Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Estou protegendo minha emoção, cansei de dar importância e de elevar a um nível superior, quem e o que merece estar em último plano.
É viver sem teu sorriso eu ja não consigo mais,isso se tornou fundamental pra minha alegria hoje..
Com vc eu esqueço de tudo q esta ao meu redor,o mundo para,e no meu pensamento so vem voce e mais nada..
Imortal: Minha mente pode me oferecer um desejo imenso que meu corpo é incapaz de reconhecer. Consigo facilmente enxergar este vulto paralisado fitando-me enquanto escrevo em um papel sobre ela. Seu reflexo ao lado meu. A televisão não consegue abafar o som da tua presença, ela agora é incapaz de tirar minha inspiração. O calor provocado pela proximidade de seus lábios ao meu ouvido me faz esquecer o frio. Agora vejo que estou presa nessa ilusão, falsas verdades ecoam dentro de mim, gritos aterradores acompanhados de um insight poderoso.
Hoje me sinto fraca, sem fé na vida e nas pessoas, talvez a minha covardia diante das decisões, talvez meu medo de ficar sozinha me faça insistir em um casamento acabado que nem chegou a começar e assim culpo os que estão a minha volta pelo meu sofrimento e pela minha angústia.Não queria ser triste e nem diferente mais pensei que poderia ser aceita como eu sou. Só queria que este pesadelo acabasse para eu poder sorrir novamente. Será que o casamento é uma instituição falida? Ou será que somos egoistas demais para nos doar ao outro a ponto de fazer dar certo??? O egoísmo venceu o amor mais o amor nunca desiste, só queria acreditar nele novamente.
Peça minha alma, junte com a sua, rasgue e sufoque. Desdobre e faça voltar as velhas falas, escravize nosso amor. Não o deixando mais fugir. Me cubra no seu ritmo, me encontre nas melodias. Aqueça minhas mãos frias e solitárias, faça valer pelo tempo perdido. Tomaremos um café requentado ou até velhos champanhes baratos, o reaprender do amor superará tudo.
Não sei o que sinto, não sei o que possuo ou o que me falta. Mas domina a minha incontrolável mente. Embriagarei a solidão, pois a mim já não funciona mais.
Olho a chuva cair através de minha janela, simples, leve, calma e o que me vêm a todo instante projetado em meus olhos, afogando-se entres as infinitas lágrimas é o filme inacabado que vivemos. Queria me livrar desse episódio que me confunde, me chateia, porque sei que eu poderia ter sido mais paciente, flexível, positivista, mas agora é tarde para o “final feliz” desejado. Não culpo você, nem as pessoas que cruzaram nossos caminhos, culpo a mim mesma. Como fui boba em deixar o AMOR pegar o trem e partir. Contudo, mais tarde, o vi voltar, me encantando como nunca, mais intelectual, revolucionado, único, e quando fechei meus olhos, por um segundo, ele dobrara a esquina indo à outra direção cultivar a paixão que não conheci.
E quando o verão chegar, não venha atrás da minha água pra te resfriar, nada mais justo, já que no inverno seus braços não puderam me aquecer.
Observo, reparo e analiso os seres da minha espécie, tal como o faço ao analisar as minúcias de uma formiguinha. E o efeito é apavorante. Simplesmente porque me vejo no outro.
Preciso urgentemente de mim mesmo quando não há ninguém por perto. Ou não há sustento para a minha solidão.
Palavras minha boca se esqueceu de dizer. Toques de amor, toques de carinho e só solidão esteve aqui. O brilho nos olhos sumiu. Uma confusão dentro de mim surgiu. Amores sofridos, falados, sonhados, realizados, esquecidos, amados... O amor o vento trouxe. E a confiança se instalou dentro dos olhos daqueles que nunca amaram. Surgiu então, todos os outros sentimentos. Angústias, emoções, tristeza, carinho, lágrimas, sofrimento e com o sofrimento o amor foi esquecido. Passaram a acreditar que ele não existia mais. E quanto mais o tempo passava, mais forte o sofrimento e a consequencia dele surgia, era apenas o amor escondido entre todos os outros males. O amor o vento trouxe, o amor o vento levou. Fora esquecido por muitos, lembrados por poucos. E sentidos por todos. O vento nos dá dúvidas. Acreditamos. Amor o vento só nos deixa sentir, sentimos... não sentimos. O vento vai e volta. Mas e o amor? Embora com idas e vindas. Sempre esteve aqui.
"Naquela mesma noite, escrevi minha primeira história. Levei trinta minutos para fazê-lo. Era um pequeno conto meio soturno sobre um homem que encontra um cálice mágico e fica sabendo que, se chorar dentro dele, suas lágrimas vão se transformar em pérolas. Mas, embora tenha sido sempre muito pobre, ele era feliz e raramente chorava. Tratou então de encontrar meios de ficar triste para que as suas lágrimas pudessem fazer dele um homem rico. Quanto mais acumulava pérolas, mais ambicioso ficava. A história terminava com o homem sentado em uma montanha de pérolas, segurando uma faca na mão, chorando inconsolável dentro de um cálice e tendo nos braços o cadáver da esposa que tanto amava." (Caçador de Pipas, Quatro, página 37)
