Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Minha dúvida é insistente
Que chego a ficar suspenso
Mas me dá uma vantagem
Se eu duvido, eu penso.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
09/04/2024
Este mar de tormenta me sufoca
E eu querendo sair pra navegar
Mas deixei minha barca à deriva
Tenho medo de não mais encontrar.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
O que acontece comigo
Tento não me incomodar
Porque minha escolha é
O que eu vou me tornar.
Santo Antônio do salto da Onça RN
24/04/2024
Tenho pena de morrer
Pois o mundo me fascina
Portanto devo viver
E cumprir a minha sina.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
24/04/2024
Sei que a minha lucidez
Nem sempre tá validada
Ela oscila e tem vez
Que fica alucinada.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
04/12/2024
Quando resolvo escrever
A minha mão, ela sente
Mas tenho quase certeza,
Eu escrevi com a mente.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
16/12/2024
O sino que tem no tempo
Insiste em badalar
E o som que ele alardeia
Acorda a minha aldeia
Fazendo-me despertar.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
08 Janeiro 2025
Na casa que tem criança,
tem Deus na entrada dela
Para minha sobrinha Tainá Silva Torres
Tem vez que chego cansado
Desanimado da vida
E chego a minha guarida
Fico logo animado
Porque fui abençoado
Com uma presença singela
De uma menina tão bela
Que me dá muita esperança.
"Na casa que tem criança
Tem Deus na entrada dela".
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelista
11/06/2010
Eu só escrevo quando me calo para ouvir a voz da minha alma que me inspira.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN Terra dos Cordelistas
21 Janeiro 2025
Nem sempre eu escrevo na minha lucidez. Eu escrevo quando a loucura se aproxima e faz parceria comigo nos meus devaneios.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN Terra dos Cordelistas
17 Janeiro 2025
Tudo o que eu vejo na vida
E o que eu penso dizer
Minha caneta ficou
Viciada em escrever.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN Terra dos Cordelistas
19 Fevereiro 2025
Até quando eu concordo
Fica interrogação
E tem vezes que discordo
Da minha opinião.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
03 Março 2025
Tudo o que eu vejo anoto
Às vezes sem perceber
Isto me dá de veneta
Deixando minha caneta
Com vício de escrever.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
01/05/2025
Quando baixo a minha voz
Me encanto neste momento
Porque sempre que me calo
Escuto meu pensamento.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
05/06/2025
E assim vou vivendo...
Se um sonho não me cabe no momento,
guardo ele de volta na minha Caixinha de Sonhos
e pego outro para vestir.
Lá dentro é cheio deles,
e sempre tem algum que sirva.
Nem sempre realizo todos,
mas nunca ando despida de sonhos.
Sonhos são tão essenciais como roupas,
sem eles é impossível sair de casa!
Sonhe!
Há um mar alto, em minha volta!
E ventos tempestuosos, elevam suas águas,
As quais, formam ondas de mágoas,
Qu´eis qu´alma esta, querem ver morta...
E o meu barco, esta-se partindo,
Com estas altas e rugentes ondas.
O meu espírito, se vai com dores consumindo.
Por estas correntes velozes, nestas do mar alto, zonas...
Mas, mas ainda que eu desça ao fundo dos abismos!
Oh tu mar revoltoso e impiedoso!...
E também vós outros arrogantes cataclismos!...
Sabei, sabei, vós, vós: Todos...
Que virá tempo, em que a águas mansas, e porto piedoso,
Morto por vós, mas vencedor, meu barco, ancorará neste porto, mais alto que vós, sois altos.
Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infância.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
Não foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria Emília, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatas…
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!
Minha Senhora! Canto-vos,
Trovas de amor! Amor!
Em minha voz de tenor!
Sabeis porquê?! Por amar-vos.
Eu cavaleiro andante!
Em cavalo branco!
Vou adiante! Adiante!
Até, que os lirios do campo,
Tenham flor e cor.
Para eu, vo-los dar!
Sim a vós, meu amor!
Porque eu, vos amo!
Com verdadeiro amar.
Minha Senhora! Ai pois! Só eu sei como!
Minha alma não se cala,
De do bem ter mensagem,
Por isso disto muito fala,
que os tristes tenham coragem!
Eu tenho boa palavra,
Para os tristes de coração.
Invoquem a Deus na aflição.
Pois só ele nos salva!
Deus vive e nos ama,
Com amor eterno.
E por todos chama.
É dia de Salvação.
No Deus tão terno,
Há ainda solução!
E falei-lhes assim:
Alma minha! Meu espirito, sem fim!
Meu corpo; meu ser!...
Se sobre vós, não ousou chover!
Como então! Perante meu fado,
E meu tanto enfado...
Sobre nós, então, buscar ides!
Águas, para destes cegos olhos, lágrimas sair verdes?!
Então me disseram:
Eis que sobre tu e nós!
Águas que são, serão e eram...
Aliviam esta tormenta...
Que continua veloz...
Porque são águas fortes, como sete vezes setenta!...
