Poesia Amor Clarice Lispector
Quem roubou a nossa empatia? Cadê o respeito ao nosso coração?
Todo amor vem de um sentimento iniciado pela paixão;
Só no amor há confiança
Há verdades, há demanda
Sinceridade, empatia
Responsabilidade de quem ama;
Há fidelidade, lealdade
Compaixão, veracidade
Adoração, exatidão
No amor há dedicação;
O amor não tem validade
Mas sim igualdade
E quem ama tem esperança e um pouco de paridade;
Amor sem verdade, paixão sem lealdade
Sentimentos sem fidelidade e sonhos sem realidade
São atitudes que pouco aprecio;
Dominar a fúria de um amor em um coração apaixonado
É mais difícil do que dominar a raiva de uma consciência;
O amor quando vai deixa indícios que dói
Que machucam e achamos que não acabam
Mas com paciência e perseverança
O tempo dá um basta;
Há dois tipos de paixão:
A paixão que deriva ao amor
E a paixão que provoca dor
Entre os dois existe a amizade;
Perca-se, da forma que me perdi, buscando o amor
E encontra-se para amar incondicionalmente a si próprio;
Não sou perfeito, sou como você irmão
Pecador não por querer, mas sei que irei me redimir pelo amor;
Sei que o espírito santo irá tocar em meu coração
Me restitui pela minha total adoração;
Busco a tua misericórdia senhor
E quero ser obediente em qualquer circunstância
Para que eu possa entender a tua palavra e seguir na direção exata;
Não enxergo ninguém como a perfeição do amor
Pois um coração vazio só tem o único sentimento... Dor!
Nunca pensei que o meu relacionamento chegasse ao final
Pois sempre pensei que o amor fosse para sempre
Mas nunca imaginei que nada é para sempre ou que seja pelo qual;
Inquieto fica o meu coração
Pensando no que foi amor
Agora só faz parte da ilusão
Para não mais sentir dor;
Não quero desacreditar no amor para a vida toda
Mas a modernidade deturpou os meus sentimentos
Gostaria de não aceitar, que não exista momentos
Momentos para amar, se apaixonar
E para eternizar o sonho que sonhei
Para a minha vida, que tanto esperei
Mas que não mais irei realizar
Por falta de ética ou coisa assim
Só sei que não mais irei amar
Como quis você pra mim;
Querer privar o coração do amor, de certo evita a dor
Mas desvia a direção da felicidade e se perde do amor;
Sem consciência não há amor
E sem amor não há loucuras
Sem loucuras não há história
E sem história não há vida;
Não quero ser limitado a um amor de um fraco coração
Pretendo ser ilimitado por um sentimento verdadeiro de paixão;
Celebraremos nossa hipocrisia, nossa falta de amor no coração
Todo nosso ato de covardia, julgamento e falta de compreensão
Toda malandragem, toda violência em um país sem educação
Celebremos os impostos e ao medo de carta marcada jogada ao chão;
Podemos celebrar o rombo financeiro de um estado quebrado
Celebrar a nossa justiça que aos condenados são beneficiados
Celebremos de sermos vistos como um povo desorganizado;
Desprendo-me do seleto sentimento que me prende à esperança de viver um conto de amor;
Um conto de amor surreal, enganoso e que machuca o coração;
Pois a minha frustração é linear ao meu descontentamento de viver hipocritamente o que não me pertence;
Porém tenho certeza de que a vida irá me lapidar de uma forma que surpreenderá até os mais incrédulos;
Não por eu ser negativo com tais sentimentos, mas por não mais acreditar em contos de amor...
Nada mais importa se não houver sinceridade... Verdade que acalme a frustração que aprisiona o meu coração;
Quero um amor que me convenha, quero um sentimento que me convença;
Quero ser de quem me mereça, quero que seja para vida inteira;
