Poesia Agua de Mario Quintana
Florescer pela manhã
como Statia morning glory
em Santo Eustáquio
conforme o duplo desidério.
Pelas correntes do mar
das antilhas deixar-se
levar sem preocupação
no próximo poético verão.
Quando você chegar ser
aquela felicidade confirmada
para o corpo, alma e coração.
Tudo há de de cooperar
para que o amor genuíno
venha nos encontrar infinito.
Sem compromisso
com a coerência
falar do normal e daquilo
que é anormal
é falar com o privilégio
de não tirar nada do lugar,
e se preciso for todos
os alicerces vir a abalar.
É seguir apesar de tudo
sendo poesia na vida
não é para todo mundo.
Ouvir através de um
era melhor não ter nascido
ou até ter sido objeto
de mercadoria ainda
persiste em pleno século.
(Quantos desertos
todos nós caminhamos).
Dizem para alguns
na infância mesmo
sendo saudáveis
que jamais chegarão
aos vinte anos de vida.
Na juventude condenam
a morte psíquica
dizendo que todos
vão morrer cedo,
e se o jovem não tem
ninguém por perto acredita,
se entrega e morre mesmo.
Na maturidade matam
pelo exílio sutil
dos afetos e do convívio,
e isso incluí até
não aplaudir o seu crescimento:
para que você pare e morra
ali se sentindo indigente
da falta da atenção
por parte de uma gente
que só se lembra o quanto
você é bom somente
enquanto está servindo.
Não deixar
nem mesmo
um raio cair
sobre nós,
Esticar a mão
como quem
resgata alguém
que caiu num poço,
É coragem
feita para poucos
neste mundo que teima
em chamar todos
os que ajudam de loucos.
Olhei nos seus olhos
e acreditei que eram
o verdadeiro céu,
Neles encontrei
o meu mais fatal engano,
Não te amar não
estava no meu plano.
O céu de hoje confunde
se faz chuva ou sol
do mesmo jeito que teus olhos
me enganaram o tempo todo.
De tudo canto a expressiva
vitória de não de ter
permitido que eu odiasse
a minha própria existência.
(Decidi que daqui para frente
além de me avisar, eu vou me ouvir).
Pedaço de cipó atirado
no rio para pescar,
Vapor, exalação ou fumaça,
o seu significado indígena
não há quem desfaça.
Falo é do Rio Timbó
nascido na Serra do Espigão,
Para tocar o seu coração
para que cuide com devoção.
Porque do somos e só
dele sobreviveremos,
Todos sem exceção
sem o rio sucumbiremos,
exaltar de pequenas ações
em pequenas ações; nós devemos..
O Rio Pelotas une duas fronteiras
nascido na Serra Geral junto
com o Sol, a Lua e as estrelas,
é parte do espírito campeiro.
Um rio que cumpre o destino
para a nossa gente ficar de pé,
se deve guardar com toda fé,
é por isso que lembro e louvo.
O meu sangue gaúcho permite
ignorar sempre quando alguém
chamar cada poema meu de louco.
Minh'alma de pouso, galpão e tropa,
nasceram para falar do que importa:
por isso homenageio o Rio Pelotas.
Rio Grande do Jaó de Pedra
criado por Deus para ser
o meu, o seu e o nosso destino,
Nascido na Serra do Espigão,
é irmão do Sol, da Lua
e das estrelas bem aqui
no magnífico Vale do Itajaí
que é em qualquer estação bonito.
Tornado Rio Itajaí-Açu que traz
a este Vale motivos para seguir
sorrindo pela confluência gentil
entre o Rio Itajaí do Sul
e o Rio Itajaí do Oeste,
nos irriga, sustenta e benze,
Mesmo os mais simples gestos
de preservação ele agradece
mesmo que conosco não converse.
Enfeitando com inspirações
as nossas vidas com tão
lindas e sublimes vistas
generosamente tais dádivas
com louvor sempre concede;
Tomar conta com a fineza
que o Rio Itajaí-Açu merece,
também é agradável prece,
que o Bom Deus também agradece.
Sob o Hemisfério Austral
é filho da Serra Queimada
nos contrafortes da amada
Serra do Mar da minh'alma.
Das intensidades levo tudo
o quê o Rio Cubatão do Norte
ensina e a tudo sobrevive,
porém até ele tem limite.
A memória se reforça
no curso das correntes dele
e votos refaço fervorosa.
Para que ele se refaça,
sobreviva e continue a missão
para que a vida prossiga.
O quê nasce em mim nasce
com o Sol, a Lua, as estrelas
e o Rio Canoinhas na Serra Geral
de maneira lírica e sentimental.
Vivos estão em cada porção
os sinais desta Pátria Austral,
trazidos na minh'alma e coração
nas canções totais das cheias.
Ninguém segura o curso do rio,
todos podem proteger ele,
o destino é eterno herdeiro dele.
Sempre que chegar o verão,
nós podemos nos encontrar
e com alegria plena nos banhar.
Mamoeiro com mamões
verdes na beira da rua,
Faz lembrar do Boi de Mamão
dançando em noite de Lua,
Tempos de Santa Catarina
que o Boi saia e depois
voltava e dele ser fazia
doce que era quase poesia.
Agradecer ao Bom Deus
por ter um rio de mel,
Que faz da nossa terra
um pedaço do céu.
Abraçar o belo Rio Irani
como ele urge e merece,
Cuidar dele e de qualquer
rio também é prece.
Amorosas águas que têm
dias de abelhas furiosas,
e a gente sempre agradece.
Com o coração considero
e exalto o abençoado Irani
que dá muito mais do que mereci.
Rio de quedas grandes,
nascido em Dionísio Cerqueira,
precioso rincão catarinense
és da nossa Pátria Brasileira.
Divino Rio Peperi-Guaçu
profundo que cruza a fronteira,
e se divide com outra Pátria,
agradeço a sua existência!
Rio de beleza imensa que
merece todo o amor
de mais de um protetor.
Enquanto ele e qualquer
outro rio existir,
a vida seguirá a fluir.
Quando o entardecer desce
sobre o Pico do Montanhão
com a sua nave madrepérola,
Presenteia o nosso coração
com paz e serenidade poética;
Trazendo assim inspiração
na nossa Cidade de Rodeio
em pleno Médio Vale do Itajaí
com as vibrações de junho no peito.
Os apelos de um tempo desafiam
os olhares a não perder o encanto,
os nossos corações do tamanho
do mundo devem sempre atentos,
porque neste tesouro nós vivemos.
(Com alma e o coração gratos
voltados para o céu do Hemisfério,
e os nossos pés nesta Terra
abençoada do Sul do nosso Brasil).
No constante renascimento
do magnífico Rio das Antas
em Dionísio Cerqueira
trago esta poética brasileira.
Como todos os rios nasceu
como o Sol. o Luar e as estrelas
pars desaguar no Rio Uruguai
e celebrá-lo com meus poemas.
Trago o rio com minhas letras
com clareza porque não o quero
adivinhado, e sim por você sentido.
Para que seja por amor preservado
como tesouro que é de fato,
e merecedor de ser por nós cuidado.
A minha roupa de caipira
foi lavada e perfumada
pelo Sol, pela Lua e estrelas.
Porque sob as bandeirinhas
coloridas de São João
alegrias irão se encontrar.
Eu e você iremos dançar,
e adivinhando no que vai dar
o meu coração está a cantar.
Pau de Fitas
Na auge da Festa Junina
quero ser a ventania que
enquanto dança o Pau de Fitas
balança as bandeirinhas
e nossas expectativas meninas.
Cruzar o seu encantador olhar
e com jeitinho de acarinhar,
quando a gente se encontrar
no Tramadinho ou no Trenzinho,
perceberá que és o meu amorzinho.
No Zigue-Zague não deixar
para depois assim será
quando no Zigue-Zague a dois
o calor do meu toque
carinhoso com o teu encontrar.
Quando a hora chegar
da Feiticeira a gente dançar,
a tua atenção despertar,
para a Rede de Pescador
encantar de vez o seu amor.
Junho é tempo de lanço
para pescar Tainha
no mar de Santa Catarina,
Todo o dia faço algo
parecido só que é poesia.
De lanço em lanço fisgar
no seu coração o oceano
é a assumida ambição,
Só para a gente fazer
arraial com fogo e paixão.
É contigo que desejo unir
os nossos oceanos,
E facilmente revelo planos
de fazer o melhor
para pertence aos seus dias.
Ter corações apaixonados
no Dia dos Namorados
é somente para os que
são de fato privilegiados.
Na Era que o romance
se tornou escasso,
trago a recordação que
o amor requer cuidado.
Ter alguém do seu lado
te faz comprometido,
não ter alguém te faz poeta.
Quando o amor buscado
por cada um for encontrado:
melhores serão os dias lado a lado.
Roda de Ratoeira
Sei que será preciso
dançar mais de uma
Roda de Ratoeira
para te conquistar,
Não importa quanto
tempo vou levar,
Só por mim tu há
de se apaixonar,
de um jeito que
nem o vento irá levar.
