Poemas Vinicius de Moraes Patria minha

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O preço da minha ausência

Quanto vale a minha ausência?
Vale muito com certeza
Vale conluios inquestionáveis
Dos disco voadores a espreita.

Quanto vale a minha ausência?
Vale aos óvnis adiáfanos
Que por entre nuvens escuras
Expõem translúcidos a imprudência.

Quanto vale a minha ausência?
Vale a minha sabedoria no anonimato
De atos e fatos que ressurgem encolerizados
E mitigam a minha dor.

Quanto vale a minha ausência?
Vale saber tão naturalmente
O que floresce da demência,
Entre as estrelas mais brilhantes
Estão os ufos ainda mais reluzentes.

Inserida por MariadaPenhaBoina

A minha liberdade

A minha liberdade?
Satisfazer:
Minhas necessidades
Meus desejos
Minhas escolhas
Minhas loucuras
Minhas vaidades
E dou preferência...
Que nunca me venerem
Pois, jamais irei reverenciar.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Desvio

Não posso voltar para os seus braços
Não conseguiria sentir os seus abraços
A minha sensação não permitiria.

Para cada afago seu, logo me lembraria
A contar nos dedos que me faltariam
Todas as outras acoitadas nos seus braços.

Não, eu iria somente banalizar o que fora um dia
Seria estupidez acreditar no seu embuste hábil
Deixaria a verdade falsear suas ideias maquinadas.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Informação nunca me desaponta

Procurar saber é a minha distração e, sigo venerando a informação
Saber que fui viola mal tocada por falta de inspiração
é problema para quem deixo, foi por puro desleixo
A minha busca constante é meu leito de repouso
Não pressinto nenhum perigo no verbo conhecer
A lira toca suavemente durante a minha reflexão
Meu aprendizado instilado me ensinou a ver
com calma, com paciência, comandando os meus instintos
e controlando a decisão
Para as suas palavras causticantes, etéreas
fui fazendo as leituras e mumificando o que não tinha cura
Foi ato dissimulado, usar-me para o teu agrado
Palavras do coitado...
- Fui ludibriado, abandonado e traído...
Castiguei, não nego, as que no enredo entraram
Que podia eu fazer, se não tinham esperteza, e se propuseram hostil?
Não conceberam a filologia do contexto
a quem eu dirigia a minha invocação...
As pobres sofreram na coita, não padeço por elas,
posso até pedir absolvição
O deletério fica perdido, tentando controlar no improviso
E quem de resto, me ouvirá?
Estou a bem rir e a bem viver, deleitado-me na piscina e no mar
Bebendo das melhores bebidas
Conduzindo os melhores carros
A bem me deliciar por vencer a guerra
usando da estratégia mais inteligente e singela
deveriam até me perdoar.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Mudez

Telefonas-me somente para ouvir a minha voz?
Um alô, um olá de uma voz rouca
Isso te satisfaz?
Ou estás a querer saber por onde ando
A me vigiar
Não te preocupes
Não irei a nenhum lugar.
Meu mundo é pequeno
Viajo muito na imaginação
Sou mais pensamento
Pouca ação.
Não deves me cobiçar
Pensamento é veneno
E pode te intoxicar.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Janela

Ei tu... que fica aí me observando
da janela à minha janela
Dá pra dizer o que está achando
do quê observas?
Fica o dia inteiro aí prostrado
me vendo, me lendo...
Colocou insulfilme nos vidros
como senha?
Não funciona,
tem baixa qualidade criptográfica
Estou te vendo.

Inserida por MariadaPenhaBoina

⁠Autenticidade

Cansei de ser julgada pela minha autenticidade
na essência poética
Aos bravos e recolhidos seguidores dos meus perfis,
não serei performática para agradar
As suas escolhas pelo obscurantismo não me interessam
Deixem de se preocupar com a minha escrita insólita
busquem pelo fanatismo adulador e fantasioso das aparências
que combinam com suas visões
A minha poesia é ácida que até dói
Diante do atual mundo tresloucado
nunca praticarei uma escrita espúria
Sempre estarei no limiar da minha mais profunda essência
convicta das rasas interpretações
As dimensões que ocupamos são antagônicas.
Imagino como seria hoje julgado Manuel Bandeira
Que do seu íntimo preconizou
“Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem-comportado...”
... “Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.”

Inserida por MariadaPenhaBoina

Minha culpa

De quem é a culpa? Deve ser minha
Sou apenas uma parte do núcleo do átomo
Que valor tem a minha estima?
Ensinei aos meus descendentes
civilismo, conduta ilibada
Para quê?
Para viverem e presenciarem
terrorismo e corrupção
comandados pelos marafões no poder
Mas, a culpa deve mesmo ser minha
desiludida com tamanha podridão
escorreguei na casca da banana
que o mandrião mandou ao chão
Tamanha foi a minha desilusão
que derramei tantas lágrimas
e enchi a barragem em Mariana
e ela se rompeu
Aniquilei com o rio tão doce
cheguei ao mar tão salgado
detonei a região
As minhas lágrimas secaram
vai ter seca, faltará energia
afundarei com a economia
e a miséria reinará
e toda culpa é minha.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Recôndito

Não pega na minha mão em público
Nega o meu beijo na praça
Tem medo de fazer juras
Mas, diz acreditar em disco voador

Secretamente, no lusco-fusco
amor selvagem, abrasador
Veja a loucura
desse fugidio senhor

Encobre-se por todos os cantos
quando o momento é para o amor
Mas, para destroçar o encanto
profere à luz do mundo
blasfêmias com fervor.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Dualidade

Poesia e fraqueza
a primeira, o medo, a utopia
a outra, covardia
Ao medo, a minha estima
à covardia, antipatia
Obra poética divina
temor, fantasia
revelada na emblemática pintura
da Capela Sistina
à irreverência do grafite
não menos belo
não menos poesia
Caída no abismo, a fraqueza
o lado obscuro da dicotomia
o veneno? A covardia
ocultando a dor
realçada na pupila
picha, rasga, queima e ridiculariza
o medo, a poesia.

Inserida por MariadaPenhaBoina

O Cativeiro da Agonia.

“Faço da minha vida um cenário da minha tristeza.”
E assim, a existência se converte em palco, e eu, ator sem aplausos, caminho entre sombras que se arrastam nas paredes da própria alma.

Agonia…
Tu que me encarceras e me vigias como sentinela antiga, tens mil portas abertas em tua fortaleza austera.
Eu, porém , cativo, não tenho nenhuma, ou talvez apenas uma:
o meu pensamento.

E o pensamento, este frágil portal para mundos possíveis, treme. Ele poderia ser fuga, ruptura, salto.
Mas não fujo.

Porque o dom dos abismos se levanta silencioso entre nós dois, entre tu e eu, como muralha feita de memórias, silêncios e ausências que se recusam a morrer.
E nesse intervalo, nesse vão entre o que sou e o que me dói, a vida permanece suspensa, hesitante, como vela acesa no vento que sopra de dentro.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Deixa-me mergulhar no mais profundo da minha alma,
para ver se ainda existe saída.


Se não houver, que a minha própria estrutura
ofereça agarras,
para que cada um que se apoie em mim
possa escalar montanhas.

Inserida por MaraSales

⁠Se eu te amo? Com toda minha alma, com todo meu coração e com todo meu corpo. Porque fomos dois em um e porque você sempre será a parte mais importante do meu ser.

Assinado: sua mãe.....
28 de agosto de 2021

Inserida por Gilksonsantosdesouza


Eu não imaginava
Que era lindo assim
Meu Noivo esperado, eu abro a minha casa
Pode morar aqui

Inserida por KamillaMoreira

⁠Me aceitas com meu medos
Falhas e temores
Enche o meu viver
A minha vida entrego
Pra seguir Teus passos
A Ti me rendo!

Inserida por KamillaMoreira

⁠Eu navego
No oceano do Espírito
E ali adoro
Ao Deus do Meu Amor
Eu adoro
Ao Deus da minha vida
Que me compreendeu
Sem nenhuma explicação
Espírito Santo
Que desce como fogo...

Inserida por KamillaMoreira

Ó Deus, Tu és o Meu Deus, de madrugada Te buscarei; a minha alma tem sede de Ti; a minha carne Te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água;
Para ver a Tua Força e a Tua Glória, como Te vi no Santuário.
Porque a Tua Benignidade é melhor do que a Vida, os meus lábios Te louvarão.
Assim eu Te bendirei enquanto viver; em Teu Nome levantarei as minhas mãos.
Salmos 63

Inserida por KamillaMoreira

⁠Meu coração entrego em Teu Altar
Em gratidão por minha vida salvar
Ele me amou primeiro

Inserida por KamillaMoreira

⁠Me libertou e a minha vida comprou
Me resgatou e um alto preço pagou
Ele me amou primeiro

Inserida por KamillaMoreira

⁠Tu és o Deus da Minha Salvação
És o Meu Dono, Minha Paixão
Minha Canção e o Meu Louvor
Tu és

Inserida por KamillaMoreira