê, né!?
– Ah, verdade, é que a minha vida agora tá uma correria!
– Pô, então aparece lá em casa!
– Claro… Logo, logo eu te aviso o dia…
Isso me lembrou de um grupo de amigos
Que ficou vinte anos se reunindo e sempre faltava alguém
Toda vez que estavam juntos era só:
– Ué, hoje o fulano não vem?
Se ia um não ia outro
Quando não cancelavam o encontro também
Mas no dia que o Marcão morreu
No velório não faltou ninguém
Ao Meu Amado
Lembrei de quando dizia que sentia orgulho de mim sem eu ter feito nada louvável, nossos sonhos eram pequenos aos olhos dos outros, o seu era viver mais para viver esse lindo amor, o meu era ter a oportunidade de olhar em seus lindos olhos cor de jabuticaba e dizer que te amo muito. Tenho orgulho de ti meu Amado, homem forte, inteligente e sincero, seu maior feito foi dar o perfeito amor para sua Amada.
Tu foste aí e eu fiquei aqui
Num monte extremo de vivencias e desistências, a pertinência pertencia a tu, na saudade do que não se renasce, minha consciência se comoveu a tua existência.
Meu Amado
Eu olhei para as estrelas e vi você,
quis fazer um poema pra homenagear nossa amor, porém nem poeta eu sou...
Meu amor por ti é tão grande do tamanho da imensidão dos céus...
Quando a saudade vir eu vou olhar para o céu e admirar o brilho das estrelas, pois o brilho delas me faz lembrar você.
Te amo meu lindo príncipe.
Momentos como este sempre nos levam a profundas reflexões. Ao olhar para o percurso de nossa vida, só consigo imaginar uma grande pipa voando, exibindo todo o esplendor de seu voo, com uma longa rabiola cuidadosamente feita de sacolas de mercado. Amigos que se reuniam para construí-la, com o propósito de mantê-la o mais alto possível. No entanto, o infortúnio é saber que, ao longo do voo, pequenos pedaços dessa fita irão se soltar, rasgar e desaparecer, até que, eventualmente, a sua própria pipa não conseguirá mais voar.
Essa reflexão me faz compreender que as pessoas que cruzam nossas vidas são como essas fitas amarradas à linha da rabiola. Para chegarmos onde estamos, muitas pessoas, seja no início ou no final dessa linha, contribuíram para o nosso voo, fizeram parte da nossa trajetória. Muitas vezes, não notamos, mas pequenas atitudes dessas pessoas — de partes da rabiola que nem sequer vimos — foram fundamentais para nos sustentar, seja nas tempestades mais difíceis ou nos céus mais límpidos.
Que crueldade
Você vai me desculpar
Mas esse fogo amigo não tem perdão
Você se foi e me deixou no chão.
Não há reinícios, não há kit médico, não há desfibrilador
Que te cure e alivie a sua dor.
Estou no chão
E enquanto agonizo indefinidamente
O seu corpo esfria diante da gente...
Mensagem dedicada a minha mãe, Antonia M da Costa
Amanhecer de saudade
O amanhecer trouxe um silêncio frio,
A mensagem chegou sem aviso, sem alarde,
E o coração se partiu, fragmentado no vazio,
Naquela pausa, entre a estrada e a saudade.
Eu ia ao encontro, já sentindo a ausência,
Como se o tempo soubesse antes de mim,
Mas a notícia cortou o ar, sem clemência,
E o mundo parou, como num filme sem fim.
Três anos passaram, mas o eco persiste,
A dor não obedece ao calendário,
Ela volta, cruel, nos dias tristes,
E se instala no peito, solidário.
Ainda sinto sua presença, sua voz,
Mesmo que o tempo diga o contrário,
Mãe, em cada amanhecer, estamos nós,
Unidos, entre o amor e o imaginário.
Eterna saudade,
Lembrar de você e não poder te abraçar mais.
Lembrar do teu cheiro e não poder te sentir mais.
Aqueles que partem jamais desaparecem, pois sua essência permanece eternamente nas memórias de quem os ama.
A vida é breve, e muitos não percebem como o tempo escapa por entre os dedos. A correria, as brigas, e a falta de cuidado nos afastam de quem amamos. Se entendêssemos, de verdade, como tudo passa – como nós mesmos passamos – talvez enxergássemos a importância de cada momento.
Nunca sabemos quando será a última conversa, o último sorriso, o último abraço, ou aquele "eu te amo" que ficou para depois. Que possamos valorizar nossa jornada, tornando nossa presença significativa na vida de quem amamos.
São os gestos simples, os detalhes do dia a dia, que fazem a diferença. No final, não é o que acumulamos que importa, mas as lembranças e o afeto que deixamos. Que a nossa passagem por aqui seja marcada por amor e cuidado, criando memórias que permanecerão para sempre no coração de quem tocamos.
Nós começamos, na verdade, a morrer quando perdemos aqueles a quem amamos"
A FÚRIA DE CALIBÃ, pág. 193
Há momentos em que me vejo,
não como o mundo me enxerga,
mas como sou, na essência crua.
Só, no abismo do próprio ser,
sinto minhas formas dissolvendo-se,
enquanto sombras me envolvem,
sussurrando angústias que crescem.
Luto, me debato contra o vórtice,
mas a cada golpe desferido,
afundo mais dentro de mim.
Olhos azuis, um brilho intenso, Em noite escura, um vulto macio. Pata leve, um andar silencioso, Um mistério negro, um encanto agreste.
Agora, o silêncio, um vazio profundo, A lembrança tênue, um sussurro brando. A gata de olhos azuis, um sonho partido, Em sombras eternas, um amor perdido.
Hoje é o aniversário do meu pai.
A saudade aperta, mas hoje, mais do que nunca, eu entendo que o amor nunca morre. Um mês antes de partir, o médico disse que ele iria para casa para esperar a morte. Aquilo me revoltou. Como aceitar que alguém que amamos tem que partir? Como poderia ser melhor morrer em casa?
Eu estava assustada, perdida… Mas, conforme os dias foram passando, percebi que Deus nos deu um presente: a chance de nos despedirmos. Durante aqueles últimos dez dias, tive tempo para perdoar, para cuidar, para dizer tudo o que precisava ser dito. E, o mais importante, para dizer a ele que poderia partir em paz. Que nós ficaríamos bem.
Ele não se foi sozinho, em um quarto frio de hospital. Ele partiu no meio de quem o amava. Com a certeza de que sua missão estava cumprida.
Hoje, a falta dele ainda dói, mas sou grata por termos tido esse tempo juntos. Sou grata por ter aprendido que o amor vai além da vida.
Feliz aniversário, pai. Você segue vivo em mim.
Bruna Wotkosky Palestrante
Poema: Quando Minha Irmã Morreu
Quando minha irmã morreu,
o tempo não avisou que seguiria em frente.
A vida lá fora pulsava,
mas aqui dentro, o relógio parou.
Quando minha irmã morreu,
aprendi a andar de novo,
mas tropecei tantas vezes na ausência
que ainda sinto as cicatrizes.
Guardei a dor no bolso,
engoli o choro em meio aos abraços,
porque o mundo não espera
e a vida cobra sorrisos.
Quando minha irmã morreu,
o silêncio dela gritou no meu peito,
suas coisas fofas pesaram nos meus braços,
e o vazio ocupou cada canto da casa.
O tempo diz que já passou,
mas ele não sabe de nada.
Aqui dentro,
ela ainda mora no quarto ao lado.
Conversar no amanhecer e descobrir você.
Todas as palavras que você diz envia calor e agitação por todo o meu corpo.
Cada foto que você posta é uma nova inspiração para um artista, e cada abraço distante que você da monta uma barreira de vidro e flores de quem você fingia ser.
E eu não consigo parar.
O nome que esta escrito em cima de você não significa nada.
O que todas essas pessoas pensavam de você?
O que você era para nós? o que nós achamos que você era?
Essa é você de verdade agora?
Vulnerável e exposto?
E eu não consigo parar.
Borboleta
(Poema de Bruna Wotkosky)
Eu era como uma borboleta recém-saída do casulo,
mas sem forças próprias.
E sem forças, o sangue não corre pelas asas,
e as asas não têm poder para voar.
Eu caminhava errante,
presa ao chão que não era o meu lugar.
Mas em algum momento, o Senhor me levou de volta ao casulo.
E lá, precisei lutar para sair outra vez.
Foi um esforço imenso.
Mas essa luta renovou o fluxo da vida em minhas asas,
e me deu força para voar.
Hoje, ainda lembro do tempo em que andava mais abaixo.
Mas ao lembrar, vejo também a força que precisei para renascer.
E agora, conheço a beleza de voar.
Muitas pessoas que projetaram suas vidas
Hoje estão no caixão.
Vários sonhadores à deriva,
Prejudicados pela vida, morreram em vão.
Projetar sua vida é um desperdício,
O coração perdido em meio à ilusão.
No vício, com carência, à beira do precipício,
Querendo vencer, mas esperando alguém segurar sua mão.
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