Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
No forró: A noite começa e meu coração se alegra... vou dançar! No ritmo da zabumba minha alma se manifesta, fecho os olhos e entendo a condução. E a cada dança uma surpresa, um passo novo, risadas, concentração, uma amizade, um amor e muitas lembranças... A sanfona me faz sonhar, o triângulo me faz pensar, acordar. Lá já sorri, já chorei, já me iludi, já enganei, já senti e provoquei ciúmes, já cantei, já pulei, já dancei, já errei, me machuquei, me apaixonei, revidei, me vinguei, me diverti, me distraí, achei que esqueci, mas de novo vi que certos momentos não se esquecem! No forró tudo acontece... lá me sinto viva... nada perde o brilho... nada envelhece.
Sempre acontece. E é isso que envenena minha mente, dispara o coração. Meu medo, ele não é próprio. Não é individual. Vem de uma parte pequena do meu ser, que tem a capacidade de me controlar por inteira. Eu não sei controlá-lo. Não sei medir. Sei como sentí-lo, sei como me machucar. Esses arranhões na minha pele, não são tão superficiais assim. Vem dele. Desse cancêr que pulsa em minhas veias, que mora na minha falta de ar.
Ele toma conta de tudo. Ele é onipotente. Maior que tudo. O ciúmes.
Na minha mente, eu não conseguia entender como você tinha o sangue tão frio de ainda agir normalmente, como se nada tivesse acontecido, e eu ainda destroçada, meio assustada e sem saber como agir. Uma vontade de que aquele dia não tivesse existido, e fosse só um pesadelo ruim. Me belisca, vai. Daí, posso acordar, ler um livro e quem sabe quando dormir de novo, eu sonhe algum dia.
A minha felicidade é o motivo pelo qual eu vivo. A felicidade de quem eu amo é o motivo pelo qual eu morreria.
“Eu fazia de tudo para suprir a falta que o amor fazia na minha vida, família, amigos, estudos, trabalho & tolices, mais não adiantava, eu não sabia que podia viver sem um amor, o que eu não sabia era que uma vida sem amor não tinha graça, não tinha razão, e eu nunca quis viver uma vida assim, eu não poderia viver em vão”
“Não importa se o obstáculo é do tamanho de uma formiga ou do tamanho de uma muralha, a minha fé é, foi, e sempre será infinita”
Dizem que histórias de amor estão escritas nas estrelas. Por que, então, não consigo ler a minha? Deve ser porque ainda não encontrei alguém para ler junto.
Na minha complacência encontro o equilíbrio exato para respirar o estaco que existe entre ser e estar.
Sei que te amo, porque uma saudade mórbida machuca a minha alma e fico assim: louca de saudade de você.
Eu uso minhas lágrimas para lavar-me por dentro,
e uso minha poesia para visitar de ti, teu interior.
Eu posso pensar que o hoje é o momento mais importante da minha vida e ele realmente será, se acaso eu não me importar com aquilo que ainda está por vir e me contentar apenas com o que naquele momento é maior que tudo.
Descobri em você minha felicidade. A tempos que não sabia o que era isso, e agora sei que com você serei feliz para sempe.
