Poemas e poesias sobre dança

Ooooh, querida
não olhe pra trás.
Somos tolos em busca de uma solução,
somos a dança, somos a canção.
Você pode não ouvir nenhuma palavra —
é na falha que entendemos
que não somos nada,
nem ninguém naquele lugar.
Todos podem me ouvir,
mas será que alguém me escuta?
Todos podem me ver,
mas alguém vem me visitar?
Somos estrelas caminhando sozinhas.
Nascemos com ajuda,
mas seguimos entre labutas.
Vemos a dor do outro,
mas quem caminha conosco
durante a dor de um parto,
durante o peso de um fardo?
Somos fortes,
mas às vezes não entendemos.
Guardamos tudo,
e nem sempre compreendemos.
A válvula está na fé —
uma fé que nem nós entendemos.
Intercedemos, pedimos uma saída,
mas me vejo contra a parede:
não é porta, é muro,
devolvendo tudo como contrapartida.
Era uma via única.
Pena que eu poderia ter acreditado.
Sua verdade é surda e muda pra você,
enquanto o mundo aprende
que nem sempre a repreensão é o ser —
é só o parecer.
Você perdeu tudo sem perceber.
Não lutou.
Deitou
e esperou acontecer.
Foi a voz que fez o mundo chorar,
a dor de um submundo.
Foi a púrpura que te calou naquele segundo —
pena que ela não te levou,
apenas te fez desaparecer
de uma luta profunda,
de anos e anos a fundo.

"O ranger do tablado, na madeira, cada passo.
A valsa, a dança, de rostos colados.
O pulsar do peito, o coração acelerado.
Eu amo tanto aquela mulher, que pensá-la, lembrá-la, faz-me enfermo, febril, débil, acamado.
Chega a doer o peito, maldição minha ter te olhado.
Eu a amo, só amo, não existe explicação, verso, religião, Deus, para um homem apaixonado.
Ah, amada minha, como que te amo, amo, amo tanto, que quando lhe sonho, me amaldiçoo por ter acordado.
Se morrer for eternamente sonhá-la, então, Pai, ceife minha vida, e não me acorde nem para o Juízo Final, meu pecado foi ter amado.
Fazei-me julgado.
Declarar-me-ia culpado.
Hoje a madrugada inundou o meu quarto.
A solidão, fria, veio deitar-se ao meu lado.
Acordei trêmulo, assustado.
A chuva lá fora parecia inundar a escuridão e o vento frio deixa-me arrepiado.
Ao longe, ouvi um trovão, senti a lágrima escorrer pelo meu rosto cansado.
O som ao longe lembrou-me de nós, de rostos colados.
O ranger do tablado, na madeira, cada passo...

Impermanência
A dança natural dos estados internos
Há momentos em que a mente se enche de pensamentos e emoções, como um vale tomado pela neblina. A prática não é lutar contra essa neblina, mas subir às colinas interiores e simplesmente observar. Dali, tudo pode ser visto sem pressa: a tristeza que passa, a alegria que surge, o silêncio que permanece. O observador não julga, não interfere, apenas testemunha. E nesse ato de ver sem se confundir com o que é visto, nasce uma liberdade suave, a descoberta de que você não é o turbilhão, mas o espaço aberto onde ele acontece.
Assim também é a vida: ela se move como as estações, cada fase trazendo sua própria essência, mas nenhuma permanecendo para sempre.
Primavera desperta o florescer das ideias e sentimentos, trazendo expansão e novidade.
Verão é o auge da intensidade, quando tudo pulsa em plenitude e calor.
Outono convida ao recolhimento, à reflexão e ao desapego das folhas que já cumpriram seu papel.
Inverno traz o silêncio e a pausa, preparando o terreno para que o ciclo recomece.
Do mesmo modo que as estações se sucedem em harmonia, também nós transitamos entre estados internos. Não há luta entre eles, apenas alternância natural. O segredo está em reconhecer que cada fase é necessária e que o movimento nunca cessa, apenas se transforma.

Raízes da Terra e do Mar.

Na dança dos tambores ecoa a herança ancestral
Cultura afro-indígena, raízes da nossa nação
Na pele, nas cores, a força de um povo imortal
Histórias entrelaçadas, em cada gesto e canção

Dos orixás aos pajés, o sagrado se revela
Em cada canto, em cada reza, a conexão divina
Na arte, na culinária, a sabedoria que se revela
Tradições que resistem, memórias que iluminam

Nas festas populares, a festa da resistência
Celebração da vida, da luta e da fé
Nos terreiros e aldeias, a força da existência
Entre rezas e cantos, a esperança se refaz

Cultura viva pulsando, no coração do Brasil
Afro-indígena é presente, é passado e é futuro
Nas danças, nos rituais, um povo em busca de paz
Lembrando sempre de onde veio e para onde aponta o rumo.

As águas que correm para o mar, o doce de Vênus se encontra com o sal de Yemanjá.
A lua dança com o sol, num eterno abraço de luz e sombra.

⁠Entre risos e lembranças, a roda de amigos vira máquina do tempo — e a nostalgia dança com a saudade.


Eduardo Santiago

A dança mortal se inicia silenciosa, como um sussurro que fere.
Cada passo arranca pedaços de vida, cada giro desprende carnes do existir.
Lágrimas se congelam no ar, afiadas como lâminas que dilaceram a alma.
A vergonha, oculta nas sombras, apodrece devagar tudo o que ainda pulsa.
E o tempo tardio e veloz apaga o espaço, deixando apenas ecos perdidos entre palavrões que se perguntam:
“Por quê? Por quê?”

No horizonte, uma criança observa atenta a cena.
A estátua no alto do monte, outrora símbolo de glória, agora representa o fim dos tempos.
Ela cai não com estrondo, mas com um suspiro e arrasta consigo a elite.
No colapso, um novo tempo se abre.
Novos líderes nascem do caos, e até o extermínio se torna semente.
Porque ali, naquele mesmo monte, surge um vestígio…
Pequeno, quase imperceptível
Mas suficiente para lembrar que até a mais cruel das danças era, no fundo, apenas o recomeço.

Escrever é arte que dança no coração,
Trazendo luz suave, acalma a solidão.
Palavras são abraços que a alma acolhe,
Transformam a tristeza, e o vazio se recolhe.
Cada letra um suspiro, cada verso um alento,
No papel se desfaz o frio do sofrimento.
Escrever é magia, é cura, é canção,
É calor que invade e cura o coração.

⁠Na dança da vida, a morte é traiçoeira,
Surge sem aviso, sombria companheira.
Em dois velórios, dois diferentes cenários,
A dor, um elo entre tempos adversários.

Uma senhora de idade, 85 anos serenos,
Viveu sua jornada, partiu desse terreno.
Mas a dor entre os familiares é lógico que ainda persiste,
O vazio, a despedida, ninguém resiste.

No segundo cenário, a mãe da jovem, com 25 primaveras,
Grita alto, e, sua voz enche as esferas.
"Minha companheira", ecoa a aflição,
Um lamento que corta o coração.

Ao consolar, damos força e calor,
Abraços que acalmam a dor, o temor.
Mas no ir e vir, entre o consolar e o vencer,
Vejo o ciclo da vida se perder.

Pessoas focadas em metas diárias,
Enquanto a empatia se perde em rotinas diárias.
No caminho para consolar, a solidariedade se esquiva,
Entre a dor real e a busca incessante de uma vida ativa.

Escrevo, pois a alma chora em versos,
A dor,
o luto,
entre risos dispersos.

A vida é uma dança leve.
Nas batidas do coração, eu sinto a liberdade.
Cada passo, um sorriso, cada movimento, uma alegria.
A leveza da vida, eu sinto todos os dias.


Nas batidas do coração, eu encontro a paz.
Um ritmo que me guia, um compasso que me faz.
Viver é uma arte, uma melodia suave.
Que ecoa dentro de mim, como uma canção de amor.


A leveza da vida é um presente.
Que nos faz sentir vivos, que nos faz sonhar.
Então, vamos dançar, vamos cantar.
E sentir a leveza da vida, em cada batida do coração.

"No batuque do tambor, a alma anuncia,
a alegria que transborda entre as fantasias.
A dança é o fôlego, o corpo a se libertar,
em cada detalhe entrelaçado para o mundo admirar.
Tudo feito à mão, costurado com cuidado e devoção,
pois a arte nasce do zelo e da palma da mão.
Há quem conte histórias, há quem as invente,
mas a verdade é o encanto que pulsa na gente.
No livro divino, o profano não se faz sagrado,
mas é arte, é encanto, é o sonho acordado.
Embora o brilho se perca em quem só 'vai na onda',
o riso e a festa fazem do mundo o seu grande Carnaval."

A sorte não é um acaso cego, mas um encontro coreografado. Enquanto a oportunidade dança desprevenida pelos salões do tempo, a preparação ensaia nos bastidores da disciplina.

Quando os holofotes se acendem no momento exato, não é mero acaso — é a sincronia perfeita entre quem se aprontou e o convite do universo. Portanto, cultive seu jardim interno; a sorte colherá as flores que você pacientemente regou.

⁠Mas afinal o que é a dança de salão?
É muito além de dois corpos e um abraço,
É mais que dois seres num palco.
O brilho, os aplausos, as sensações, a pele...
Dança de salão é teoria, é educação, é reeducação, é o reinventar.
Dança de salão é tudo isso e muito mais,
Talvez sim,
Talvez não.
O é...

Há um brilho que dança em seus olhos,
um tremor doce nos lábios,
uma paixão que arde devagar,
como fogo que nunca se apaga.

Teu beijo tem gosto de céu aberto,
Tão simples e tão certo.
O vento dança com teu cabelo,
E o mundo gira no ritmo do teu desvelo. - Frase da música Verão no Coração do dj gato amarelo

Minha’alma cigana
arde na fogueira da vida
dança no vento do destino
se despe das amarras do mundo
e nunca se cansa de ir e vir
com a jóia do viver ...


Carrega em si o Sol e a Lua
o brilho das Estrelas
o fluir dos rios
e o perfume das flores
que nunca tiveram dono...


Minha’alma cigana
me guia, me rege
e me encanta
porque dentro dela,
mesmo nas dificuldades,
há sempre música
há sempre poesia...


✍©️@MiriamDaCosta

Ode ao Caboclinho da Mata
( Êre/Entidade da Umbanda)


Caboclinho da mata,
dança leve, passo ligeiro,
teu canto e brincadeiras
ecoam no meu peito
como sopro de vento e alvorada...


traz nos pés a batida da terra,
nos olhos o brilho das estrelas,
no peito a força que não se encerra,
mistério que o silêncio revela
na brincadeira com o arco e a flexa...


és raiz e és folha,
és tambor e és pena,
és canto que nunca se desfolha,
força que em vida plena
sustenta no meu caminho
a proteção...


Caboclinho da mata,
meu menino guardião,
tua dança é oração,
tua luz é ponte entre o chão
e os céus na mata de encantação
és sempre presente no meu coração...
✍©️ @MiriamDaCosta

A vida é dança, é luz e calor,
É o amor que nos guia com fervor.
Siga firme, sinta o coração,
O sol ilumina cada estação. - Frase da música O sol nasce trazendo a luz do dj gato amarelo

Toda criança gosta de dançar, cantar, rabiscar...
Aprende escrever, ler e contar...
A dança, tem ritmo, som e expressão!
As outras artes ajudam
a criatividade,
disciplina
e atenção⁠.

⁠A vida é um ciclo eterno de finais e recomeços, como uma dança harmoniosa em que tudo está interligado. Cada fase que se encerra nos proporciona aprendizados e crescimento, e cada recomeço nos oferece a chance de nos reinventarmos e evoluirmos.

Quando o sol se põe, não devemos temer a escuridão que se segue, mas sim acolher a chegada da lua com a esperança de um novo amanhecer. Acreditemos que cada porta que se fecha apresenta oportunidades de crescimento e que cada pessoa que vai embora abre espaço para novos encontros.

A vida é feita de ciclos, e o segredo está em saber apreciar e aproveitar cada um deles, entendendo que, mesmo num fim aparente, está a semente de um recomeço...

- Edna Andrade