Poemas Vinicius de Moraes Mulher Aries
A melhor companhia é estar consigo mesmo em plena paz interior. As vezes estamos em meio a tanta gente e mergulhado numa solidão, qual peixe fora do seu habitáculo, sem oxigenação.
Em casa, na igreja ou no quintal, celebremos o dia de NATAL.
Não para glutonaria, bebedeira, ou ostentação, mas agradecendo o autor e consumador da eterna salvação.
Inúmeros são os problemas que nos aflige na vida, e de repente, os problemas se acabam, para aqueles que partem desse plano. Resta saber, se em algum lugar da eternidade, estarão isentos de alguns acertos de contas.
No mundo a gente chora de tristeza ou rir para não chorar. A fragilidade da vida é como um perfume que se esvaece pelo ar.
O nada não existe, tudo subsiste perfeitamente compreendido no seu devido lugar na vastidão desse universo infindo.
Não somos nada, realmente nada além de poeira amontoada. Somos partículas atômicas agrupadas, somos barro com arrogância exacerbada. Somos um sopro e mais nada. Qual barro na mão do oleiro, que amassa e refaz sua arte animada, que molda ao seu bel prazer e como lhe apraz ser adornada.
E essa liberdade tem o artífice criador, moldar o barro para desonra, ou faze-lo para o encher de honra e louvor.
Avançamos, mesmo não querendo e ainda que prostrado. Seguimos em frente sim. Porque o amanhã se transformou em hoje e o presente virou passado.
A ignorância é peculiaridade humana. Ninguém sabe tudo e poucos sabem muito, entretanto, somos todos ignorantes. O problema todo é que alguns ignorantes se acham capazes de contestar o conhecimento científico sem nunca ter pesquisado ou debruçado sobre enigmas colossais, desafios até então intransponíveis a mente humana, no que concerne o aprofundamento de tamanha busca pelo conhecimento. São séculos de estudos acumulados para avançar o desconhecido.
Quantos ensoberbecidos, senhores de si. Quantos se achando poderosos neste mundo aqui. Somos meros mortais, subsistindo a natural sucumbência. Seguimos rumo a extinção de nossas consciência. Não há nada que possamos fazer, capaz de impedir nosso perecer. Estamos de passagem, seguimos em viagem. Destino presumido, porém humanamente ignorado.
Cada instante de vida é uma dádiva dos céus. É um milagre que não se repete jamais. É uma riqueza que jamais poderemos acumular, mas diligentemente e com sabedoria gastar.
Somos brasileiros no reino da demagogia, e regidos por uma poderosa imperatriz. Seu nome? Dona Hipocrisia.
A beleza da vida é como o esplendor das rosas, não dura para sempre, tem seus dias de glória, mas logo se desfalecem.
Não se deixe enganar. Brasil, um país iludido, onde todos querem mandar. Muitos partidos, tantos quanto, cada vez mais dividido. E sabemos pois, sem medo de errar, dividir para dominar.
Surgimos nesta terra sem nada trazer ou carregar, da mesma forma partiremos sem nada possuir ou levar.
Por mais sábios que sejamos, não temos capacidade de postergar a sucumbência de nossas vidas, o inesperado pode ser irremediável. O mais importante a fazer é viver intensamente cada instante do tempo que se chama hoje.
