Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Eu não sou forte o suficiente sozinho (...)
E quando você me abraça, é como uma luz para a minha alma (...)
O vento pode soprar, mas eu não vou quebrar
Não importa a dor
Nada podia enxergar
Minha vida era tão vazia Até um dia Te encontrar Ouvi Tua Doce Voz Foi Jesus quem me tocou Foi Jesus quem me curou Jesus tocou em mim
Meus olhos se abriram
Agora posso ver
Nada mais será igual
Deus na minha história
Escreve os detalhes
Mesmo em pedaços
Me sustenta em Sua bondade (...)
Não importa se é uma dor
Ele quebra as prisões
E traz cura aos corações
Eu não tenho mais a minha vida como preciosa
Eu fui encontrado
E o que antes era lucro já não tem valor
Eu fui encontrado
As escamas caíram ao chão
Tua luz me encontrou
E agora eu posso Te ver
Eu quero ser usado da maneira que te agrade
Em qualquer hora e em qualquer lugar
Eis aqui a minha vida, usa-me, Senhor
Querido Deus: Obrigado pelas minhas tempestades.
A chuva era necessária para que minha Fé crescesse.
Mas, acredito Nesse Amor
A minha cura: É o Seu Amor
Eu vou deixar para trás, tudo o que passou
Não existe outra Verdade, Vida, nem Caminho...
Filho meu, não pare de adorar
Filho meu, Eu vou te enviar
As nações vão ouvir Minha voz
Através do fluir do Meu louvor em ti
O vento da aflição quer apagar a Chama
Da minha adoração
O mundo é um oceano
Minha carne é um furacão
Minha vida é um barquinho buscando direção
Descansa em minha alma
E acalma a tempestade
Que agita o meu coração
Pedido Vivo
Não seja o primeiro a atirar flor, na minha sepultura,se na minha vida atirava a primeira pedra.
Minha resposta pra quem me diz.
Fulano estava falando mal de você é:
Se fulano cuidasse da própria vida, estaria treinando e mais saudável.
Minha vida está perdida
Já nem sei pra onde eu devo caminhar
E o meu tempo, eu sei, é pouco
É preciso, amor, lhe encontrar
Oculto
Fartei-me de mostrar o meu encanto
De cair em pranto
De elucidar minha ternura.
Hoje sei de que nada adianta
O que me é sentimental.
O que eleva o meu feitio e
Coloca noutro coração
A minha galhardia
É o meu intencional.
Meus homens
Estou cansada das reverências
Tenho como liberdade
A antissocial
A minha própria forma de pronunciar.
Não quero nada que seja comedido.
Quero a relevância do meu próprio ato.
Quero os meus homens
E desejo amá-los a todos.
E nada que seja singular e exclusivista.
Nada de domínio público
Que exaurem os meus recursos mentais.
Não os quero fisicamente
Desejo-os de pés assentes
Mas sem muita intelectualidade.
Imagino-os com as suas esposas e amantes
Suas ternurinhas errantes e eu,
Os quero pelas suas melhores partes,
Aos meus pés pela minha genialidade
Na libertinagem de pensamentos,
Para que tenham sonhos
De um dia possuir, a mim,
A mulher intensidade.
E que ambicionem a minha extravagância,
Para que não morram as minhas nostalgias
E alimente as suas agonias
Daquilo que lhes é imparcial.
Que minha autenticidade
Sempre os deixem na busca
Da minha real personalidade.
Insatisfação
O teu elogio não cura mais a minha insatisfação.
As tuas ideias consomem a minha alegria.
O teu juízo desapareceu sem harmonia.
Os teus gestos declaram sempre falta de emoção.
Tudo em ti é insosso.
Tudo que praticas não é natural.
Tudo o que demonstras é em razão de um esforço hercúleo.
Tu não tens opinião.
Tu és um fantoche.
Não possuis uma personalidade definida.
Um adulto cheio de mentiras.
Não és capaz de atuar com a razão.
És um ser sem atitude, mas cheio de malícias.
És uma criatura que esconde sentimentos.
És o que trai na defensiva.
És sempre a vítima em cada situação.
Ser imundo que não satisfaz.
Verme maldito do pecado.
Traidor dos que o amam,
Fere sem compaixão.
Assalto ao coração
Bateram em minha porta
Eu a abri com um sorriso
E para a minha surpresa
Era um assalto.
Fiquei estarrecida
Numa mistura de êxtase e medo
Mas, durante aqueles momentos
Tentei fazer todas as leituras possíveis.
Mas, quando a porta se fechou
Notei que o meu estômago não mais aceitava a comida
Os meus pulmões já não queriam respirar
O meu coração sangrava.
As minhas pernas paralisavam
Os meus dedos começaram a esfriar.
Mas, na fuga do sentimento a razão sobressaiu
Pensei então…
Cometi um grande erro
Abri a porta desprevenida
Deixei entrar com um sorriso
Quem me era desconhecido.
