Poesia Amor Clarice Lispector
Parecíamos almas gêmeas, nos encaixávamos em tudo, o medo, na maioria das vezes, invadia meus pensamentos, mas gostava de desafios, queria saber aonde tudo aquilo iria dar, o medo me encorajava.
As mães choram, e em algumas situações choram escondidas e amargamente, um amargor misturado ao desespero, mas o desespero me deu coragem, medo eu tinha, mas eu tinha que fazer algo, e foi o que fiz, peguei as coisas do Ícaro e juntos entramos em um ônibus e o levei para a casa do pai.
Ninguém se une a outra pessoa para separar, mas tem que pensar muito bem antes de se unir a alguém, a vida a dois não é difícil, mas as pessoas complicam e dificultam tudo, hoje penso que se a pessoa não quer ter responsabilidade, não se relacione.
Em uma casa simples de pedra, na costa de um rio, onde a grama verde parecia um tapete macio, o vento ecoava e batia a janela, de longe se ouvia o barulho da correnteza do rio, nessa casa de pedra rústica morava uma mulher, com seus cabelos castanhos escuros na cintura, cacheados, a pele branca e macia, os olhos combinavam com a cor dos seus cabelos, corpo esbelto, uma mulher inteligente e sagaz, dominava a arte da cura com as ervas, sentia a sua calmaria na grandeza da natureza, o seu nome era Aila.
Aila era apaixonada pela arte, tinha o dom de escrever, escrevia poema e poesia, Aila também admirava as cantigas compostas por melodias harmoniosas que os trovadores cantavam nas vielas tocando seus alaúdes, suas flautas e os seus tambores, ela fabricava cerveja, vendia sua cerveja aos comerciantes e aos muitos viajantes que iam até a casa de pedra comprar a cerveja, a moça apreciava e admirava a natureza, ficava horas sentada na beira do riacho contemplando cada detalhe das plantas, das árvores e dos bichos que ali habitavam.
Amis era um trovador, um rapaz alto e atrapalhado, de cabelos lisos e compridos, olhos escuros como uma jaboticaba e com o sorriso farto, dominava os cavalos, o arco e flecha e tocava flauta, o rapaz mantinha uma paixão por Aila, mas nunca teve coragem de se declarar, Amis sempre agradecia em suas rezas o fato de Aila ter passado da fase de se casar.
Desculpe-me as coisas que jamais lhe darei.
Não vou fazer você sorrir.
Queria que envelhecêssemos juntos.
Dois velhos rindo enquanto nossos corpos decaíam.
Juntos no fim.
Há muitas coisa para sentir falta.
Livros... sonecas... beijos... e brigas.
Tivemos algumas fantásticas!
Agradeço por sua bondade.
Agradeço por nossos filhos.
Pela primeira vez que os vi.
Agradeço por ser alguém de quem sempre me orgulhei.
Por sua coragem e por sua doçura.
Pela sua aparencia, por sempre querer tocar em você.
você era a minha vida.
Desculpe-me pelas decepções... sobretudo está.
Irmãos, a um mesmo tempo, Amor e Morte, / criarei a sorte. / Coisas assim tão belas / no resto do mundo não há, não há nem nas estrelas.
Os arrufos entre amantes podem ser renovações de amor, mas entre os amigos são deteriorações da amizade.
O mais belo momento de uma mulher (...) é aquele em que, seguros do seu amor, ainda o não estamos dos seus favores.
O nosso amor-próprio suporta com mais impaciência a condenação dos nossos gostos que a das nossas opiniões.
A espécie compromete-se com um casal a que haja amor entre os dois. Mas logo que se apanha servida, vira-lhes as costas e eles que se arranjem.
Amor é deus de paz; nós amantes, veneramos a paz; / para mim, particularmente, bastam as guerras com a minha mulher.
Mas de vez em quando ergues-te ainda frenético, como esse velho de que se conta que fazia amor uma vez por ano....
O nosso amor-próprio é tão exagerado nas suas pretensões, que não admira se quase sempre se acha frustrado nas suas esperanças.
A fé é um condão. Mas o bom trabalho, no amor do ideal, dá a fé. Não há trabalho no sentido verdadeiro sem fé.
Por mais descobertas que se tenham feito nos domínios do amor-próprio, ainda ficarão muitas terras por descobrir.
Muitas vezes o amado desencadeia a força lentamente acumulada no coração daquele que ama. O amor é uma coisa solitária. É esta descoberta que faz sofrer.
Teu Eterno Amante
Oh, Minha Amada,
Tomo da palavra para te exaltar.
Oh, Musa da minha vida, neste instante,
O verbo percorre os caminhos insinuantes do teu corpo!
Te desnudo querida,
Ao declamar ao vivo pela palavra, te descrevo em detalhes coloridos.
Teu alvo busto coberto de rendas, brancas como a neve, que escuta o teu soluçar, arfante de desejos.
Sei que você é minha apesar de ser tocada,
Por esses macios tecidos, mas sofro.
Em tuas madeixas quantas vezes descansei
E solucei implorando um beijo teu.
Oh amor de minha vida, que tinges de púrpura,
Sonetos feitos para você à luz do luar,
Refletindo em teus olhos, a grandeza da tua alma!
Parte agora para distante de mim e beijo saudoso as tuas pegadas.
Acaricio o caminho que você percorreu envolto em ardente desejo.
Em cada flor sinto o teu perfume, em cada arbusto vejo o teu perfil, e em cada curva da estrada a tua alma.
Partes para outro te amar?...Nunca!! Saiba que sempre estarei contigo e,
Quando alguém te desejar estarei vigilante, apesar da distancia.
Aguardando tua volta sempre serei ,
O teu Eterno Amante.
O amor não se fixa em grandes realizações, procura as entrelinhas para poder demonstrar seu encanto.
Nunca devemos desistir de sermos felizes no amor, independentemente da idade e da quantidade de desilusões sofridas, o amor está no ar, basta resprirá-lo, ele não faz nenhum tipo de distinção e nos atinge como um raio quando menos esperamos. Quando esperamos encontrar o amor devemos olhar com os olhos da alma.
A felicidade não se compra é um estado de espírito.
