Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Quando sei que minha presença não é desejada e por respeito a mim e principalmente ao outro eu tenho coragem de me afastar... Isso é amor próprio!
Quando sei que devo seguir, e sigo mesmo machucada, sabendo que alguns não estarão ao meu lado... Isso é força interior!
Que vejo em minha frente? Estou parando...
Um guarda, uma faixa, pedestres passando.
Penso então: O Senhor Jesus está voltando!
Será que realmente estão se preocupando?
Nada! É a maioria como gado atravessando
seguindo seu destino, cagando e andando...
Por toda a minha vida
Parte 1:
Era meu último ano na minha escola. Estudei ali desde o início. Eu tinha um professor. Era lindo. Querido. Encantador. Conheci ele ainda no ensino fundamental. Mesmo criança, eu já sabia apreciar as pessoas lindas. Ele era, além de lindo, super atencioso, querido e extrovertido. Já no ensino médio, comecei a descobrir que eu gostava dele. Gostava muito. E no meu último ano na escola, eu tinha certeza de que seria horrível continuar a viver sem ele. Eu não conseguiria suportar a saudade dos bons tempos, a saudade dele. Então eu decidi. No dia da nossa formatura, ele ia me amar.
Por toda a minha vida
Parte 2:
Era o dia da formatura. Passei a última semana estressada com preparativos e provando vestidos e sapatos. Até que em fim, estava tudo pronto. Essa noite seria a última. A última em que eu estaria com ele. Então ela tinha que valer a pena. Eu ia fazer com que valesse.
A noite chegou, a formatura também. Eu vestia um vestido bem curto. Era lindo. Era um verde bem vivo, da cor da natureza. Cheio de brilhantes. Minha maquiagem e meu esmalta também eram verdes. O sapato, também.
Estávamos todos lá. Meus amigos e eu. Estava tudo muito bom, até eu perceber a ausência dele. Não o encontrava em nenhum dos lados. Já estava ficando com medo. Beber seria uma boa solução. Peguei um copo, dois copos, três copos, e perdi a conta. Todos estavam bebendo e dançando. Eu estava fazendo o mesmo.
''Na rua do meu silêncio''
Canto já só em minha solidão,
Na quietude desta minha rua,
Onde amores passam corridos
Como pássaros perdidos,
Acalentados pelo brilho da lua
Que os abraça em nuvens d'algodão
Na rua do meu silêncio,
Passam figuras risonhas
Do passado à que pertenço,
Contando histórias tristonhas.
Conservo no olhar uma tristeza incomum
Que veio de não sei de onde,
Mas que me é um grande tormento,
Sento-me nas calçadas do sofrimento,
Procurando a minha sombra que se esconde
Dentro de mim não indo a lugar nenhum.
Na rua do meu silêncio,
Há vozes que ecoam pelo ar,
Pensando que me convenço
De que devo um dia falar.
''Dei-te uma rosa encarnada''
Ao ver-te a passar pela minha viela,
Com teus cálidos passos de princesa,
Um vestido de chita com uma fivela
Dando a teu corpo forma e maior beleza,
Trazias nos braços uma sexta de palha,
Da minha roseira, tirei com a navalha
Uma rosa encarnada que a ti se igualha,
Por ser tão formosa e avermelhada
Como tua pele macia e morena,
Dei-te uma rosa encarnada
P'ra pensares só em mim, serena.
Na imensidão dos teus olhos negros,
Deleitei meus sonhos de criança,
Só por ti, escondi meus medos,
Para no meu oculto amor, pôr esperança,
Pus-te a rosa nos teus negros cabelos
Quantas noites sonho em vê-los,
Pois são a razão dos meus pesadelos,
Em tuas mãos atirei meu coração
Quando deitei-te o meu primeiro olhar,
Não sei se esta noite, vens ou não,
Mas sei que de ti a rosa jamais sairá.
Por toda a minha vida
Parte 5:
Quando entramos no carro, ele o ligou, e disse apenas:
- Coloque o sinto.
Eu obedeci, após tirar os sapatos do pé. Que sensação boa, essa. Ele continuou guiando em silêncio. Então resolvi quebra-lo:
- Você não vai me levar para casa, não é?
Após uns segundos me encarando, ele disse:
- Não.
Eu sorri. Porque eu sabia que podia confiar nele. Então ele parou em frente à uma pizzaria. Ele desceu do carro enquanto eu colocava os sapatos. Ele veio abrir a porta para mim. Que lindo ele era. Encantador. Ele me estendeu a mão. Aceitei, sorrindo de canto. Ele continuou segurando a minha mão para atravessarmos a rua. Feito isso, estramos na pizzaria.
Após ele escolher uma mesa num canto reservado (o que era a cara dele), sentamo-nos na mesa e fizemos o pedido. Quando a garçonete saiu, ele me encarou e disse:
- Você precisa comer algo após beber tanto. Vai fazer bem.
- E depois?
- Depois é futuro. E o futuro não nos pertence.
- Por quê tá fazendo isso?
- Isso o quê?
- Isso. Me trazer aqui e fazer minhas vontades.
- Porque eu acho que tu precisa comer alguma coisa pra não passar mais mal.
- E por quê você se preocupa comigo?
Ele ficou me encarando e disse:
- Não me pergunte por quê.
- Por quê não?
- Porque não.
Jantamos. Ele pagou a conta e novamente pegou a minha mão para atravessarmos a rua.
Ontem eu estava passeando e tinha alguém segurando minha mão, para eu não me perder, para eu não cair, para eu aprender onde ir.
Ontem eu estava passeando e tinha alguém segurando minha mão, porque namorava, porque o coração disparava, para mostrar que estava apaixonado.
Ontem eu estava passeando e tinha alguém segurando minha mão, porque nos amávamos,
porque o coração ficava seguro.
Ontem eu estava passeando e tinha alguém segurando minha mão, porque a outra mão já fazia parte da minha.
Para nos equilibrarmos juntos e acertarmos os passos da vida
Amanhã eu vou estar passeando e vai ter alguém segurando a minha mão, para eu não me perder, para eu não cair, porque eu vou esquecer onde queria ir...
Abro meus olhos e a felicidade ali permanece como
um mantra pessoal a inundar minha alma e a
enriquecer-se com a delicadeza de um sentimento
pleno.
Prematuramente, vitoriosa, desfraldo
minha nova bandeira, estimulada pelo que
há de vir, porque lá fora está à espera o
universo – interminável, impassível,
misterioso, maleável e onde os pássaros
sempre voam no horizonte em festa.
nao quero dizer adeus
so digo que foi deus
que botou vc na minha vida
nao ensaiamos uma despedida
so baseada em fatos reais
nao gosto de finais
e se fosse um filme
isso nao seria verdade
nao teria que partir
e me deixar aqui
o amor que sentimos
nao diz adeus quando partimos
guardo seu olhar
em uma melodia
e agora nesse refrao
te dou essa cancao
a noite com as estrelas a conversa
de dia no mar a pisar
vc parece distante
parece q esta longe
do meu coracao
quero sair da escuridao
isso me deixou tao,tao
sozinha,perdida
com o coracao partido
com o sorriso destruido
Ninguém
percebe
que meu
caminhar
já não é
tão breve...
Mas a
minha
alma
de tão
leve
voar
se atreve...
mel - ((*_*))
Andei perdido,loucamente e faminto da minha estupidez,
a minha mente esbanjava intrepidez, por dentro só decepção,
a verdade que engana é a mesma que condena,
antes, e de tal zelo quanto cabia.
ainda um dia chegaria para minha lucidez voltar
escapei como podia, das vontades outra vez queria
saber qual foi o dia que em mim quis perpetuar.
E um brilho do alerta rangia, nessa minha idolatria de submissão
ouvia todos os dias o murmurar da estadia e do preço do pão
saber que a vida é bela até cego pode acreditar
mais viver em liberdade é doutrina apenas pra quem escolhido está!
até tentei sobreviver, em outros trapos, como renegado abutre da indecisão!
apertei toda verdade, cabendo na consciência um pouco tarde de toda espécie de manipulação,
acertando mais um risco que escreve um capitulo dessa imensa e extraordinária fração.
Enfim, na mão coragem, no coração a humildade de quem já sofreu de verdade, transpassando uma rua fria, da esquina que ilumina toda essa interação!
entre loucos e barbados, de viéis a riso fácil, até senti um embaralho quando a vi passar toda colorida, tão bela e cheia de vida, de minha simples vida, passou que sorrisos que de mim vc arrancou!
adeus, até queria, não é que seja tão fria essa nossa decisão!
podemos quem sabe um dia, sorrir numa alegria ou sofrer decepção.
até mais e até breve
curtindo o por do sol de leve
sorrindo em lhe ver alegre
feliz por nossa decisão.
Deu solidão!
Deu tempo,
sem tempo
na rua,
na sua,
contra mão!
Eu nunca tive dúvidas ...
Deus ele não muda,ele é o mesmo hoje e sempre será.
A minha historia ele já escreveu e esse não será meu fim.
Deus da minha vida fica comigo ...
Posso está com o coração mais apertado do que parafuso,
mais minha fé em Deus me faz vê o impossível acontecer!
Eu creio, eu recebo, eu vejo ...
SÉRIE LUA VIII
Brilha no céu solitária,
em noite clara de luar.
A minha alma sedentária,
anseia teu lumiar.
Roda mundo, gira lua,
no céu paira a flutuar.
Me invada me possua,
em teu brilho vou sonhar.
Venha, amada lua,
me faça apaixonar,
que essa alma é toda tua.
"Minha liberdade foi retirada
Arrancaram de minhas mãos
Quando disseram que não existe um tal de sentimento denominado 'amor'
Como não existe?
Se eu posso senti-lo?
Se preciso dele para manter-me viva?
Sinto que arrancaram de mim uma parte enorme de meu ser
Como se tivesse ficado um lugar vazio
Um nada..."
Globalização
Que seja valiosa como minha fé,
O desejo de sonhar com uma doce mulher,
Através de um apelido, tomando um café.
Conectada a mim, em minha presença alter.
Recluso na glória da minha imaginação fantástica,
Enquanto anônimo, me descrevo em prosa e verso.
Através de um teclado, um café e minha forma prática.
De dizer que estou perto do seu universo.
Ao som de meus teclados que nos une à madrugada.
Imaginando como seria você, nestas horas escuras.
Bebericando meu café, com minha testa enrugada.
Imaginando você, uma mulher sem frescuras.
Enquanto a noite se vai em troca do dia,
Um silencioso momento em sua companhia.
Ouço um pequeno ruído de gotas na pia,
Minha Internet lerda, me traz agonia.
Então, faz-se em queda nossa conexão.
Arrancam-me lágrimas de tristeza.
Enquanto roubaste meu coração.
Nesta maldita globalização.
Me aconselha para ter esperança
Com seu ramo de folha
Sua magia pessoal
Deslizando sobre minha auréa
As palavras contra o mal
E do pó dessas folhas
Círculo de pedras formei
Avisando aos ventos do Leste
A caçada que meus inimigos tanto querem
Tanto ferem
Tanto perdem em sua frieza infinita ...
Esta aqui é minha vida!
Esta aqui é minha vida...!
Vezes calma
Vezes sofrida.
Em meio aos encantos
Abrem-se feridas
Para cada arranham
Uma nova lição.
E esta, é minha voz...!
Meio muda
Meio grito.
Vezes soluços
Outros gemidos.
Esta aqui é minha imagem...!
Meio forte
Meio sensível
Meio feliz
Meio triste.
Esta é minha visão
De alguém que admiro
De alguém que cuido
Para quem aprendo
Para quem ensino
Secando suas (minhas) lágrimas
Que fui aprender
Que não tem ninguém
Que possa cuidar de você
Que não você.
14/02/14
Chuva...
Indescritível o som da chuva...
Deitada em minha cama em meio ao lençóis...
Sinto o frio em minha pele, a tocar os lençóis ...
A chuva cai lá fora , me hipnotiza , como dejavu , lembranças veem ...
Ninguém consegue entender o porque a chuva me faz chorrar e sorrir tudo ao mesmo tempo, misto de emoções e razão...
Com uma força que não tem como resistir , me levanto ...
Saio para chuva... Meu proposito é dançar...
Dançar ...
Sorrisos bobos ...
Vozes a dizer : Dance , dance ...
Rodopiando como um pião , vou rodando , rodando ...
Caio pelo chão , a chuva me obriga a fechar os olhos...
Vozes novamente, gritam ...
Amo te , amo te ,amo te...
Permaneço ali por alguns segundos, minutos , horas não sei...
Só entendo que chuva me faz isso , miragem em um deserto , castelos de areia , mas como?
A chuva tem esse poder de fazer nascer devaneios em mim...
Sera que um dia esse casulo se quebra e saiu para sentir na pele a chuva de verdade?
Não sei, não sei só sei que neste momento quero mais que tudo a chuva...
